O índice de dispersão mede a quantidade de altas e de quedas em todos os produtos da cesta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado). Serve para avaliar o nível de espalhamento das altas e quedas.
O IPCA de junho revelou a continuidade da tendência de redução da dispersão de altas.
Em janeiro, 65% dos produtos apresentavam alta. Esse percentual chegou a 66,8% em abril. Agora, está em 53,6%. Enquanto isto, os índices em queda passaram de 28,4% para 38,7%. E os estáveis subiram de 6,6% para 7,7%.
O IPCA de junho ficou em 0,24%. Bastou para um editorial terrorista da Folha: “Estouro da inflação expõe política econômica inconsistente”. Na verdade, a alta não se deveu a nenhum item de demanda. O índice de maior peso foi o de Transportes, que respondeu por 20,40% da alta. Alimentos e Bebidas, por exemplo, tiveram queda de 0,18%.
De qualquer modo, o IPCA de junho significou uma leve alta no IPCA de 12 meses, que passou de 4,83% para 4,87%.
Quando se mensaliza as variações de preços dos 9 grupos que compõem o IPCA, percebe-se uma redução, embora não generalizada, do ritmo de alta. A conta consiste em pegar o acumulado de 12, 6 e 3 meses e calcular o equivalente mensal.
Em 12 meses, Alimentação e Bebidas corria ao ritmo de 0,51% ao mês. Caiu para -0,18% em junho. Houve alta no ritmo de Habitação, Vestuário
Montei gráficos também por grupo e subgrupos de produtos, para identificar as maiores altas:
É nítido o efeito do câmbio especialmente no grupo Alimentação e Bebidas.
Aqui, se mediu a média mensal o índice mensal Geral e de Bebidas e Alimentos. O impacto foi em dezembro. Mas o pico de alta foi até fevereiro, passando a cair depois disso.
Na média mensal móvel de 6 meses, o efeito de queda fica mais nítido a partir de maio.
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