A saída de um partido ultraortodoxo deixou o governo do primeiro-ministro israelense com apenas uma cadeira de vantagem no Knesset, o parlamento do território.
Segundo o jornal britânico Financial Times, os sete parlamentares do partido Judaísmo da Torá Unida renunciaram em protesto aos esforços governistas de recrutar estudantes seminaristas para as forças armadas.
Atualmente, a coalizão que mantém Netanyahu inclui o partido Likud do primeiro-ministro, as siglas ultraortodoxas e os partidos de extrema-direita dos ultranacionalistas Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir.
Caso o segundo partido ultraortodoxo da coalizão acompanhe o exemplo, seriam 11 assentos abandonados e o fim da maioria parlamentar de Netanyahu.
As negociações entre Netanyahu e o chefe de comitê de relações exteriores e defesa do Knesset, Yuli Edelstein, não atenderam as exigências ultraortodoxos para manter a isenção do serviço militar obrigatório por estudantes seminaristas, uma regra vigente há mais de sete décadas.
A Suprema Corte israelense considerou inconstitucionais as isenções ultraortodoxas, e pesquisas mostram que a maior parte da opinião pública apoia o recrutamento dos Haredim, incluindo sanções a recrutas.
A pressão pelo fim da isenção dos ultraortodoxos tem aumentado inclusive dentro da base política de Netanyahu. Altos militares defendem a convocação de novos recrutas para atender papéis de combate no Líbano, na Síria e nas regiões palestinas de Gaza e na Cisjordânia.
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