10 de junho de 2026

Em seis pontos, por Francisco Celso Calmon

Os EUA mantêm hegemonia individual, mas o peso coletivo do BRICS no cenário internacional consolida-se rapidamente
Ricardo Stuckert

Em seis pontos

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por Francisco Celso Calmon

  • 1 – Lula aumentou a sua aprovação desde que assumiu a posição “nós contra eles”: pobres contra super ricos e a defesa da soberania brasileira.

 Este é o eixo da luta de classes e do patriotismo.

 É hora de resgatarmos nossos símbolos – bonés, adesivos e bandeiras do Brasil nas janelas.

É preciso tirar uma lição: a maioria do povo é pobre e patriota. Por esses eixos se atingem corações e mentes.

  • 2 – Obrigado, Trump! Você conseguiu, com seu tarifaço para aliviar Bolsonaro, unir os patriotas brasileiros e desmascarar os falsos patriotas bolsonaristas.

E mais: provocou rejeição internacional a esta e outras tarifas de sua guerra aloprada.

Sua mãe estava certa!

Os números mostram nossa força: a média do crescimento anual do PIB no governo Temer foi de -0,3%; no governo Bolsonaro, 0,8%; e agora, no governo Lula III, está projetada para 2,2%, com ótimos resultados até então (2023: 2,9%; 2024: 3,4%).

 No ranking mundial, passamos Canadá e Rússia nos últimos dois anos e agora estamos próximos da Itália: Brasil – 9ª economia (US$2,3 tri); Itália – 8ª economia (US$2,4 tri). Em PIB per capita: Brasil – US$10.900; Itália – US$40.000. Projeções para 2025: Brasil +2,2%; Itália +0,7%. Somos a oitava economia mundial e, se Galípolo não trabalhar contra, em dois anos podemos ser a sexta.

O unilateralismo vive seus estertores; o multilateralismo é realidade. Vejam o PIB dos EUA e o somatório do BRICS:

Atualmente, os Estados Unidos permanecem como a maior economia do mundo, com PIB nominal estimado em US$28,3 trilhões em 2025 (FMI). Já o BRICS, que agora inclui Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos, soma US$31,7 trilhões – a China sozinha responde por US$18,8 trilhões (60% do bloco). Com essa expansão, o BRICS já supera economicamente o G7 (US$30,1 trilhões).

O comércio dolarizado em declínio, o dólar perdendo para o ouro como ativo de segurança.

Os EUA mantêm hegemonia individual, mas o peso coletivo do BRICS no cenário internacional consolida-se rapidamente, o suficiente para deixar Trump aterrorizado.

  • 3 – Não esqueçamos: a mídia golpista é camaleônica e escorpiônica.

 Estão aparentemente abandonando o bolsonarismo, mas, muito em breve, vai nos picar com o veneno do golpismo.

Passamos a usar mais as redes do mundo digital, não porque não soubéssemos, mas faltava bandeiras unificadoras que atingissem emoções e razões.

  • 4 – O que a sociedade brasileira já sabia, demorou, mas, agora a Justiça confirmou: Bolsonaro é um bandido, transgressor das leis e das regras constitucionais, golpista do Estado democrático de direito e meliante de fazer inveja até os serial killers.

 Quanto tempo mais para ser recolhido à prisão? Ou vão deixá-lo escapar para uma embaixada?

 A ficha corrida de Bolsonaro é de um meliante profissional – rivaliza com os piores do crime organizado.

O Brasil não deve sustentar quem lhe trai.

Lugar de traidor é nos Estados Unidos. Xô falsos patriotas! Xô máfia bolsonarista!

  • 5 – Culpam a estuprada porque estava de minissaia, culpam o cidadão da periferia por ser negro, culpam Lula por defender a dignidade do país.

Há os delinquentes da extrema-direita que culpam a vítima e se aliam aos adversários do Estado democrático de direito brasileiro.

 A máfia bolsonarista comete crime de ALTA TRAIÇÃO. E a lentidão da Justiça prorroga essa traição. 

  • 6 – Os filhos deste solo não querem a guerra, mas se tiverem que ir, não temem quem te adora a própria morte.

 Não tem para os EUA, Rússia, China… Amamos o Brasil e nele temos orgulho de viver.

Para quem não estiver satisfeito, as fronteiras estão abertas para escolherem um país melhor, mas não voltem, senão para pedirem perdão a este Brasil generoso.

Francisco Celso Calmon é analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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Francisco Celso Calmon

Francisco Celso Calmon, Analista de TI, administrador, advogado, autor dos livros Sequestro Moral – E o PT com isso?, Combates Pela Democracia, 60 anos do golpe: gerações em luta, Memórias e fantasias de um combatente; coautor em Resistência ao Golpe de 2016 e em Uma Sentença Anunciada – o Processo Lula. Coordenador do canal Pororoca e um dos organizadores da RBMVJ.

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