4 de junho de 2026

Governo federal destina mais recursos para Transnordestina

Ferrovia recebe mais R$ 1,4 bilhão para obras; projeto é um dos mais relevantes para economia e logística no Nordeste
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo federal investiu mais R$ 1,4 bilhão na construção da ferrovia Transnordestina, que deve começar a operar no final deste ano e se tornar um ponto de referência para a rota de escoamento das cadeias produtivas no Nordeste.

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Os novos recursos são garantidos a partir dos Fundos de Investimento do Nordeste (Finor) e de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), sendo R$ 600 milhões liberados pelo FDNE nos próximos meses e R$ 816 milhões a partir do leilão de desinvestimento e liquidação do Finor.

“Até o final deste ano, vamos iniciar o transporte de cargas nessa ferrovia. São 4 mil homens e mulheres que estão trabalhando por aqui e essa obra vai chegar, em breve, a 8 mil pessoas trabalhando para construí-la. A infraestrutura une e integra”, ressaltou o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Atualmente, 280 km de obras de infraestrutura estão em execução, o que gera mais de 4 mil empregos diretos e envolve mais de R$ 4 bilhões em contratos assinados.

O investimento já realizado totaliza R$ 8,2 bilhões. O orçamento total do empreendimento chega a R$ 15 bilhões, com impacto anual estimado no PIB do Semiárido de até R$ 7 bilhões. Ao todo, a Transnordestina tem 1.209 quilômetros de extensão e passa por 53 municípios, com início em Eliseu Martins (PI), passa por Salgueiro (PE) e vai até o Porto do Pecém (CE).

Até o final de 2025 terá início a operação, em fase de comissionamento, com os primeiros transportes de cargas saindo do Terminal Intermodal de Cargas do Piauí até a região centro-sul do Ceará e algumas regiões de Pernambuco. Soja, farelo de soja, milho e calcário estão entre os principais produtos a serem transportados.

Obra retomada e na reta final

O anúncio dos novos investimentos contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região de Missão Velha, no Ceará. Em seu discurso, Lula enfatizou que as obras deveriam estar finalizadas e, ao retornar à Presidência em 2023, a ferrovia foi colocada como uma das prioridades do governo.

“Eu imaginei que ela fosse acabar em 2012. Eu saí em 2010, voltei à Presidência 13 anos depois e essa ferrovia tinha andado muito pouco. Aliás, já não tinha mais interesse em fazer essa ferrovia. E eu assumi a responsabilidade de que nós vamos concluir essa ferrovia, custe o que custar. E vamos fazer ela entre o Porto de Pecém e o Porto de Suape e Eliseu Martins, no Piauí, igual estava no projeto. O Nordeste precisa dessa obra e precisa ser respeitado”, afirmou o presidente.

Ao visitar um dos trechos finalizados da ferrovia, Lula destacou que seu objetivo é inaugurar a obra até o final do mandato. “Essa ferrovia é muito importante para o desenvolvimento, mas esse desenvolvimento tem que trazer melhoria para o povo”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. twa

    19 de julho de 2025 11:32 am

    Sou agronomo e conheço a região por onde passa essa ferrovia. Nada é produzido lá. Não tem carga. A soja produzida mais a oeste dessa ferrovia utiliza a ferrovia norte-sul e vai para os portos profundos do Maranhão e mais perto do canal do Panamá.
    Essa ferrovia é um elefante branco que já consumiu bilhões com mais de 20 anos de construção que leva nada a lugar nenhum. Obra eleitoreira.
    Enquanto isso, aqui no MT o maior produtor disparado de grãos nada de ferrovia e centenas de motoristas morrendo todos os anos nas péssimas rodovias federais “privatizadas” na era dilma.

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