5 de junho de 2026

Vergonha, por Wilson Ramos Filho

Conluio entre MPF e magistrados durante a Lava Jato constitui um bom exemplo de infiltração estrangeira para finalidades escusas e ilegais.
Aroeira no 247

Vergonha

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por Wilson Ramos Filho, Xixo

Os serviços secretos dos países imperialistas sempre mantiveram sistemas mais ou menos sofisticados de espionagem, de informação e contra-informação infiltrando agentes no aparato estatal, nos meios de comunicação e em algumas instituições estratégicas. Algumas vezes esses agentes infiltrados, acobertados pelo anonimato, atuam como verdadeiros representantes dos interesses estrangeiros.

Pelo que já foi apurado até o momento o conluio entre o MPF e magistrados durante a Operação Lava Jato constitui um bom exemplo de infiltração estrangeira para finalidades escusas e ilegais. O anonimato, no caso dos lavajateiros, só foi quebrado por acaso, com a divulgação das obscenas e indecentes conversas entre os procuradores da república aloprados expondo a imoral relação espúria deles com integrantes da Justiça Federal brasileira. A quebra do anonimato causou a extinção da Lava Jato. A conspiração só funcionou enquanto seus agentes atuavam protegidos pelo sigilo, nos escuros desvãos da aparente legalidade.

Os Bolsonaros, desequilibrados, terminaram agora por quebrar o anonimato de três influentes operadores jurídicos que contam com a, digamos, simpatia da extrema-direita golpista, poupando-os do infamante cancelamento de seus vistos estadunidenses. Ficou feio para os três, como percebe o arguto Renato Aroeira.

Revelados, aparentemente desmascarados, talvez tomem a iniciativa de, em solidariedade aos oito perseguidos pela autocracia gringa, devolverem seus vistos, demostrando a todos que não aceitam a pecha de agentes infiltrados cuja identidade foi dedurada. Talvez pensem que os brasileiros não têm memória e não se importem com a quebra do anonimato. Talvez não se importem.

Contudo, com a distinção bolsonarista implícita à preservação de seus vistos, certamente não serão mais tão úteis, já que as aparentes legalidade e legitimidade de suas decisões judiciais em temas sensíveis nunca mais serão as mesmas. A quebra do anonimato jogou luz onde havia obscuridade, espessas brumas e desejadas trevas.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. Carlos

    22 de julho de 2025 7:24 am

    E FUX diverge sobre medidas restritivas ao rato resultando num placar de 4×1 pela manutenção.
    A divergência é democrática, mas o que importa para o país neste caso é que o racional foi mantido. Este rato, e seus aliados bolsonaristas, quando juntos buscam ações para impedir quaisquer ações positivas. Inclusive, neste momento onde as tarifas do louco Trump podem impactar setores como agro, da palhaçada de ontem no congresso surgiu a ideia de insuflar caminhoneiros e barões do agro a um boicote em meados Agosto, quando a reação ao estelionato de trump deveria estar em andamento.
    Do agro espera-se uma ação inteligente, alinhada a seus negócios, não a crimes contra a economia. Da PRF espera-se ações enérgicas contra bloqueios em estradas. E do congresso esperamos: INVESTIGAÇÃO E PUNIÇÃO, SE APLICÁVEL, SOBRE OS POLÍTICOS BADERNEIROS, QUE PROMOVEM ATAQUES A ECONOMIA E A DEMOCRACIA DO BRASIL.

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