4 de junho de 2026

Israel expande ação militar e atinge prédio das Nações Unidas

Militares fizeram funcionários da OMS e familiares de reféns; instalação afetada é a “espinha dorsal” do auxílio aos palestinos
Foto: IRNA

As Forças Armadas de Israel ampliaram sua área de ação e atingiram uma parte do centro de Gaza que seguiu relativamente ilesa ao longo dos combates contra o Hamas, chegando a invadir um prédio da ONU.

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Os militares atacaram um prédio da Organização Mundial da Saúde na cidade de Deir al-Balah, algemaram e despiram funcionários e familiares do sexo masculino, mantendo-os sob a mira de armas.

“A equipe e suas famílias, incluindo crianças, foram expostas a grave perigo e traumatizadas depois que ataques aéreos causaram um incêndio e danos significativos. Militares israelenses entraram nas instalações, forçando mulheres e crianças a evacuar a pé em direção a Al-Mawasi em meio a conflitos ativos”, disse a OMS, em nota oficial.

Os funcionários do sexo masculino e seus familiares foram algemados, despojados, interrogados no local e rastreados sob a mira de uma arma. Dois funcionários da OMS e dois familiares foram detidos – três foram libertados mais tarde, enquanto um membro da equipe permanece detido.

Trinta e duas pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram coletadas e evacuadas para o escritório da OMS em uma missão de alto risco, uma vez que o acesso se tornou possível. O escritório em si está perto da zona de evacuação e do conflito ativo.

Ponto de auxílio comprometido

De acordo com a OMS, seu principal armazém localizado em Deir al Balah foi danificado após um ataque que causou explosões e incêndios, como “parte de um padrão de destruição sistemática de instalações de saúde”.

“Com o principal armazém não funcional e a maioria dos suprimentos médicos em Gaza esgotados, a OMS está severamente restrita em apoiar adequadamente hospitais, equipes médicas de emergência e parceiros de saúde, já com falta de medicamentos, combustível e equipamentos (…)”, afirma a entidade.

Segundo a organização, essas instalações “são a espinha dorsal das operações da OMS em Gaza e devem sempre ser protegidas, independentemente de ordens de evacuação ou deslocamento”.

“Com 88% de Gaza agora sob ordens de evacuação ou dentro de zonas militarizadas de Israel, não há lugar seguro para ir”, diz a OMS.

“A vida em Gaza está sendo implacavelmente espremida, e a chance de evitar a perda de vidas e reverter imensos danos ao sistema de saúde escorrega ainda mais fora do alcance a cada dia. Um cessar-fogo não é apenas necessário, está atrasado”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    23 de julho de 2025 7:35 am

    A cada ação horripilante dos nazi sionistas, vão se somando pontos que determinarão o fim melancólico do seu estado opressor. Ainda há tempo para os judeus que querem permanecer no território palestino, iniciarem o fim do nazi sionismo e assim evitar uma destruiação avassaladora de vítimas inocentes.

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