10 de junho de 2026

Mortes por fome disparam em Gaza e mundo clama por fim da tragédia

Hospitais registram mais cinco mortes por inanição em 24h, elevando para 127 o número de vítimas da fome, incluindo 85 crianças
Reprodução

Em meio ao cerco prolongado e aos bombardeios incessantes, mais cinco pessoas morreram de fome em Gaza nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde do enclave. Com isso, o número total de mortes por inanição chegou a 127, das quais 85 são crianças.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Os dados alarmantes emergem paralelamente a novos ataques israelenses que, somente desde o amanhecer deste sábado (26), mataram pelo menos 63 pessoas, incluindo 23 civis que buscavam ajuda humanitária.

Segundo fontes médicas ouvidas pela Al Jazeera, o número inclui vítimas de um ataque de drones a um acampamento em al-Mawasi e mortos por tiros próximos a um ponto de distribuição de ajuda no norte da Faixa de Gaza.

Hospitais colapsados e resgate ameaçado

A situação humanitária também se agrava com o colapso da infraestrutura. A Defesa Civil em Gaza alertou que seus veículos de resgate em breve não terão mais condições de operar, diante da falta de manutenção e combustível.

O bloqueio de entrada de suprimentos básicos e medicamentos tem consequências diretas sobre a vida de civis. O cirurgião britânico Nick Maynard, que trabalhou no Hospital Nasser no sul de Gaza, relatou cenas desesperadoras de crianças morrendo de desnutrição. “A fórmula alimentar necessária para recém-nascidos e bebês era extremamente escassa”, afirmou à Al Jazeera.

Maynard contou ainda que tentativas de levar leite em pó para Gaza foram interceptadas por guardas israelenses. “Médicos que conheço, dos Estados Unidos, tiveram suas caixas confiscadas na fronteira. Ouvi de muitas pessoas que isso aconteceu repetidamente. Parece haver uma intenção deliberada de impedir a entrada de ração infantil.

Lançamentos aéreos: “Distração perigosa”, critica ONU

O governo israelense chegou a anunciar que autorizaria lançamentos aéreos de alimentos. A medida, no entanto, foi duramente criticada pelo chefe da UNRWA, agência da ONU para refugiados palestinos, que classificou a ação como “uma distração cara e ineficiente que pode matar palestinos famintos”.

O ex-porta-voz da UNRWA, Chris Gunness, reforçou que Israel tenta desviar o foco da crise que provocou. “É uma narrativa completamente falsa… para tentar desviar a atenção do que está acontecendo”, disse à Al Jazeera.

Ele afirmou que, entre 16 e 22 de julho, o governo israelense negou, atrasou ou restringiu 79% dos pedidos de comboios de ajuda da ONU, mesmo com a fome se agravando no território.

Europa pressiona Israel por ajuda imediata

A gravidade da situação levou Reino Unido, França e Alemanha a divulgarem, nesta sexta-feira (25), um apelo conjunto pelo fim das restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza. “A catástrofe humanitária que estamos testemunhando em Gaza deve terminar imediatamente”, diz o texto.

O comunicado responde a alertas da ONU e de organizações não-governamentais, que apontam para o risco iminente de fome generalizada no enclave. Os três países europeus pedem que Israel levante imediatamente as barreiras que impedem a entrada de alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais.

Leia também:

Acompanhe as últimas notícias:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de julho de 2025 7:27 am

    Hannah Arendt estudou o colapso total dos padrões morais durante o regime nazista, no qual se tornou virtuoso agredir, roubar e matar pessoas sem nenhuma razão específica além do ódio racial estrutural.
    Agora vemos isso acontecendo em escala internacional devido ao alinhamento automático de vários países com Israel. E para piorar a situação, a grande imprensa sionista transforma assassinaros em massa em Gaza em entretenimento, alegando que genocídio não é genocídio.

Recomendados para você

Recomendados