
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a repórteres que o país vai criar “centros de alimentação” em Gaza para lidar com a crise de fome e desnutrição na região em meio ao bloqueio efetuado por Israel.
“Vamos criar centros de alimentação, e faremos isso em conjunto com pessoas muito boas, e forneceremos fundos, e acabamos de arrecadar trilhões de dólares, conseguimos muito dinheiro e vamos gastar um pouco em alimentos, e outras nações estão se juntando a nós”, disse Trump na segunda-feira.
O pronunciamento de Trump desmente fala do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de que “não há fome em Gaza” e, embora culpe o grupo palestino Hamas pelo atraso na distribuição de ajuda aos civis, o norte-americano destacou que Israel “tem muita responsabilidade” por limitar a chegada de ajuda à região.
“Isso é fome de verdade“, disse Trump. “Eu vejo, e não dá para fingir. Então, vamos nos envolver ainda mais.”
As declarações foram feitas em meio a um encontro bilateral do presidente norte-americano com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer – e ambos também vêm a crescente condenação de alguns dos aliados mais próximos dos EUA ao movimento israelense na Palestina.
Embora Trump volte a descartar a ideia de reconhecer a Palestina como Estado, mais de 200 membros do parlamento britânico assinaram pelo reconhecimento imediato. Na última semana, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que o país reconheceria o Estado da Palestina.

Carlos
29 de julho de 2025 3:37 amAtenção.
Se este apoiador de genocidas pretende se juntar aos esforços para saciar a fome da população ora massacrada em Gaza, o objetivo deve ser atrasar de alguma forma esta ajuda visando mais mortes por fome (munição de Israel deve estar acabando), ou arrumar um jeito de simular algum engajamento de Israel neste esforço para, com esta simulação, conter a crescente escalada mundial contra este estado genocida e mais tarde distorcer a história a favor de criminosos.
Rui Ribeiro
29 de julho de 2025 2:37 pmQuando o cego Trump vem reconhecer essa realidade, a situação está realmente muito crítica.