4 de junho de 2026

Alberto Ramos: “Estamos vivendo o fim do superciclo que durou uma década”

Sugerido por Pedro Penido dos Anjos

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Fim do Superciclo de Commodities

Do Blog Cidadania & Cultura

Por Fernando Nogueira da Costa

A “tese” dos analistas de bancos de negócios norte-americanos, aliás, que quebrariam na crise de 2008 caso não fossem encampados por bancos comerciais e amparados por dinheiro do contribuinte, é que a América Latina teve um grande impulso em seu crescimento na última década apenas por causa da elevação dos preços das matérias-primas. Os parciais analistas não enxergam mudanças governamentais nas políticas públicas. Os países reduziram a pobreza, e o consumo e a renda aumentaram. Mas a região também deixou escapar oportunidades nesse período de “superciclo de commodities“.

“O saldo, no final, não é tão bom. A América Latina não conquistou sua independência econômica”, afirma Alberto Ramos, analista do banco Goldman Sachs. “O crescimento da região depende de fatores externos, como liquidez e entrada de capitais.” O financiamento interno brasileiro possui Haveres Financeiros (M4) equivalente a 95% do PIB. Se considerar o valor de mercado das ações alcança-se 150%. Esta gente é autoreferente…

Segundo ele, os países fizeram nesses anos poucas reformas estruturais e não conseguiram alavancar os investimentos, a produtividade e sua infraestrutura da maneira como poderiam. ”O crescimento acelerou por fatores externos. A região teve mais sorte que méritos“, diz. Pode-se explicar fenômenos macrossociais por sorte?! Que reducionismo! Oh, analista, vá estudar!

Dentre esses méritos, Ramos afirma que a região se endividou pouco, acumulou reservas internacionais em dólar e não aumentou significativamente o gasto público no período de bonança. Só?!

“A situação não é dramática”, diz Ramos. “As economias andinas devem crescer 4% a 5%, em vez de 5% a 6%. Para crescerem igual à China, têm que fazer reformas“, afirma. Exato, têm “apenas” fazer uma Revolução Comunista, procriar uma população de 1,35 bilhão de pessoas, e solicitar aos EUA a transferência de tecnologia via IDE (Investimento Direto Estrangeiro), ou seja, transplantar a indústria norte-americana…

Mas o porta-voz de O Mercado exige a adoção de “uma estratégia contundente de reformas estruturais, a mais contundente no setor de energia”! Sim, a ele faz falta, no momento, a especulação como commodities!

Ramos vê o México (“bola-da-vez”), que está levando adiante uma esperada reforma energética e outras estruturais, como um alento. “Claramente são uma boas reformas, mas não vão se materializar do dia para a noite. Levará de 5 a 6 anos até haver algum benefício.”

Para Ramos, “o paladino reformista”, agora que o cenário internacional não é mais tão favorável, “o ambiente ficou mais difícil” para fazer reformas. “Em geral, a América Latina só faz reformas quando está no fundo do poço. É melhor fazer quando as coisas estão bem, com espaço fiscal.”

Segundo ele, apesar de mais expostos por sua maior dependência da exportação de commodities, países como Chile, Peru e Colômbia estão mais bem preparados que o Brasil para esse novo momento. “Eles têm, principalmente, uma credibilidade de política econômica maior que a do Brasil.” Ah, é? Comentário típico de desconhecimento de causa…

O paladino de O Mercado desconhece a transição que estará acontecendo no País, até 2022. Até lá, políticas econômicas de curto prazo terão o papel de moderar a inflação, sustentar o emprego, e controlar o déficit em transações correntes. No bi-centenário da Independência política, caso não ocorra uma reversão política, o País já terá obtido uma infraestrutura (inclusive energética) e logística condicionante para crescer em ritmo superior, de maneira sustentada, inclusive com o benefício de exportação do excedente de petróleo somada às exportações de commodities agrícolas. O país possui uma diversificação setorial e um mercado interno que outros latino-americanos não possuem. Aliás, poucos emergentes (salvo os BRICS) possuem.

Depois de uma década de ventos favoráveis para a sua economia, a América Latina já vem sentindo os efeitos da queda dos preços das commodities e deve atravessar nos próximos anos um período de incertezas, disseram analistas ao Fábio Murakawa (Valor, 24/02/14).

O cenário virou, e sobretudo os países mais dependentes da exportação de matérias-primas já sofreram no ano passado uma desaceleração moderada de suas economias. O apetite voraz da China por commodities vem caindo na proporção da desaceleração de seu crescimento. Nos Estados Unidos, com a economia em recuperação, a política monetária expansionista do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vem diminuindo de ritmo e tende, aos poucos, a desaparecer. Enquanto isso, a Europa, outro mercado importante para a região, ainda sofre para retomar o patamar de crescimento de antes da crise global.

“Estamos vivendo o fim do superciclo [das commodities] que durou uma década“, afirma Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs. “Claramente já não há mais o ambiente de oba-oba de 2003.”

Esse quadro coloca um viés negativo para os principais produtos exportados pela região. Matérias-primas como minério de ferro, cobre e soja vêm sofrendo quedas desde 2013 e devem continuar em baixa, com reflexos na economia latino-americana. O café vinha na mesma toada, até que o clima no Brasil fez com que as cotações subissem mais de 50% neste ano.

“A desaceleração do crescimento em países como o Chile, a Colômbia e o Peru em 2013 foi consequência da queda dos preços das commodities e de fatores relacionados a isso”, afirma Ramos. “Com a expectativa de preços menores,encerrou-se um ciclo de grandes investimentos, sobretudo no setor de mineração”, afirma.

Para o economista César Ferrari, ex-presidente do Banco Central do Peru, a tendência é que países cujas economias dependem mais fortemente da exportação de commodities sofram mais daqui por diante. O tamanho do tombo, afirma, dependerá diretamente da força da queda dos preços das matérias-primas que eles exportam.

“A volatilidade dos preços internacionais é muito grande. Isso também faz com que o crescimento desses países seja muito volátil”, afirma. “O Peru, em 2009, cresceu 9,8%. Em 2008, cresceu 0,9%. Na Colômbia aconteceu mais ou menos o mesmo, porque os preços internacionais caíram.”

Segundo Ferrari, “isso põe em evidência a vulnerabilidade e a fragilidade” das economias latino-americanas, que, “em uma divisão global de trabalho, ficaram com a produção de matérias-primas“.

“Talvez o menos comprometido nesse aspecto, ainda que também prejudicado, seja o Brasil, que contra a oposição de gregos e troianos tratou de manter uma política industrial mais ou menos ativa para dar apoio ao seu setor manufatureiro“, afirma. “Mas todos esses países, México, Chile, Peru, Colômbia, praticamente estão em um processo de desmantelamento de sua indústria.” Receita dos neoliberais que acreditam na Teoria das Vantagens Comparativas e na vocação agrícola…

Alguns analistas, porém, vislumbram um cenário mais tranquilo. Para Ramos, do Goldman Sachs, as economias andinas, como Colômbia, Chile e Peru, que vinham crescendo de 5% a 6% ao ano nos últimos anos, passarão agora a crescer a um ritmo de 4% a 5%.

“Esse ambiente externo crítico apresenta oportunidades e riscos. Com a aceleração do crescimento nos EUA, e a Europa saindo da recessão, isso tende a beneficiar a exportação”, afirma, colocando essa tendência como um contrapeso ao menor crescimento chinês.

Para Ramos, além disso, “setores que têm necessidade de financiamento externo, em um ambiente deteriorado, vão sofrer” com a redução dos estímulos do Fed.

Exportadores de petróleo da região, como México, Equador, Colômbia e, principalmente, Venezuela, também têm razões para se preocupar. Num passado recente, as sanções contra o Irã e a maior demanda do Japão – que desligou suas centrais nucleares após o tsunami de 2011 – evitaram a queda dos preços dessa commodity, apesar do esfriamento da economia global. No futuro próximo a tendência é que esses fatores diminuam, com um provável acordo em torno do programa nuclear iraniano e a possível reabertura dessas centrais no país asiático. Além disso, o boom do petróleo de xisto nos EUA também afetará os preços internacionais. “O que vai acontecer é uma situação de maior oferta e menor demanda petroleira. E isso gerará uma queda nos preços que não vimos durante 2012 e 2013″, afirma Ferrari.

Nicholas Watson, analista-chefe para América Latina da Teneo Intelligence, tem uma visão mais otimista quanto à região. Segundo ele, apesar das quedas recentes, as commodities em geral permanecem com preços superiores à média histórica. Além disso, a demanda chinesa continua “relativamente forte”. Para ele, a queda dos preços das commodities nos curto prazo afetará mais fortemente as economias que não adotaram medidas contracíclicas para quando chegasse um período de “vacas magras”.

“Esse período chegou, e agora estamos vendo um fluxo de capitais indo embora dos mercados emergentes”, afirma. “Então, por exemplo, apesar da queda dos preços do cobre, o Chile pelo menos foi prudente durante os anos de boom. AArgentina e a Venezuela não foram”, diz, em referência ao baixo nível das reservas internacionais desses dois países.

Para Watson, a Argentina está hoje vulnerável aos preços da soja porque esse produto se tornou “crítico para a saúde de seu setor agrícola”. “Agora, o governo precisa de safras cada vez maiores para manter as receitas em alta”, afirma. “Isso também indica o perigo de depender de apenas uma commodity, que é um problema que a Venezuela enfrenta também”, diz.

O petróleo é responsável por cerca de 96% das exportações venezuelanas. “Se o preço do petróleo cair significativamente, isso jogará a Venezuela em uma grave crise econômica e política.”

Fernando Nogueira da Costa

Fernando Nogueira da Costa possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (1974), mestrado (1975-76), doutorado (1986), livre-docência (1994) pelo Instituto de Economia da UNICAMP, onde é docente, desde 1985, e atingiu o topo da carreira como Professor Titular. Foi Analista Especializado no IBGE (1978-1985), coordenador da Área de Economia na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP (1996-2002), Vice-presidente de Finanças e Mercado de Capitais da Caixa Econômica Federal e Diretor-executivo da FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos entre 2003 e 2007. Publicou seis livros impressos – Ensaios de Economia Monetária (1992), Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista (1999), Economia em 10 Lições (2000), Brasil dos Bancos (2012), Bancos Públicos do Brasil (2017), Métodos de Análise Econômica (2018) –, mais de cem livros digitais, vários capítulos de livros e artigos em revistas especializadas. Escreve semanalmente artigos para GGN, Fórum 21, A Terra é Redonda, RED – Rede Estação Democracia. Seu blog Cidadania & Cultura, desde 22/01/10, recebeu mais de 10 milhões visitas: http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/

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15 Comentários
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  1. Zanchetta

    9 de março de 2014 1:36 pm

    Quer dizer que o Lula navegou

    Quer dizer que o Lula navegou em um superciclo mesmo!!! É preciso sorte às vezes…

    1. Ulisses s

      9 de março de 2014 3:04 pm

      Perdendo meu tempo

      E sem perder tempo julgando os méritos do Lula (muitos mas não vale a pena com você) por que não se preocupa com os governos paulista, mineiro, paranaense e goiano? Que eu saiba, os quatro estão falidos, o Paraná não tem caixa para pagar funcionário público, São Paulo tem o maior precatório do Brasil, Minas gerais é o segundo e vai deixar o povo sem água por incompet}ência administrativa. Goias nem vou comentar a parceria cachoeira. Mas imaginamos se foi só bonança, gozado em 2008 Brasil foi dos poucos que saiu bem na fita, imaginemos estes governos destes estados no governo federal. Estariamos sem luz, água e FALIDOS. O trensalão paulista ia ser fichinha com esta gangue

      1. Zanchetta

        9 de março de 2014 3:48 pm

        Nossa! Quanto ódio no

        Nossa! Quanto ódio no coração!!!

        1. ruyacquaviva

          9 de março de 2014 7:38 pm

          O Ulisses não escreveu com

          O Ulisses não escreveu com ódio.

          O fato dele ter dado uma resposta que desancou sua mentira não significa que ele foi agressivo. Sua afirmação é que foi uma mentira tosca, fácil de ser desancada.

           

  2. Pedro Penido dos Anjos

    9 de março de 2014 2:30 pm

    Cinco estrelinhas para quem

    Cinco estrelinhas para quem ler até o final. E mais cinco para quem for capaz de comentar.

    Aviso: só aceitamos comentários em papel almaço, cartas para a portaria.

  3. Sérgio T.

    9 de março de 2014 3:56 pm

    Pode ser que sim, pode ser que não…

    Esse “papo” todo é desenvolvido por donos e empregados de “PJs” prestadoras de serviços para banqueiros (as tais empresas de “consultoria”). Então fica tudo na base do “pode ser que sim, pode ser que não”… Sabe como é, suas análises vão para onde os espaços vazios podem ser preenchidos com gordos aumentos de capital, em movimentos totalmente descolados da produção real. Se não der certo eles refazem as “análises”. O importante é manter a informação privilegiada, e os “micos” longe, pois êstes sempre podem ser descarregados nos milhares de aplicadores que vivem nas fímbrias do sistema financeiro. Eles são criativos, “micam” um título aqui, mas “desenvolvem” um derivativo ali, e hoje em dia tem “papelada” até para saber se a “bosta de vaca” vai aumentar ou diminuir… À conferir…

    Um abraço.

  4. Julião

    9 de março de 2014 4:09 pm

    Parole, parole, parole, …

    Conforme a música cantada pela Dalidá e voz de fundo do Alain Delon (ele estava dando uma cantada na cantora, com muita cascata), esses são desejos e mentira contadas para convencer os otários da América Latina que devem entrar num novo consenso de Washimgton, abrir os mercados aos USA e UE, que eles salvarão os mais ricos da quebradeira. Quanto os mais pobres, continua valendo a teoria dos 20 por 80, onde os mais ricos decidiram que vale mais a penas manter os 20% mais ricos vivos e acabar com os 80% mais pobres. Como diria o Garrincha só falta combinar com os prejudicados, para eles entrarem na nossa!  

  5. Nicolas Crabbé

    9 de março de 2014 4:27 pm

    Confuso

    O artigo não tem linha clara nem estrutura bem definida, exceto talvez a premissa de que por ter sido escrita por um analista do Goldman Sachs, a análise não vale nada. Qualquer coisa escrita por um funcionário de um banco odiado, símbolo maior do capitalismo financeiro especulativo norteamericano, é descartável.

    O megaciclo de commodities trouxe claros benefícios ao Brasil, com o aumento das exportações e recordes consecutivos nas exportações tanto de produtos agrícolas quanto de minério. Porém a contrapartida nociva foi uma apreciação do câmbio, e um prejuízo tremendo à indústria local, que foi dizimada, sem condição de competir sequer no mercado interno, quanto menos no mercado global. Agora que o ciclo acabou e o preço das commodities caiu, mesmo moderadamente, a consequência é um déficit comercial crescente.

    Houve ganhos importantes do ponto de vista social e econômico, com a inclusão de dezenas de milhões de pessoas no mercado consumidor brasileiro. O grande problema é que esse aumento do consumo foi atendido em boa parte pelas importações, a indústria local pouco aproveitou essa bonança. No acumulado dos últimos 3 anos, a produção industrial ficou estagnada e o emprego na indústria diminuiu. A grande exceção tem sido a indústria automobilística, graças a incentivos e poder de pressão que outros setores não têm.

    Estamos colocando as esperanças no pré-sal; a produção de petróleo e gás pode ser uma bonança em termos de exportações, mas gera comparativamente poucos empregos e vai reforçar ainda mais a tendência de apreciação cambial, com consequências negativas sobre o resto da indústria.

    O Brasil surfou na onda do superciclo de commodities; aproveitou para implementar medidas sociais importantes para pelo menos amenizar parte da desigualdade monstruosa do país; mas não se preparou economicamente para o fim do ciclo e hoje está sofrendo por causa disso.

    1. Sérgio T.

      9 de março de 2014 5:02 pm

      Concordo

      Faço um pequeno contraponto ao seu “tom”, dando uma amenizada na crítica (não sou economista), ao lembrar que o câmbio atual está bem mais “calibrado” (embora os juros tenham subido), e nossos “pífios 2,3% de crescimento” viram gigantes quando comparados aos Estados Unidos (1,9%), Reino Unido (1,9%), África do Sul (1,9%), Japão (1,6%), México (1,1%), Alemanha (0,4%), França (0,3%) e Bélgica (0,2%). Países como a Espanha e a Itália tiveram quedas no PIB em 2013, de 1,2% e 1,9%, respectivamente. A zona do euro caiu 0,4%. Ou seja, o mundo patina, e fica difícil conviver numa canoa que faz água, nossa economia não é central… Embora não ignoremos que a China e a Coréia do Sul dão “seus pulos” muito bem, fazem política econômica própria, e ignoram “consultores”.

      Mas de qualquer forma concordo com a sua análise e o momento é no mínimo delicado. Se “bobear dança”…

      Um abraço.

  6. Gunter Zibell - SP

    9 de março de 2014 8:27 pm

    Seria bom evitar o autoengano

    Os governos de países em desenvolvimento que ancoraram sua popularidade nas relações de troca favoráveis terão dificuldades sim. Venezuela é só exemplo.

    Já se as pessoas querem lidar com fatos ou brigar com fatos, é uma escolha pessoal.

    1. Pedro Penido dos Anjos

      10 de março de 2014 1:44 am

      Deve ser um exemplo exemplar?

      Deve ser um exemplo exemplar? Quantos drones você vai mandar pra lá, Günter?

      Do you remember Wilian Waak?

  7. drigoeira

    9 de março de 2014 11:35 pm

    Putz!

    Reformas para que ganhemos mais dinheiro. Resumo de tudo.

     

  8. The Beast

    10 de março de 2014 1:46 pm

    Parei no Goldman Sachs, tem

    Parei no Goldman Sachs, tem tanta credibilidade quanto Moody’s e Standard & Poor’s

     

    Nassif não deveria nem perder tempo em publicar isso

  9. Calvinc

    12 de março de 2014 12:55 am

    Bom post, não fosse…

    …os comentários fora das aspas, que atrapalham um pouco…

  10. Tattiana

    3 de dezembro de 2015 5:14 pm

    Nassif em qual livro texto vc estudou?

    Em qual livro texto vc estudou economia?

    Sinceramente, acho que foi o oposto de tudo que ja vi.

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