
Jornal GGN – Nos idos de 2011, lá onde o G1 esqueceu, o ministro alemão da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, então com 39 anos, pediu demissão do quadro de governo de Angela Merkel após ser acusado de plágio em sua tese de doutorado. A imprensa o acusou em fevereiro daquele ano e, em março, Karl pediu demissão.
Karl declarou à imprensa, na ocasião, que sempre esteve disposto a lutar, “mas cheguei ao limite de minhas forças”, e depois agradeceu à Merkel, ao partido conservador e aos soldados alemães.
Guttenberg perdeu também o título de doutor em Direito, pois a Universidade de Bayreuth retirou dele o título, conforme anunciou o presidente da instituição, Rüdiger Bormann. “A tese não correspondeu a um trabalho científico correto”, disse Bormann, mas que se absteve, no entanto, de qualificar o trabalho de plágio.
Guttenberg admitiu “graves erros” cometidos em sua tese e chegou, ele mesmo, a pedir à universidade que retirasse seu título.
O ministro da Defesa é acusado de ter copiado passagens inteiras de outras teses sem citar seus autores e isto lhe valeu, ao menos, duas queixas na justiça e o apelido de “Barão copia-cola” e “Barão von Googleberg”.
Alan Souza
14 de fevereiro de 2017 10:12 amAh, vá!
Tão querendo mesmo que alguém nesse governo tenha vergonha na cara e renuncie por causa de plágio? Eles não tiveram vergonha de dar um golpe, vão renunciar por causa de plágio?
Alan Souza
14 de fevereiro de 2017 12:21 pmAliás…
Se essa moda de achar plágio em produção acadêmica pega, vai aí que um quinto dos “dotô” produzidos em nossas universidades (públicas e privadas) poderiam perder o título…
Gersier
14 de fevereiro de 2017 3:12 pmQuestão de caráter
Lá eles tem uma coisa que os políticos e os que estão agregados ao tal “poder central” dessa republiqueta bananal de quinta categoria não tem: vergonha na cara.
Pelas bandas de cá o válido é o cinismo, a hipocrisia e o mau caratismo.