13 de junho de 2026

Prognósticos do IBGE apontam safra recorde em 2025

Safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve aumentar 16,3%, para um total de 340,5 milhões de toneladas
Foto de Parviz Foto na Unsplash

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve totalizar o valor recorde de 340,5 milhões de toneladas em 2025, o que representa um aumento de 16,3% ante a safra obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas).

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Na comparação com junho, a estimativa registrou alta de 2,1%, um acréscimo de 7,1 milhões de toneladas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A área a ser colhida este ano deve ser de 81,2 milhões de hectares, um crescimento de 2,7% (2,2 milhões de hectares a mais) em relação à área colhida em 2024. Frente ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou uma expansão de 49,0 mil hectares (0,1%).

Os destaques positivos da safra 2025 em julho, frente a junho, são os crescimentos das estimativas da produção da soja (165,5 milhões de toneladas), do milho (137,6 milhões de toneladas), do arroz em casca (12,5 milhões de toneladas) e do algodão em caroço (9,5 milhões de toneladas). Juntos, arroz, o milho e a soja representam 92,7% da estimativa da produção e são responsáveis por 88,0% da área colhida.

Na comparação com 2024, houve aumentos na produção estimada do algodão herbáceo em caroço (7,1%), do arroz (17,7%), do feijão (0,4%), da soja (14,2%), do milho (19,9%, sendo 14,1% para o milho 1ª safra e 21,4% para o milho 2ª safra), do sorgo (23,6%) e do trigo (2,3%).

Na mesma base de comparação, ocorreu crescimento de 5,6% na área de colheita do algodão herbáceo (em caroço), 11,4% na do arroz em casca, 3,3% na da soja, 3,5% na do milho (declínio de 4,9% no milho 1ª safra e crescimento de 5,9% no milho 2ª safra), e de 10,9% na do sorgo. Por outro lado, as áreas do feijão (-6,1%) e do trigo (-18,2%) apresentaram reduções.

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido por Paraná (13,4%), Goiás (11,4%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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