
O presidente da Argentina Javier Milei foi alvo de manifestações populares na região metropolitana de Buenos Aires nesta quarta-feira, durante carreata em campanha para as eleições legislativas programadas para outubro.
A caravana foi atacada por manifestantes que lançaram pedras e garrafas contra o veículo que transportava Milei, forçando sua saída rápida do local, sem feridos.
O incidente ocorreu em Lomas de Zamora, na região metropolitana de Buenos Aires, durante um evento para impulsionar candidatos locais para as próximas eleições legislativas marcadas para 7 de setembro.
A irmã de Milei, Karina Milei, e o deputado José Luis Espert estavam presentes no carro durante o incidente. O evento foi suspenso por motivos de segurança após o episódio.
O porta-voz do governo acusou militantes kirchneristas, ligados ao prefeito peronista Federico Otermín, de serem os responsáveis pelo ataque, qualificando-os como representantes de um modelo de violência do passado.
Uma crise profunda marca uma Argentina altamente polarizada: as medidas adotadas pelo governo de extrema-direita de Milei têm provocado grande descontentamento popular, principalmente entre pensionistas, trabalhadores e setores vulneráveis, gerando protestos massivos e repressão policial intensa, com episódios de violência e feridos nas manifestações.
Além disso, Milei sofre derrotas no Congresso, onde seu partido La Libertad Avanza (LLA) é minoria e precisa buscar alianças para aprovar projetos em um Legislativo adverso, que recentemente aprovou leis sociais que o presidente tenta vetar.
A rivalidade interna se acentua também com partidos como o PRO, tradicional força conservadora, que tem concorrência direta do LLA em Buenos Aires.
A hostilidade política também é alimentada pelos escândalos de corrupção envolvendo pessoas próximas ao presidente, como sua irmã Karina Milei, e pelo medo de retrocessos sociais.
As eleições legislativas de outubro de 2025 são decisivas para o futuro do seu governo, pois definirão o balanço de forças no Congresso para a segunda metade do mandato presidencial.
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