8 de junho de 2026

Tarcísio e o caso Cangerana: O elo com o PCC que o governo tenta apagar

Em meio à investigação na Faria Lima, o caso Cangerana reacende a proximidade de um ex-assessor de Tarcísio com o esquema criminoso
Foto: Reprodução

A megaoperação da Polícia Federal, realizada na última quinta-feira para desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima, trouxe de volta à cena um episódio incômodo para o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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No epicentro das investigações, que ligam o crime organizado ao mercado de fintechs, o caso remete à figura do capitão da Polícia Militar, Diogo Cangera, que atuou como assessor do governador de São Paulo.

Cangerana foi preso pela Polícia Federal em 26 de novembro de 2024. Na época, sua prisão na Operação Tai-Pan mirou um grupo de fintechs que teriam movimentado R$ 6 bilhões em cinco anos, com cerca de R$ 800 milhões apenas em 2024, usando um sistema bancário clandestino.

Mas o episódio não durou muito. O capitão foi solto em dezembro de 2024 após um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal (TRF3).

Caso isolado?

Apesar de Tarcísio de Freitas ter negado que Diogo Cangerana ocupasse o cargo de chefe de sua segurança pessoal, classificando o episódio como “ato isolado” e prometendo punição, a ligação entre ambos é inegável.

Diogo Cangerana atuou por 14 anos na Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes e, em setembro de 2024, foi transferido pelo governador Tarcísio de Freitas para o 13º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento da Cracolândia, movimentação que ocorreu pouco antes de sua prisão pela Polícia Federal.

Registros públicos mostram o capitão acompanhando o governador em agendas oficiais e viagens de campanha, em ato com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) no Mercado Municipal de São Paulo e na viagem a Balneário Camboriú (SC) para a Conferência Política de Ação Conservadora (CPAC) Brasil, conforme publicado no próprio Instagram de Tarcísio.

O fato de um ex-assessor com trânsito tão próximo ao Palácio dos Bandeirantes estar envolvido em um escândalo de lavagem de dinheiro com o PCC trata-se de um “caso isolado”?

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

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6 Comentários
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  1. Miguel José Cordeiro

    30 de agosto de 2025 5:34 pm

    Tarcísio tem que explicar essa história é o mínimo necessário, como assim? Seu acessor pessoal metido com grupo criminosos e governador não sabia de nada!?

  2. Robert Red

    30 de agosto de 2025 6:01 pm

    Esse período de 14 anos está dentro de governos do PSDB, não esqueçamos…

    1. Marconi Cavalcante

      31 de agosto de 2025 2:50 am

      Manoel Silva Rodrigues, oficial da marinha e tradicante preso com 30 kg noavião presidencial de Bolsonaro, Brazão Domingos, empresário do setor de postos de combustível e político bolsonarista preso, Elcio Vieira Queiroz, Ronnie Lessa, Rivaldo Barbosa, bolsonaristas presos por assassinarem a vereadora Marielle, Cangerana,preso por envolvimento nos crimes do PCC,todos do convívio dos Bolsonaro e próximos a Tarcísio.Diga com quem tu andas que direi quem tu és.

  3. Rui Ribeiro

    30 de agosto de 2025 6:42 pm

    É bolsomerdista, então é burralda. Três Bolsomerdistas compraram uma pizza. Ela veio em formato oval. E agora a profunda desavença entre eles, na hora de dividir as fatias.

  4. José de Almeida Bispo

    31 de agosto de 2025 1:35 pm

    O PCC cada vez mais parecido com um esquema de poderio nacional do “deep state” paulista, para domínio extra legal do Brasil. Foi o que me pareceu naquelas espetaculares escorraçadas no amador Comando Vermelho carioca, de quase duas décadas atrás.

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