4 de junho de 2026

Prefeitura de SP destina verba recorde para políticas de combate à homofobia

Enviado por Gunter Zibell – SP

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do Spresso SP

Mais de R$ 4 milhões do orçamento municipal serão destinados à Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual
 
Por Redação

Julian Rodrigues, coordenador de políticas LGBT da Prefeitura de São Paulo, divulgou nesta segunda feira (4) uma nota sobre o novo orçamento para as políticas de combate à homofobia.

Trata-se do maior orçamento da história da cidade de São Paulo destinado à área. Abaixo, a nota na íntegra:

Prefeitura de São Paulo: políticas de combate à homofobia têm o maior orçamento da história

O orçamento da Coordenação de Políticas para LGBT da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania para as políticas de combate à homofobia é o maior da história da Prefeitura de São Paulo e um dos maiores (senão o maior) do Brasil: quatro milhões cento e cinqüenta e sete mil reais (R$ 4.157.000,00). 

O montante se destina ao cumprimento das ações previstas e inseridas no Plano de Metas da Prefeitura, que organiza as prioridades da gestão. As políticas LGBT estão contempladas em uma meta específica, a de número 61 – Desenvolver ações de combate à homofobia e respeito à diversidade sexual.

Outra novidade deste ano é a criação de uma dotação específica para o apoio estrutural aos eventos da semana da Parada do Orgulho LGBT, que este ano acontecem entre 1 e 4 de maio. A Feira LGBT, que este ano será na Praça da República, a Caminhada Lésbica e toda a estrutura logística para a Parada do domingo estão entre as ações que serão apoiadas, com valor previsto de cerca de R$ 2 milhões.

A implantação de um novo Centro de Referência (na zona leste), a criação de duas unidades móveis, a estruturação do programa Transcidadania, as ações de requalificação da região do Largo do Arouche e uma campanha de mídia de enfrentamento à homofobia estão entre as ações que serão desenvolvidas este ano.

O coordenador de políticas LGBT, Julian Rodrigues, considera uma conquista a consolidação institucional das políticas LGBT por meio da garantia de recursos orçamentários. “Vivemos um momento complicado, com o avanço de forças fundamentalista que tensionam a agenda de promoção da cidadania LGBT. Por isso, torna-se ainda mais relevante essa conquista. A política pública não se limita a ações orçamentárias, mas, sem recursos significativos, não se avança na agenda” analisa Rodrigues.

Para o coordenador, esse orçamento reflete o compromisso do prefeito Fernando Haddad e do secretário Rogério Sottili com o tema, que é fruto também do trabalho realizado em 2013 pela Coordenação de Políticas LGBT.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. fabio GM

    27 de fevereiro de 2014 5:28 pm

    Dizer

    Resta agora ver o que os evangelicos radicais, tipo Feliciano (que sumiu, mais daqui a pouco cria um novo factoide) e seu amigo malafaia vão dizer, Mais importante, sera que a pres. Dilma sabe deste projeto ja que seu governo é tão amigavel aos discursos e desejos destes senhores..

    1. Gunter Zibell - SP

      27 de fevereiro de 2014 5:44 pm

      Deve saber…

      …uma vez que o programa de campanha de Haddad tinha várias promessas para LGBTs.

      E, supondo que o PT faça pesquisas ou monitore redes sociais deve saber também como anda a imagem do GF.

      Abrir mão da comissão de Agricultura para ficar com a CDHM, embora não com um deputado simpatizante, já é um sinal de que o GF vê por onde pode perder votos.

  2. Anarquista Lúcida

    27 de fevereiro de 2014 9:27 pm

    E aí, Gunter? E a “homofobia” do PT?

    Vai começar a ser mais justo, ou insistir no mesmo discurso rancoroso? 

    1. Gunter Zibell - SP

      28 de fevereiro de 2014 12:07 am

      Eu continuo sendo sempre justo

      O discurso rancoroso são outras pessoas que fazem comigo. Só porque eu não sou governista.

      Paciência, uns 40% da população também não é e deve ter mantido seu direito à liberdade de expressão.

      É uma informação que a PMSP invista mais? É, deveria ser trazida por governistas. 

      Inclusive já fiz um post só sobre as notícias elogiosas ao PT que os colegas não dão repercussão nenhuma:

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/algumas-verdades-inconvenientes

      Mas há as seguintes informações:

      O governo do PT cancelou o Escola sem Homofobia para evitar uma CPI, engavetou duas vezes o PLC 122 apesar do projeto ser aprovado por 77% da população. E no DF revogou a lei antihomofobia local. Entre outras coisas.

      O balanço líquido é muito negativo, portanto, e eu acho muito arriscado votar na continuidade de aprofundamentos do retrocesso:

      2013 11 21 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/quando-o-medo-venceu-a-esperanca

      2014 01 22 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/errar-e-humano-persistir-no-erro-e-governismo

      2014 01 24 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/as-indignacoes-seletivas-do-progressismo

      Eu não posso ver como relatar fatos seja algo injusto, não é?

      Injusto, mas comigo mesmo, eu estaria sendo se omitisse minhas convicções e insatisfações.

      Como a PMSP e o RS mostram (de vez em quando), não é proibido a entes federativos brasileiros se manifestarem simpatizantes. Nem a políticos (embora Haddad e Genro raramente se pronunciem, elas apenas deixam secretarias fazerem coisas, algumas gol contra também.)

       

Recomendados para você

Recomendados