29 de junho de 2026

Secretário de Trump afirma que é preciso “consertar” o Brasil

A Casa Branca justifica as medidas como forma de proteger a indústria local, reduzir a dependência de importações e reforçar a “segurança nacional”
Crédito: Bloomberg

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, declarou que o Brasil precisa ser “consertado” para deixar de prejudicar os interesses norte-americanos. A afirmação foi feita em entrevista à NewsNation, divulgada neste sábado (27).

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Segundo Lutnick, o Brasil está entre os países que, na visão do governo Trump, adotam práticas comerciais desfavoráveis aos EUA. Ele citou ainda Índia e Suíça como exemplos de nações que “têm um problema” e precisam “reagir corretamente” diante das políticas norte-americanas.

“Temos um monte de países para consertar, como Suíça e Brasil. Eles têm um problema. Índia. Esses são países que precisam reagir corretamente aos Estados Unidos. Abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudiquem os Estados Unidos, e é por isso que estamos em desvantagem com eles”, disse.

Desde agosto, o Brasil já enfrenta tarifas de 50% aplicadas pelos EUA. Os demais países mencionados pelo secretário passarão a ser impactados a partir de 1º de outubro, quando entra em vigor uma nova rodada de sobretaxas, que variam entre 25% e 100%, sobre medicamentos, caminhões pesados, móveis e artigos para cozinha e banheiro.

Entre os principais afetados estão Irlanda, Suíça, Austrália, Coreia do Sul, Reino Unido, Índia, México, Alemanha, China e Japão.

A Casa Branca justifica as medidas como forma de proteger a indústria local, reduzir a dependência de importações e reforçar a “segurança nacional”.

Lutnick, no entanto, destacou o déficit comercial como um dos principais problemas. Ele usou a Suíça como exemplo, citando um saldo negativo de US$ 40 bilhões para os EUA.

“Um país pequeno como a Suíça tem um déficit comercial de US$ 40 bilhões com os EUA. Sabe por que eles são um pequeno país rico? Porque nos vendem US$ 40 bilhões a mais em produtos”, afirmou.

O secretário concluiu que, se quiserem manter acesso ao mercado norte-americano, os países terão de aceitar as regras impostas pelo governo Trump. “Estes países precisam entender que, se querem vender para os consumidores americanos, é preciso ‘jogar bola’ com o presidente dos Estados Unidos.”

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    28 de setembro de 2025 4:27 pm

    O lado bom é que o time de Trump é transparante.

  2. LR

    28 de setembro de 2025 6:47 pm

    Lietnick é o meu preferido dessa quadrilha de gângsters está sempre rindo das mentiras que ele mesmo fala. Bando de incompetentemente criaram as tarifas que está arrebentando com os EUA e agora querem enviar as contas para outros países pagarem….o que está faltando é coragem dos agricultores dos EUA para cortar a cabeça dessa quadrilha irresponsável do Trump.

  3. Rui Ribeiro

    29 de setembro de 2025 8:03 am

    “Vance também disse que a invasão russa à Ucrânia estagnou recentemente, com poucos ganhos territoriais.

    “Temos buscado ativamente a paz desde o início do governo, mas os russos precisam acordar e aceitar a realidade. Muitas pessoas estão morrendo. Eles não têm muito a mostrar”, disse ele”.

    Quando a Rússia tava evoluindo e ganhando territórios, os EUA não forneceram à Ucrânia mísseis de longo alcance. Agora, que a “invasão russa à Ucrânia estagnou, com poucos ganhos territoriais, os EUA querem fornecer mísseis de longo alcance à Ucrânia. Como são imbecis.

    Se o motivo para possível doação de mísseis de longo alcance para a Ucrânia é a morte de muitas pessoas, na Faixa de Gaza estão morrendo muito mais pessoas do que na Ucrânia. Se o critério for morte de pessoas, os EUA teriam que fornecer muito mais mísseis de longo alcance para Gaza.

    Parece que os cérebros dos Trumpista e o do próprio Trump estão cheios de fezes.

  4. Rui Ribeiro

    29 de setembro de 2025 12:31 pm

    “EUA dizem estar ‘muito perto’ de acordo em Gaza; Trump e Netanyahu se reúnem nesta segunda

    Porta-voz do governo de Donald Trump disse que plano tem 21 pontos que incluem devolução imediata dos reféns e saída gradual das tropas em Gaza. Trump e Netanyahu farão anúncio nesta segunda, após encontro na Casa Branca”.

    O fanfarrão Trump disse que ia acabar o conflito Rússia-Ucrânia em 24 horas. Até agora, nada do fim do conflito. Se esse ‘muito perto’ for como as 24 horas, U$rael vai dizimar a população de Gaza. Não bastasse as fanfarronices do Pacemaker Trump, digo, Peacemaker Trump, o Genocida $emita Netanyahu tem a seguinte opinião sobre os EUA:

    “Eu sei o que é a América. A América é algo que você pode mover com muita facilidade, mova-a na direção certa. Eles não vão atrapalhar.”

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