
O mercado financeiro da Argentina voltou a registrar grande oscilação por conta de uma série de fatores internos e externos, que vão da atuação de investidores locais até as expectativas com as eleições de meio de mandato e um possível socorro do Tesouro norte-americano ao governo de Javier Milei.
Reportagem da Bloomberg destaca a valorização que os papéis argentinos apresentaram na última semana, depois que o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, reiterou ajuda para a Argentina, e a queda vista em seguida quando ficou claro que o pacote de socorro não incluiria novos recursos.
Em meio às incertezas, o valor do peso argentino caiu mais de 7% ao longo de cinco sessões de negócios, levando o governo Milei a retomar os controles cambiais e realizar intervenções que somam US$ 650 milhões no mercado à vista.
Outro ponto de incerteza é o desempenho do partido de Milei nas eleições legislativas programadas para 26 de outubro, uma vez que a capacidade do governo de manter sua política cambial e as reformas econômicas seguem em debate.
A expectativa com o pleito aumenta principalmente após a grande derrota sofrida nas eleições realizadas na província de Buenos Aires em setembro, uma disputa considerada termômetro para a votação esperada para o fim do mês.
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