4 de junho de 2026

Ex-ministro Fernando Pimentel defende provável PIB baixo

Jornal GGN – O ex-ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, que deixou o cargo recentemente para disputar as eleições, publicou artigo no último sábado onde se adianta aos críticos do crescimento do PIB de 2,5% em relação a 2012, cujo resultado, segundo ele, será anunciado na próxima quinta-feira (27). Para ele, “a artilharia dos críticos” vai taxar o resultado de “pífio” e “que está distante do crescimento potencial do país e que a política industrial do governo não deu resultados”.

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Em texto publicado em sua coluna do jornal O Tempo, Pimentel cita a crise econômica que se arrasta no mundo desde 2008, em especial na Europa, Ásia e Estados Unidos, como um dos fatores para o baixo PIB nacional. Ele lembra que o Brasil, apesar da crise, só registrou uma única queda do Produto Interno Bruto, em 2009, e que desde então a taxa continua crescendo – ainda que abaixo das expectativas. “E o Brasil tem feito essa travessia bravamente, sem entrar em recessão”, diz o ex-ministro.

Pimentel conclui afirmando que o número poderia ser pior “sem as desonerações da folha, sem a oferta de crédito, sem a redução das tarifas de energia”. “É mais ou menos como se, diante de um doente fraco, que estava tomando vitamina, nós tirássemos a vitamina para aguardar sua melhora. Tivéssemos feito isso e nossa indústria provavelmente estaria desestruturada frente aos agressivos competidores do mercado internacional.”

Leia o artigo do ex-ministro, na íntegra.

O PIB e a política industrial

O IBGE divulga o PIB de 2013 na próxima quinta-feira. Os indicadores prévios apontam que a soma dos bens e serviços produzidos no Brasil ao longo do ano passado terá crescido 2,5% em relação a 2012. É um bom resultado, mas queremos e trabalhamos para que seja melhor. Sabemos que a artilharia dos críticos está pronta: vão dizer que o resultado é pífio, que está distante do crescimento potencial do país e que a política industrial do governo não deu resultados.

Numa democracia, qualquer cidadão tem o direito de discordar dos governos. Mas essa discordância deve ser embasada em fatos sob o risco de tornar-se mero capricho de quem diverge. Não é possível avaliar o desempenho da economia brasileira sem considerar que desde 2008 o mundo atravessa a mais forte e profunda crise econômica dos últimos 80 anos. E o Brasil tem feito essa travessia bravamente, sem entrar em recessão. Só tivemos queda do PIB em 2009, quando a economia do mundo inteiro mergulhou.

A crise devastou a Europa, abalou fortemente os Estados Unidos, chegou aos mercados da Ásia. Ninguém está com taxa de crescimento alta, nem a China, para os padrões observados nos últimos anos. O México, que os analistas econômicos costumam apresentar como modelo a ser seguido, não está bem. Na média, estamos melhores do que aquele país. Em 2011 e 2012, o México cresceu mais do que nós, mas isso depois de uma queda violenta em 2009, quando registraram recessão de 4,3%. Naquele ano, a queda no Brasil foi de apenas 0,4%. Para 2013, a previsão de crescimento do PIB feita pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia, o IBGE deles, é de 1,3%, aproximadamente metade da nossa.

Além de atravessar a crise sem recessão, o Brasil vem mantendo uma taxa de emprego recorde. Esse desempenho deve-se a um esforço considerável não apenas do governo, mas da economia brasileira, que é aberta, permeada pelo capital internacional, pelos fluxos financeiros. Esse desempenho mostra que a política industrial, consolidada no Plano Brasil Maior, surtiu efeito ao garantir que a nossa indústria não entrasse em recessão. O setor cresceu 1,3% em 2013.

Imagine como estaríamos sem as desonerações da folha, sem a oferta de crédito, sem a redução das tarifas de energia. É mais ou menos como se, diante de um doente fraco, que estava tomando vitamina, nós tirássemos a vitamina para aguardar sua melhora. Tivéssemos feito isso e nossa indústria provavelmente estaria desestruturada frente aos agressivos competidores do mercado internacional.

O governo da presidente Dilma agiu certo. A política industrial vem permitindo a travessia da crise, a manutenção do emprego em níveis históricos, o crescimento da renda e a modernização do nosso parque industrial.

Com os críticos, compartilho apenas um sentimento: também quero que o Brasil cresça mais.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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