Sugerido por Tamára Baranov
Da Rede Brasil Atual
Águas abaixo do nível das bombas é menos oxigenada e contém sedimentos. Governo estadual autoriza captação e cria comitê interagencial para avaliar qualidade
Por Diego Sartorato, da RBA
São Paulo – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem (20), durante visita a Santo André, na região metropolitana de São Paulo, que a Sabesp está autorizada a coletar o “volume morto” do Sistema Cantareira – águas que estão abaixo da altura das bombas e não contam na medição de volume dos reservatórios. São cerca de 400 milhões de metros cúbicos, que, na ausência de um banco de águas, poderão fazer as vezes de reserva de emergência para evitar racionamento no estado. O nível do Sistema Cantareira voltou a cair na medição de hoje (21) e alcançou novo recorde negativo, com 17,7% da capacidade total. A vazão pluvial que alimenta os reservatórios também segue caindo: era de 8,9 m³/s no último dia 16, mas agora está em 8,4 m³/s. O consumo médio da região metropolitana de São Paulo a partir do Cantareira é de 31 m³/s.
“Nós vamos fazer imediatamente esses investimentos, que são, na Represa do Atibainha, uma ensacadeira e canais. Também estamos estudando as bombas de maior profundidade. Não que a gente pretenda utilizar, mas queremos deixar tudo preparado”, disse Alckmin. A medida de emergência deve gerar custos elevados também em tratamento: a água do “volume morto” é menos oxigenada e contém mais sedimentos do fundo das represas. Os valores a serem investidos não foram informados pelo governador.
Também nesta sexta-feira, o governo estadual criou o Comitê Permanente para Gestão Integrada da Qualidade da Água destinada ao Consumo Humano no Estado de São Paulo, grupo composto por representantes do Departamento de Águas e Energias (DAEE), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Centro de Vigilância Sanitária (CVS). O grupo, que definirá seu próprio cronograma de trabalho, terá como responsabilidade avaliar a qualidade das águas coletadas pela Sabesp, bem como a situação de mananciais e bacias subterrâneas. O comitê deve ainda “propor, avaliar e revisar instrumentos normativos e procedimentos técnicos com o propósito de garantir qualidade e disponibilidade de água destinada ao consumo humano”.
As medidas tomadas pelo governo do Estado atendem parcialmente às indicações feitas pelo Comitê da Bacia Hídrica do Alto Tietê (CBH-AT), colegiado que congrega 36 prefeituras da região metropolitana de São Paulo, representantes do governo estadual e a sociedade civil. Além de estar pronto para utilizar o “volume morto” do Sistema Cantareira, o comitê cobra do governo estadual a construção de novas barragens e a criação de um banco de águas – hoje, não há reserva formal, mas um acompanhamento das “sobras” nos reservatórios. O exemplo utilizado pelo CBH-AT é o da cidade de Nova York, que armazena água o suficiente para atender à demanda da cidade por três meses.
Além das obras de médio prazo, o CBH-AT indicou ainda a necessidade de criar multas para quem desperdiçar água, indicação dada não apenas ao governo do estado, mas às prefeituras que passam por problemas de abastecimento. Hoje, há 142 cidades no estados passando por racionamento de água.
valdir freire
22 de fevereiro de 2014 8:47 pmLamentável o que está
Lamentável o que está acontecendo com o complexo Cantareira. É inacreditável que NINGUÉM até o momento tenha se ligado no real problema da água em São Paulo. O Sistema Cantareira, construido pelos militares na década de 70 captava água de centenas de nascentes da Serra da Mantiqueira na divisa de São Paulo e Minas Gerais. Ocorre que estão derrubando mata atlântica para plantar eucalipto nessa área. E o eucalipto, esta planta exótica, tem a propriedade de secar nascentes que estão próximas….resultado: O SISTEMA CANTAREIRA NÃO TEM DE ONDE RECEBER ÁGUA….30 dias sem chuva não seriam suficientes para secar este imenso sistema de águas.
Voltemos ao eucalipto…é curioso que nenhum técnico, nenhum jornalista, nenhum ecologista tenha falado uma palavra sobre isso…(nem o S.O.S. mata atlântica)…porque será? Será porque a Melhoramentos coloca placas em seus eucaliptais dizendo: “REFLORESTAMENTO”?
E o governo do estado, o que faz mesmo? vai chafurdar na lama mais uma vez!
MarcoPOA
22 de fevereiro de 2014 10:38 pmEucalipto?!
Realmente esse vegetal é uma praga no que se relaciona a água!
Até os ‘especialistas’ não fizeram nenhuma ligação com a diminuição da água na Cantareira, mas é um bom começo para uma investigação!
MarcoPOA
22 de fevereiro de 2014 9:17 pmCenario Pavoroso!
São Paulo tem praticamente 12 milhões de seres humanos, fica quase impossivel imaginar uma cidade dessa magnitude sem água e o pior: no BRASIL, um pais que tem uma das maiores reservas de água doce do planeta (senão a maior)!
Essas secas estão cada vez mais frequentes e violentas no pais. A ameaça é água e luz, um aviso para petistas e tucanos – o clima está mudando – e o desperdicio que vemos diariamente tem que ser contido, sem contar que já deveria estar a caminho um plano nacional para enfrentar os verões com essas cavalares ondas de calor!
Tamára Baranov
22 de fevereiro de 2014 9:53 pmA criação de multas
A criação de multas para quem desperdiçar água há muito já deveria existir. No interior, em Campinas existe há vários anos, aqui onde moro, Rio Claro, a prefeitura pede para que sejam denunciadas as pessoas que estejam lavando calçadas, sem contar com a própria iniciativa da população que assim que vê o desperdicio toma a iniciativa de conversar e se não adiantar, não tem outro jeito a não ser denunciar. Um patrulhamento extremamente necessário.
MarcoPOA
22 de fevereiro de 2014 10:30 pmAlternativa mais logica!
Concordo Tamára, mão do bolso do incauto é a melhor solução, funciona sempre. Mas quem fiscaliza?
Só dedurando mesmo, já que nesse caso é uma questão que irá afetar todos!
MarFig
22 de fevereiro de 2014 10:50 pmEm Minas a coisa também não
Em Minas a coisa também não está boa. Várias cidades já estão adotando racionamento, multas, etc. Nos últimos 2 verões choveu muito pouco, nesse então só choveu aqui em BH 2 dias esse ano, quando o normal era que chovesse quase todos os dias. Há muito desperdício. Ontem mesmo o meu vizinho da cobertura encheu a sua piscina, como se estivesse tudo normal. Há de ser emitido um alerta para a população, tanto quanto ao desperdício de água quanto de energia. Mas esse ano tem eleição. Será que farão isso?
Motta Araujo
22 de fevereiro de 2014 11:03 pmO Govrno de São Paulo está
O Govrno de São Paulo está demonstrando uma inacreditavel cegueira com relação ao crucial sistema de fornecimento de agua, estão esperando o que? Não há plano algum de economia de agua, imenso desperdicio, agua de serviço já deveria estar implantada em toda Grande São Paulo, não há NENHUM plano estrategico, é uma visão “seja o que Deus quiser”, já se deveria estar trazendo agua das grandes represas, vai custar caro? Muito mais cara será a falta dáqua, os romanos da Antiguidade Classica traziam agua de muito longe, os arabes na Andalusia tambem, não há problema técnico, a decisão é politica e economica.
nene
23 de fevereiro de 2014 12:11 amSabesp vai captar volume morto…
A situação mostra uma total falta de planejamento. O volume estocado nos reservatorios do sistema Cantareira estão abaixo do mínimo seguro há muitos meses. A campanha iniciada a pouco tempo de “premiar” quem economizar é extremamente tímida. Muitas outras ações deveriam estar sendo tomadas há muito tempo. Estas ações, propostas pelo governador, estão atrasadas de meses. Tudo o que está sendo dito depende de obras e obras demoradas. Estas ações só darão resultados em meses. Em relação a conscientização da população: a campanha de “premiação” acima é muito tímida. O costume de “varrer calçadas com mangueira” é altamente disseminado em São Paulo sem que uma campanha séria de esclarecimento e penalização seja feita. A impressão é que o caos representado pela falta crítica de água que se avizinha é desejado. Um absurdo total.
Spok da Silva
23 de fevereiro de 2014 2:07 amPois é, os tucanos que já
Pois é, os tucanos que já quebraram o país três vezes, saqueram nosssas riquezas, promoveram o maior apagão elétrico da história do Brasil, agora sacrifam o povo de São Paulo com um apagão de água, ou Secão, e vão brindar os paulistas com lama morta, putrefata, nojenta. Que carma!
Spok da Silva
23 de fevereiro de 2014 2:09 amO enterro dos tucanos
O enterro dos tucanos paulistas será quando os carros pipas cruzarem São Paulo para abastecer os sedentos.
Motta Araujo
23 de fevereiro de 2014 4:17 amhttp://www.water-ed.org/water
http://www.water-ed.org/watersources/region.asp?rid=1138
A agua de Los Angeles vem em sua maior quantidade de Sacramento, que está a 617 quilometros de Los Angeles.
A represa de Avaré que tem agua para abastecer o Brasil inteiro está a 258 quilometros de São Paulo.
Porque não trazer agua de Avaré para São Paulo? Precisa de investimento em dutos e bombas, estação de tratamento já existe.
Gi
23 de fevereiro de 2014 1:28 pmTragédia anunciada
Tragédia anunciada:
Artigo da Carta Capital:
http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-serapiao/amigos-abastecidos-1751.html
Artigos de viomundo em 2011
http://www.viomundo.com.br/denuncias/julio-cerqueira-cesar-neto-governo-de-sao-paulo-e-sabesp-nao-da-mais.html
http://www.viomundo.com.br/denuncias/governador-alckmin-e-mp-sp-quando-a-faxina-na-sabesp-vai-comecar.html