4 de junho de 2026

As preocupações com o excesso e os efeitos colaterais das vacinas

Sugerido por Pedro Penido dos Anjos

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Da BBC Brasil

Brasil também tem adeptos do movimento antivacina

Mariana Della Barba

Excesso de vacinas e possíveis efeitos colaterais preocupam pais

Se nos Estados Unidos, pais que são contra vacinas fazem até festa para as crianças pegarem catapora, aqui no Brasil esse movimento é mais tímido, e o debate se dá muitas vezes em grupos de discussão online.

Excesso de vacinas, desconfiança com suas possíveis reações colaterais e pressão da indústria farmacêutica são alguns dos motivos que levam muitos pais e mães no país a decidirem não vacinar o filho.

Esse movimento antivacina entrou no radar do governo, quando uma pesquisa encomendada pelo ministério da Saúde detectou que a média da vacinação no Brasil era de 81,4%, enquanto que na classe A era de 76,3%.

“Essa queda no estrato mais alto se dá justamente porque alguns pais não vacinam, o que é um problema grave”, disse à BBC Brasil Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Ele cita casos de sarampo que surgiram em 2011, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), que começaram com uma criança não vacinada por opção da família e que atingiram bebê menores de um ano, já que somente após essa idade é indicada a vacina.

“É preciso pensar na imunidade coletiva ou doenças já erradicas podem voltar”, diz Barbosa. “A criança bem nutrida pode não sofrer com a doença, mas, sim, ser a ponte para que o filho da doméstica ou do porteiro sofra com ela.”

Consequências

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vê como “irresponsável” essa decisão de não dar as doses às crianças, segundo um de seus membros, o infectologista e pediatra Arondo Prohmann de Carvalho.

“Orientados de maneira errônea, esses pais põem em risco não apenas a própria criança, mas toda a população”, diz, lembrando que mesmo doenças consideradas simples, como catapora e sarampo, podem ter consequências graves em crianças que já sofrem com problemas como doenças pulmonares.

No entanto, para o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Corrêa, “é preciso não tornar o consultório uma questão de saúde pública.”

“Sarampo, em criança bem nutrida, não fica grave. Há o pacto social, mas isso é um elemento a mais na discussão, não te obriga a dar todas as vacinas”, diz o médico, que defende que sejam dadas as vacinas do calendário do governo.

‘Pressão mercantil’

Para a terapeuta floral V., que tem dois filhos, a decisão de aplicar ou não as injeções acabou pendendo que fica longe das vacinas.

Muitos pais se informam pela internet sobre efeitos de vacinas

“Meus filhos só tomaram as primeiras doses, depois decidimos não dar mais”, conta.

“Já fui muito criticada, principalmente quando eles eram menores, mas ignoro. Nem conto para a minha família. Acredito que com tantas vacinas, estamos criando gerações de imunidade cada vez pior, criando um sistema imunológico burro.”

Segundo a terapeuta, a decisão vai na linha do princípio de vida da família. “Eu e meu marido temos como princípio não ter medo de doença. Acreditamos que ao ter uma alimentação adequada, hábitos mais saudáveis, estamos promovendo a saúde, que é o contrário da doença.”

“E nunca tivemos provas do contrário. Meus filhos são saudáveis e lidam tranquilamente com as gripes e viroses eventuais.”

Ela diz não ser contra a vacina, mas, sim, contra a obrigatoriedade de se vacinar e critica o que chama de “pressão mercantil”, que faz com que pais deem cada vez mais vacinas e reforços nos filhos.

Se informar

A profissional do turismo P., de São Paulo, diz que mudou de opinião sobre as vacinas à medida que a segunda filha foi crescendo e que foi obtendo mais informações sobre o tema, especialmente na internet.

“Comecei a questionar tantas vacinas quando a pediatra disse para eu não dar a vacina de rotavírus, porque ela era um medicamento muito recente, que ainda não havia sido muito estudado.”

Ela defende pesquisar sobre vacinação ao invés de apenas acatar as determinações dos órgãos de saúde pública. “É preciso pesquisar os elementos das vacinas, esclarecer os prós e contras. O bom de viver na nossa época é justamente encontrar muita informação disponível”, conta P., que deu as vacinas obrigatórias iniciais nas filhas, mas que não dá mais os reforços, a de gripe (influenza) e não pretende dar na filha a vacina de HPV, que o governo faz campanha atualmente.

Vacinas espaçadas

A opção de não dar as vacinas que não são obrigatórias pelo calendário do governo – caso da varicela (catapora) e da gripe, encontra respaldo na visão de alguns pediatras.

“Creio que o programa de vacinação da Secretaria da Saúde é correto e suficiente. Mas tenho restrições contra as vacinas fora do calendário”, diz o pediatra e geneticista Jordão Corrêa.

“Tenho horror à vacina da gripe, vejo muita pneumonia depois de pacientes serem vacinados. Também acho um problema a contra catapora, que pode dar reação, produzindo a mesma bolha da doença só que menos intensidade.”

O pediatra, que recomenda que seus pacientes sejam vacinados com as doses obrigatórias, conta que já teve pacientes contrários a todos os tipos de vacinas. “Não concordo. Acho que essas pessoas deviam, por exemplo, ver os pacientes de pólio internados. É uma doença horrível.”

No entanto, ele vê problemas na concentração de muitas vacinas nos três primeiros meses da criança.

“É muita vacina para um bebê. São muitos elementos agressores de uma vez só. Prefiro espaçar um pouco essas doses ao longo dos meses. Se for criança saudável, sem doença crônica, não tem problema. É só não ficar indo em shopping, supermercado, igreja lotada.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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13 Comentários
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  1. A. Carlos

    22 de fevereiro de 2014 6:07 pm

    vacinas

    É tão nefando o comportamento das ditas “elites” que elas não se pejam de colocar em risco a saúde de outrem, ao considerar que um “sarampinho” não será perigoso para suas crias. Surge, aí, nítido como nunca, o egoísmo abjeto de que são possuídas: pode ser pouco perigoso para vocês, suas antas, mas não para os filhos dos outros! E além disso – não é, bando de celerados? – se seus rebentos contaminarem outras crianças, que sobevivam “as mais fortes”.

    1. Cesar Weber

      23 de fevereiro de 2014 3:33 am

      vacinas

      É mais fácil sucumbir ao lobby da indústria farmacêutica do que promover uma saúde pública verdadeira, proporcionando saneamento básico, alimentação e educação de qualidade. Vacina por vacina fico com as homeopáticas, muito mais baratas, eficazes e sem os conhecidos efeitos colaterais. Tem gente que se acha politizada, mas não percebe no dia a dia o grau de alienação política que sofre no seu próprio corpo.

      1. MarcusV

        23 de fevereiro de 2014 12:04 pm

        Vacinas
        Falta-nos muita educação científica, urgentemente! Vacina homeopática?! E os outros são alienados?! É claro que uma vacina homeopática não tem efeito colateral, na verdade não tem qualquer efeito que não o placebo. Precisamos de educação, científica, urgentemente…

        1. Cesar Weber

          23 de fevereiro de 2014 11:36 pm

          Ah, quão avançado teu

          Ah, quão avançado teu pensamento cartesiano… Melhor não opinar sobre o q vc não conhece,

          pois aí todos teremos certeza de tua ignorância sobre o tema.

      2. Heidwaldo Seleghini

        19 de abril de 2014 9:19 pm

        vacina
        Sou médico homeopata há 30 anos. Afirmo: NÃO EXISTE VACINA HOMEOPÁTICA.

  2. Ed Döer

    22 de fevereiro de 2014 9:46 pm

    E tudo isso porque uma

    E tudo isso porque uma subcelebridade americana que posou para a Playboy saiu falando abobrinha na mídia…

  3. Notívago

    23 de fevereiro de 2014 12:30 am

    Oswaldo Cruz que se cuide!

    Um pouco da história de Oswaldo Cruz (fonte:  Wikipédia) mostra que a desinformação e o fanatismo estúpido não são privilégios de uma quadra específica da humanidade. Pelo contrário, esteve presente em toda a sua história. Segue:

    “Diretor-geral da Saúde Pública (1903), nomeado por José Joaquim Seabra, Ministro da Justiça, e pelo Presidente Rodrigues Alves, coordenou as campanhas de erradicação da febre amarela e da varíola, no Rio de Janeiro. A nomeação foi uma surpresa geral. Organizou os batalhões de “mata-mosquitos”, encarregados de eliminar os focos dos insetos transmissores. Convenceu Rodrigues Alves a decretar a vacinação obrigatória, o que provocou a rebelião de populares e da Escola Militar (1904) contra o que consideram uma invasão de suas casas e uma vacinação forçada, o que ficou conhecido como Revolta da Vacina. A cidade era uma das mais sujas do mundo, pois dos boletins sanitários da época se lê que a Saúde Pública em um mês vistoriou 14.772 prédios, extinguiu 2.328 focos de larvas, limpou 2.091 calhas e telhados, 17.744 ralos e 28.200 tinas. Lavou 11.550 caixas automáticas e registos, 3.370 caixas d´água, 173 sarjetas, retirando 6.559 baldes de lixo e dos quintais de casas e terrenos 36 carroças de lixo, gastando 1.901 litros de petróleo (são dados do livro indicado abaixo, de Sales Guerra). Houve um momento em que foi apontado como «inimigo do povo», nos jornais, nos discursos da Câmara e do Senado, nas caricaturas e nas modinhas de Carnaval. Houve uma revolta, tristemente célebre como a revolta do «quebra-lampeão», em que todos foram quebrados pela fúria popular, alimentada criminosamente durante meses pela demagogia de fanáticos e ignorantes”.

    Um trechinho engraçado: “houve um momento em que foi apontado (Oswaldo Cruz) como “inimigo do povo”, nos jornais, nos discursos da  Câmara e do Senado… O que mudou desde então no  Brasil? Bem, pelo menos recentemente, durante o surto da gripe suína, algumas “jornalistas” brasileiros aconselharam o povo a se vacinar contra uma epidemia “iminente”. Mas não havia vacina  para todos os brasileiros. O resultado é que a epidemia não veio, mas por conta do terrorismo midiático algumas pessoas tomaram uma dose dupla de vacina contra a gripe do porco. E foram registrado alguns casos de óbitos por conta disso. Portanto, a expectativa é a de que no Brasil as  pessoas continuem morrendo por excesso, e não por precaução contra as vacinas. Salve a nossa mídia!

     

     

     

  4. Aroeira

    23 de fevereiro de 2014 12:41 am

    Não queremos Copa nem vacina

    Aguardem nas próximas manifestações um cartaz com os dizeres “não queremos Copa nem vacina”.  

  5. Malú

    23 de fevereiro de 2014 12:55 am

    Quem viu, como eu, o antes da

    Quem viu, como eu, o antes da vacina da polio, não brinca irresponsavelmente como essas pessoas que não têm noção do que é essa doença. No meu tempo de escola primária era difícil uma classe escolar que não tivesse pelo menos uma criança com as sequelas da poliomelite, as melhores andavam de muletas. Hoje já não se vê mais isso. Essas mães que hoje se recusam a vacinar seus filhos, é porque nunca viram crianças que não tinham onde por um dedo onde não tivesse bexigas purulentas, era um sofrimento terrível e as que conseguiam sobeviver ficavam toda marcadas, inclusive no rosto, hoje não se vê mais isso. Nunca esqueço do velório de uma vizinha, jovem, toda marcada com umas bolhas escuras, estava grávida, morreram ela e o bebê. Hoje já não se vê mais isso. Por causa das vacinas.

  6. Notívago

    23 de fevereiro de 2014 1:26 am

    Correção

    No comentário anterior onde se lê esteve presente em toda a sua história, leia-se estiveram presentes em toda a sua história.

  7. André B

    23 de fevereiro de 2014 10:27 pm

    Terapeuta floral? Putz, como

    Terapeuta floral? Putz, como a ignorância faz mal…

     

  8. adriana lemos

    2 de fevereiro de 2015 11:31 pm

    vacina hpv em duplicidade

    minha filha de 13 anos tomou a primeira dose no ano passado, e hoje 02/2 foi pra tomar a segunda dose, e a atendente aplicou indevidamente a primeira dose ao inves da segunda, isso pode causar algum problema, ou intercorrencia? E a orientação é q volte daqui 5 anos.

  9. Heleny Benevides Forstinger

    30 de agosto de 2017 11:19 am

    Vacinas

    Os efeitos das vacinas é uma verdadeira BOMBA no corpo das crianças, que médico algum explica o porque de tantos consequências. Minha filha de 11 anos é vitimas e eu  também.  Nossa família sofre dos as consequências. .

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