
Os títulos e o peso argentino apresentaram um raro movimento de recuperação às vésperas das eleições legislativas, embora a desconfiança ainda dê o tom nas negociações.
Segundo dados da Bloomberg, os bônus soberanos com vencimento em 2035 subiram cerca de 0,8 centavo, cotados a 56,1 centavos por dólar, enquanto o peso se valorizou até 0,7%, negociado a 1.478 por dólar.
Esse respiro acontece depois de uma intervenção coordenada entre Buenos Aires e Washington: operadores afirmam que, além da atuação do Banco Central da Argentina para conter a pressão cambial, o Tesouro norte-americano teria vendido de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões no mercado à vista, a maior operação vista desde o início da crise argentina.
Entretanto, investidores e cidadãos acreditam que o peso argentino sofrerá uma nova desvalorização após as eleições do próximo domingo. Por isso, muitos começaram a buscar refúgio nas criptomoedas, em especial nas stablecoins atreladas ao dólar.
Como o Banco Central proibiu a revenda de dólares por 90 dias, os argentinos têm recorrido a uma operação chamada de rulo: compram moeda no câmbio oficial, convertem em stablecoins e revendem em pesos ao câmbio paralelo, o que gera um lucro de até 4% por transação.
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