10 de junho de 2026

Para auxiliar no combate ao crime organizado, BC anuncia normas contra contas-bolsão

A conta-bolsão era usada pelo PCC para lavar dinheiro, devido à falta de comunicação sobre a identidade dos clientes e valores movimentados
Rafa Neddermeyer - Agência Brasil

▸Banco Central estabelece novas regras para encerrar contas-bolsão usadas por fintechs na lavagem de dinheiro.

▸Instituições financeiras autorizadas a encerrar contas de clientes que movimentam recursos de terceiros para ocultar obrigações financeiras.

▸Determinação visa fortalecer prevenção e controle sobre transações, com foco em combater práticas ilícitas como lavagem de dinheiro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Banco Central (BC) anunciou, nesta segunda-feira (3), as novas regras para encerrar compulsoriamente contas-bolsão, utilizadas por fintechs para movimentar o dinheiro de um grupo de clientes, a fim de combater a prática de lavagem de dinheiro realizada por organizações criminosas.

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De acordo com o informe, instituições financeiras estão autorizadas a encerrar contas de clientes que utilizam os recursos mantidos nas contas para efetuar pagamentos, recebimentos ou compensações em nome de terceiros, com o objetivo de ocultar ou substituir obrigações financeiras desses terceiros.

Contas sem respaldo legal e em desacordo com a legislação também podem ser encerradas. 

O BC informou que a nova determinação tem como objetivo o fortalecimento dos mecanismos de prevenção e controle sobre as transações e passa a valer em 1º de dezembro. 

Crime organizado

A conta-bolsão era usada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro, a partir de brecha na regulamentação que não exige a comunicação às autoridades de controle sobre a identidade dos clientes nem sobre os valores movimentados.

Em agosto, durante a megaoperação Carbono Oculto voltada ao setor de combustíveis, as investigações apontaram o uso da fintech BK Bank para movimentar recursos ilícitos. Segundo a Receita Federal, em um período de cinco anos, foram movimentados R$ 46 bilhões apenas nessa instituição.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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