5 de junho de 2026

A questão da distribuição de água para o interior e a capital paulista

Por Frederick Cunha

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Comentário ao post “Procuradores acusam Alckmin de provocar colapso no sistema Cantareira

Já faz um tempo que acompanho a situação do sistema Cantareira e a única conclusão que chego é que o governador trata os habitantes do interior do estado como pessoas de segunda categoria. Pelas minha contas, o interior recebe cerca de 0,6 litros por segundo para cada 1.000 habitantes, enquanto que a capital recebe 4,125 litros para cada 1.000 habitantes (para o interior são 3.000 litros por segundo para 5 milhões de pessoas e para a capital são 33.000 litros por segundo para 8 milhões de pessoas). Ou seja o paulistanto vale para o governador Alckmin 7 vezes mais do que os moradores do interior.
 
Mas o pior mesmo é ver que a capital negligencia todos os pontos básicos a respeito de saneamento e distribuição de água, enquanto as cidades do interior fazem direitinho a sua lição de casa. Campinas por exemplo, tem tratamento de esgoto para 88% da população e índice de perda na distribuição de água comparável ao de países mais avançados (19%). Em compensação, a capital São Paulo, perde 33% da água tratada e o rio Tietê, que corta a cidade, bom, esse todo mundo conhece. Por isso, que a cidade de São Paulo tem de “pegar” água de rios longe da sua área urbana e que cortam outras cidades. Em resumo, quem faz as coisas certas leva chicotada no lombo e quem leva a questão do saneamento na flauta é premiado.

 

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10 Comentários
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  1. jura

    17 de fevereiro de 2014 7:07 pm

    Os acionistas não querem água. Querem dividendos.

    Pessoal,

    Não se esqueçam que a RMSP concentra mais da metade da população do estado e que, apesar de produzir muita água, ela não é tratada como água e sim como esgoto, ao qual se mistura.

    Nem que a construção civil – o metrô, a indústria imobiliária, o rodoanel – é ávida consumidora de água. Imaginem quantos metros cúbicos consome cada prédio para ser construído.

    Para a Sabesp São Paulo é um negócio da China pq a rede está toda pronta – apesar de velha e furada. Mesmo perdendo 30% da produção em vazamentos, o negócio é altamente lucrativo. Os rios entregam a mercadoria pronta de graça. Ou melhor: entregavam. Não precisa produzir nada, é só entregar e faturar.

    Essa fonte garantida até agora garantiu as ações em NY. Quero ver quando a fonte secar. 

    Levar mais água para o interior vai exigir mais investimento na capital para captar mais água e no interior para distribuir. Os acionistas não querem mais água, nem mais investimentos. Querem mais dividendos.

    Aprenda a tomar banho, escovar os dentes, lavar o carro e a calçada. Você economiza água e diminui o lucro deles.

    1. Marro Menu

      17 de fevereiro de 2014 9:02 pm

      Marro Menu

      Evidente que a Sabesp é uma empresa tucana das mais aparelhadas e que o governo tucano é irresponsável e incompetente (no trato público, no “trato” privado é competetntíssimo).

      Posto esta concordância, acho que estamos falando dos sistemas que abastecem a RMSP e cercanias (2 ou 3, acho), não o estado todo (o que até reforça alguns argumentos).

      E há também a questão do tratamento para tornar a água “bebável”.

      Trabalhei numa missão (impossível) de recuperar uma industria de papel no Belenzinho (pronto ,quem quiser, sabe) que me dava até tristeza pela obsolescência e abandono.

      Havia lá uma estação na fábrica qu bombeava “lamágua” cinza/marrom do Tietê, tratava-a até ficar cristalina, usava-a no processo (acidos, etc.) e devolvia-a preta, direto ao Tietê (em “agradecimento” ao rio).

      Recapitulando: Marrom >> Cristaina >> Preta (e mortal).

      Perguntarão porque não retratava antes de devolver Ora$, Ora$, ma$ que perguntinha$ (e nem haveria espaço).

      O uso da água pode ter classificações como potável (beber, alimentos), limpa não potável (banhos, lavagens), reciclclável (descargas) e descartável (processos específicos). Em princípio, toda água deveria ser Re-Re-tratada ao ser descartada, mas …

      A Sabesp sequer tem s necessários dutos e canais para devolvê-la, quanto mais tratá-la de volta.

      Aparelhada, seu negócio é “outro”.

      Que flui feito água…

       

  2. Marco St.

    17 de fevereiro de 2014 7:39 pm

    O Paradoxo Caipira

    Ainda assim, é o interior de SP que garante as reeleições consecutivas dos tucanos no estado.

  3. Leonardo Silva

    17 de fevereiro de 2014 7:57 pm

    Por que o pessoal fica

    Por que o pessoal fica dizendo que o interior vota no PSDB?

    Na última eleição presidencial, no interior, Dilma teve mais votos que Serra, que só ganhou na região metropolitana. A mesma coisa é na eleição para governador, onde Alckmin teve menor porcentagem de votos no interior. Também é o interior que faz mais prefeitos petistas.

    O problema é que o interior, apesar de ter um grande território, tem pouca população. A Grande SP tem mais da metade dos eleitores. Com essa situação, não é preciso se importar com a população interiorana, qualquer reclamação desse povo não desconta muitos votos.

     

  4. Mahabatara

    17 de fevereiro de 2014 8:09 pm

    Eis aqui, sem retoques, a

    Eis aqui, sem retoques, a principal vítima do sitema Cantareira, e por consequência, do atual governados do estado de SP. A foto foi yirada há apensa tres dias atrás, realmente,uma tragédia.

    1. Zarastro

      17 de fevereiro de 2014 10:54 pm

      Que horror.

      E o pior de tudo é que o prefeito de Piracicaba, minha cidade natal, é também do PSDB. E aparentemente não faz NADA para defender o maior patrimônio da cidade, que é o rio.

      E ele estava tão bonito em janeiro… Que ódio.

  5. NNN

    17 de fevereiro de 2014 9:48 pm

    Números

    Ah…. esta dificuldade com números.

    Uma dica: tente dividir o INVESTIMENTO ($) por habitante e considere a densidade demográfica nos cálculos (maior área = maior custo de distribuição). Outra dica:: o custo de implantação e de manutenção da rede é diretamente proporcional ao seu tamanho…

    1. Lima Neves

      18 de fevereiro de 2014 1:56 am

      Onde está o lucro e o faturamento?

       

      Já me disseram que 80% do faturamento e metade do lucro da SABESP estão na região metropolitana de São Paulo. Quanto menor a cidade, maior o prejuízo em relação ao investimento. As cidades pequenas só são atendidas pela Sabesp  por necessidade de apoio político de seus prefeitos e vereadores. Houve muita pressão de uma empresa francesa para a privatização da Sabesp quando FHC era presidente e não sei quem era governador. O assunto morreu porque os franceses não queriam assumir as cidades pequenas…Faz sentido.

       

       

  6. AlvaroTadeu

    18 de fevereiro de 2014 12:11 am

    Uma tragédia chamada Geraldo Alckmin.

    Frederick, há um engano. São Paulo não perde 1/3 da água tratada via vazamentos nos canos da SABESP. A perda é de modestos 50% (CINQUENTA cento), metade, portanto. Há uma obra do IGUSP, creio de 2005, onde os cientistas apuraram que METADE do lençol freático no município da Capital é composto de perdas “da empresa de águas”, leia-se, SABESP. 

    A SABESP também andou doando uma grana preta para o iFHC. Tenho um singelo palpite de que esse dinheiro foi parar na campanha tucana. E não me chamem de mentiroso, todo mundo viu aquele jogo no Serra Dourado, onde havia uma enorme placa da SABESP. O PSDB pensa em coletar esgoto em Goiânia? Ou vender água tratada no Maranhão? No estádio de São Luís também havia uma enorme placa de publicidade da estatal paulista. Essa dinheirama dava para trocar metade dos canos podres (60 anos) da empresa. Que saber mais? Na esquina da Alameda Jau com Rua Padre João Manoel (Jardim Paulista) há um vazamento 24×7 com uma estimativa (chute meu) de 4 litros/min. Os fundos da agência da SABESP da Alameda Santos ficam a uns 50m dali, na Alameda Jaú. Dizem que a água é de mina. Se eu estiver disposto a gastar uma grana, bastaria pegar uns dois litros ali e fazer teste para cloro. Se houver cloro, é água tratada, sem sombra de dúvida.

  7. Jorge Nogueira Rebolla

    18 de fevereiro de 2014 12:57 am

    Tem coisa errada…

    3.000 litros por segundo para 5.000.000 de habitantes?

    51 litros de água/dia por habitante e isso mesmo? Mal equivale a um banho…

    Retorne e pesquise os números corretos senhor Frederick Cunha… tem algo profundamente errado nos teus dados…

     

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