Enviado por Nilva de Souza
Da Agência Câmara
“Tornei-me jornalista por causa de um terno azul marinho.” Essa é uma das muitas frases interessantes tiradas de Mino Carta, novo documentário da série Memórias. No programa, Mino relata a relação tensa com a cúpula da editora Abril que culminou com a sua saída da direção da revista Veja – que ajudou a criar e dirigiu por vários anos. Além de viver nas redações dos jornais e revistas, o jornalista também tem um pé nas artes, com publicação de livros de ficção e exposição de pinturas.
Um dos mais criativos e críticos jornalistas vivos, Mino Carta pertence a uma geração que moldou a imprensa escrita como a conhecemos hoje. Descendente de italianos, Mino, ao longo da entrevista, fala da vinda da família para o Brasil, lembra com nostalgia de São Paulo da década de 1940, conta como iniciou a carreira e fala sobre o desenrolar de sua trajetória através do jornal O Estado de S.Paulo, do Jornal da Tarde, das revistas Quatro Rodas, Veja, IstoÉ, Senhor e Carta Capital. Mino também tece comentários sobre a mídia brasileira, o período de censura no Brasil e o golpe de 1964, sobre o qual afirma: “não foi militar; o golpe foi civil em primeiro lugar”
Raí
17 de fevereiro de 2014 1:36 pmMino é “o cara”
Nestes 45 anos que acompanho o jornalismo brasileiro, até porque foi esta a carreira que sonhei exercer, e da qual me distanciei, por razões que não vem ao caso, porem dela jamais fiquei afastado, conhecí tão poucos profissionais tão independentes e corajosos, como o Mino Carta, que contrariando a toda uma categoria medrosa e que “vendeu a alma ao diabo” para manter seus maus pagos empregos, jamis curvou-se aos patrões, e jamais deixou de expressar nas revistas e jornais nos quais escrevia, seu pensamento democrático, e foi por isso, que saiu dos maiores e melhores cargos das redações e direções da nossa mídia impressa.
Obrigado, Mino, por você ter existido, e ter dado tantas lições, aos nossos jornalistas.
Waldoberto Campos Vidal
27 de junho de 2014 9:13 pmMino Carta
Acompanho Mino desde quando fui assinante nos velhos tempos, e inclusive tenho ainda o 1º exemplar da revista Veja.
Hoje sou apenas um leitor web, e me contento, pois não temos mais pensadores da opinião, e tão somente a “Voz do Dono”, o interesse comercial e politico de mão dupla, e a massa de manobra fazendo o que sempre fez, chiar muito, e hoje modernamente, nas redes sociais levantando bandeiras com nomes ficticios e sem rosto, se acobertando na covardia e sem coragem de assumir os verdadeiros propósitos.
Admiro Mino, pela inteligência e postura integra, nunca quis ser herói nem vítima, e está vivo até hoje, ao contrario de muitos que nada sofreram, e hoje passam por vitimas, usufruindo de benécias até o final dos tempos.
Os tempos mudam, mas o verdadeiro caráter sempre permanece.