10 de junho de 2026

Ataque de Michelle provoca reação feroz dos filhos de Bolsonaro e convulsiona o PL

Ataque à aliança com Ciro Gomes provoca reação imediata dos filhos, reunião de emergência no PL e disputa pelo espólio político de Bolsonaro
Crédito: Paulo Sérgio/ Câmara dos Deputados

▸ Crise no clã Bolsonaro atinge ápice com Michelle criticando aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará, gerando tensões familiares.

▸ Filhos de Bolsonaro reagem acusando Michelle de atropelar o presidente, defendendo a negociação com Ciro e criticando postura autoritária.

▸ PL convoca reunião de emergência para “enquadrar” Michelle após crise, enquanto ela pede perdão, mantendo posição contra Ciro e ampliando disputas políticas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A crise no clã Bolsonaro chegou ao ponto de ebulição. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro detonou uma nova fissura na família ao atacar publicamente a articulação do PL para apoiar o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará em 2026. A pressão foi imediata: os filhos de Jair Bolsonaro saíram em defesa da aliança, acusaram a madrasta de agir de forma “autoritária” e empurraram o PL para uma reunião de emergência para tentar conter o incêndio.

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Acordo no Ceará vira campo de batalha

O estopim da crise é a costura política no Ceará. O deputado André Fernandes (PL-CE), com aval do próprio Jair Bolsonaro, hoje preso, negocia o apoio do partido a Ciro Gomes. Sem um nome competitivo no estado e interessado em derrotar o governador petista Elmano de Freitas, o PL aposta no pragmatismo e no peso político local de Ciro. O acordo também interessa à candidatura ao Senado do pai de André, o pastor Alcides Fernandes.

A investida de Michelle ocorreu no domingo (30), durante evento em Fortaleza. Dirigindo-se a André Fernandes, ela disparou: “Adoro o André […] mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá.”

Michelle também defendeu que a direita abrace o senador Eduardo Girão (Novo-CE), nome bolsonarista “raiz”.

Filhos reagem e acusam Michelle de atropelar Bolsonaro

A fala da ex-primeira-dama provocou reação imediata dos três filhos políticos de Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a atitude da madrasta como “autoritária e constrangedora”, afirmando que ela “atropelou o próprio presidente Bolsonaro”, que teria autorizado a negociação.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reforçou a crítica: “André não poderia ser criticado por obedecer o líder.” Carlos Bolsonaro (PL-RJ) seguiu a mesma linha, cobrando união e respeito à liderança do pai.

André Fernandes corroborou a versão dos filhos. Segundo ele, o próprio Jair Bolsonaro pediu para que ligasse para Ciro no viva-voz para tratar da articulação.

PL convoca reunião emergencial para “enquadrar” Michelle

A escalada da crise obrigou o PL a marcar uma reunião de emergência nesta terça-feira (2). O encontro reunirá o presidente da sigla Valdemar Costa Neto, Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho e a própria Michelle. Dirigentes afirmam, reservadamente, que o objetivo é “enquadrar” a ex-primeira-dama e blindar a articulação no estado.

Michelle pede perdão, mas dobra a aposta

Nesta madrugada, Michelle divulgou uma nota respondendo às críticas dos enteados.
Ela afirma que manterá sua posição contra Ciro, argumentando que o ex-governador “atacou” Bolsonaro chamando-o de “ladrão de galinha” e “frouxo”, além de ter contribuído para sua inelegibilidade e alimentado a narrativa de que ele seria “genocida” na pandemia.

“Penso diferente e tenho o direito de expressar meus pensamentos com liberdade e sinceridade”, escreveu.

Michelle pediu “perdão” aos filhos do ex-presidente, mas afirmou que não sabe, de fato, qual é a vontade de Jair sobre o acordo: “Eu tenho o direito de não aceitar isso, ainda que essa fosse a vontade do Jair (ele não me falou se é).”

Disputa pelo espólio político de Bolsonaro

A crise expõe o que dirigentes do PL e analistas já observam há meses: uma disputa direta pelo espólio político de Jair Bolsonaro. Preso e sem capacidade de articulação plena, o ex-presidente depende de Michelle e dos filhos para manter sua influência e moldar palanques estaduais.

Michelle, por sua vez, tenta preservar o capital simbólico bolsonarista “puro” e já é apontada por aliados como possível nome para uma chapa presidencial em 2026, movimento que aumenta tensões internas e amplia a batalha pela liderança da direita.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    2 de dezembro de 2025 10:40 am

    A Marmita de Presidiário e os Marmanjos não se entendem. Vou dar uma faca prá cada um deles decidir a parada.

    Só que eles diziam que bandido bom não era bandido preso, mas bandido morto.

  2. Rui Ribeiro

    2 de dezembro de 2025 1:29 pm

    Poema ao Jovem que morreu atacado por uma Leoa em João Pessoa:

    “Os Esperançosos
    (Bertolt Brecht)

    Pelo que esperam?
    Que os surdos se deixem convencer
    E que os insaciáveis
    Lhes devolvam algo?
    Os lobos os alimentarão, em vez de devorá-los!
    Por amizade
    Os tigres convidarão
    A lhes arrancarem os dentes!
    É por isso que esperam!”

  3. Citadao Dumundo

    20 de abril de 2026 8:22 am

    Escatológico . . . É assim que se chama.
    Nunca é confortável falar disso. Mas todos sabemos que o fenômeno existe.
    Eis a melhor definição dos envolvidos e do respectivo partido que os agasalha.

  4. Douglas José Do Nascimento Nascimento

    22 de abril de 2026 7:19 pm

    Ciro é o segundo mais preparado para ser presidente da República o primeiro ainda na opinião pública é o Lula se esses filhos de Bolsonaro tentar entrar vão perder feio eles não tem perfil de presidente

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