4 de junho de 2026

Os casos de “justiça com as próprias mãos” na cidade de São Carlos

Por Iara G

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Senhor Nassif,

Faz tempo que a minha São Carlos/SP ja não é uma cidade pacata. Há muito a violência, ao menos no tipo, tem igualado às de outras cidades. Mas notei e fui pesquisar num site de notícias (a maioria policiais) da cidade, que após a jornalista do SBT ter feito o discurso de “justiça com as próprias mãos” começaram a aparecer vários casos de populares espancando criminosos ou suspeitos. Chegou ao caso de um que abriram (rasgou-se) a orelha do indivíduo, a pauladas. É lógico que não é o melhor caminho. O estado (nosso dinheiro) é gasto em demasia, pois fora a polícia, tem de vir o SAMU e ainda vai se ocupar um lugar no sistema de saúde. O povo com raiva não pensa nisto. Um profissional graduado da imprensa, deveria pensar. Veja alguns que ocorreram nos últimos dias. Aposto que se outros de outras cidades pesquisar, vai notar um provável aumento nestes casos. Em breve, a continuar assim, teremos o verdadeiro BBB (Black Blocks Brasil):

Populares espancam jovem acusado de furtar botijão de gás na Vila Isabel

Mulher acusada de furtar celular é agredida na Vila Isabel

Acusado de tentar assaltar mulher é agredido por populares no Centro

 

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4 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    13 de fevereiro de 2014 5:32 pm

    Desde 2007 venho dizendo a

    Desde 2007 venho dizendo a mesma coisa: a autotutela está perigosamente se espalhando pelo país em razão da absoluta ineficácia do Poder Judiciário, que ademais está subdimensionado https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/a-expansao-da-autotutela-deve-ser-combatida-pelo-estado .

     

    Ver a realidade e interferir nela são coisas distintas. Na maioria das vezes aqueles que tem poder para interferir na realidade não se dão sequer ao trabalho de observá-la. E aqueles que a observam nada podem fazer para mudá-la. É justamente por isto que, desde tempos imemoriais, os mitos também ensinam que o poder cega e que a visão frustra.

    1. Francisco Andrade

      13 de fevereiro de 2014 6:47 pm

      ineficácia ou corrupção ?…

      Estive analisando a chamada progressão de penas…  Dei de cara com absurdos que são de causar suspeitas aos operadores do sistema penal.

       

      Como pode um sujeito que ainda  responde a 5 processos, ser liberado para o sistema semi-aberto no cumprimento de  pena de um processo já julgado?  Um sujeito que tem uma folha corrida que, se desenrolada, ocupa todo o corredor de uma delegacia. Aí um juiz  libera o sujeito para o semi aberto para que?…. integrar o cara na sociedade ?

      Na primeira saida o detento sumiu, e depois praticou um latrocínio na região oeste do estado de São Paulo, … para mim, … o “juiz” que autorizou o semi aberto para esse bandido é co-autor do crime.

      1. MRE

        13 de fevereiro de 2014 11:13 pm

        Eu apoio !

        Ë claro que não devemos, em nome da democracia, fazer justiça com as próprias mãos. Mas cabe exceção:  a mais famosa, a Revolução Francesa foi uma delas. Se ficassem esperando o poder elitizado que não fiscaliza nada, caga e anda para as demandas judiciais do cidadão….sabe quando os franceses teriam alguma  reivindicação atendida: nunca !

        Lógico que na França como aqui, o julgamento sumário produziu erros colossais, mas o recado foi dado e a sociedade se modificou. Em São Carlos, com certeza,  a impunidade que alicerçou vários delitos vai cessar e os com tendências marginais vão delinquir  muito direito ou vão pagar um preço, talvez não justo, pelos seus crimes.

        Neste tempo de manifestações estas cobranças devem ser feitas- quem sabe os barbosões tivessem medo de levar uma surra por seus atos não justos e fora -da-lei. Por que um processo trabalhista leva 20 anos para ser resolvido, com traquitanas e sacanagens jurídicas que não respeitam o cidadão – chama a turma de Sào Carlos e manda peitar o juiz [para deciodir em uma semana e aí o país começa a acabar com os corruptos e r com esta sensação de impunidade, que hoje, está nos levando  a desordem e os políticos do Legislativo não estão nem aí. 

        São Carlos em Brasília, eu apoio !

  2. Ed Döer

    13 de fevereiro de 2014 6:10 pm

    Parte da explicação tá nisso

    Parte da explicação tá nisso aqui abaixo… 

    Não adianta o velho discurso típico, por parte da esquerda, quanto o tema é segurança pública, de falar só do sistema prisional (que é parte significativa do problema também), dizendo que o país “prende demais” e que as cadeias estão cheias de gente (alguns inocentes, em função de erros da justiça e outros presos desnecessariamente, se houvesse uma abordagem diferente em relação às drogas).

    A realidade crua é que tem muito crime sendo cometido “sem dar nada”. Ou seja, além de termos pessoas que não precisariam ou não deveriam estar presas, temos também um número considerável, mas difícil de estimar pela falta de elucidação dos crimes, praticados por Chicos e, principalmente, Fraciscos que deveriam sim, estar em cana. Mas que continuam livres, leves e soltos, possivelmente cometendo mais crimes, longe dos braços “curtos” da lei e pouco se lixando para os destinos das vítimas ou da sociedade. E o quadro de insegurança não vai mudar enquanto não for tocado nesse ponto também.

    E isso falando só em homicídios, imagina como não deve os números para crimes mais “leves”…

    http://oglobo.globo.com/pais/no-brasil-so-5-dos-homicidios-sao-elucidados-7279090

    No Brasil, só 5% dos homicídios são elucidados

    Para o jurista e ex-promotor de Justiça Luiz Flávio Gomes, o esforço do Ministério Público para resolver os inquéritos inconclusos é louvável, mas os números evidenciam o sentimento de impunidade no país.

    —Temos uma média de 5% de resolução de homicídios. No Reino Unido esse número é de 85%, nos Estados Unidos, de 65%. Nosso número é ridículo. Ainda reina uma impunidade muito grande — diz ele.

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