Por Horacio V Duarte
Comentário ao post “As consequências da morte do cinegrafista“
Vamos tentar mudar a discussão. O problema maior é a segurança pública que mal, e apenas violentamente, consegue reagir. Está totalmente desaparelhada para atuar preventivamente mesmo sabendo que atos como estes estavam repetindo-se, praticamente em todas as manifestações. Depois de dezenas de atos, repito, como este, os responsáveis não haviam sido identificados, é simplesmente inacreditável que não soubessem onde procurar. Ou não têm cérebro ou não faz parte de suas preocupações ou de alguma forma ganham com isto.
Está na hora de não apenas os atos de violência, mas as falhas na segurança pública serem punidas. Não consigo entender como estes secretários de segurança ou o próprio ministro da justiça permanecerem em seus cargos. Enquanto isto o congresso já ensaia mais do mesmo com leis mais duras, mais prisões, jogando a responsabilidade para um sistema de segurança falho e um sistema prisional responsável pelo crime organizado.
-Charlie-
12 de fevereiro de 2014 3:05 pmPara os “ólogos” e
Para os “ólogos” e “especialistas” de plantão, do alto de suas confortáveis poltronas, a culpa é sempre da polícia…
Abaixo, brilhante texto de José Mariano Beltrame, Delegado da PF, Secretário de Segurança Pública do caótico Rio de Janeiro:
http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/02/1410824-jose-mariano-beltrame-faltam-as-regras.shtml
(P.S. – a Folha não deixa colar o texto)
goijacksons
12 de fevereiro de 2014 3:12 pmPara os Puliça e generalistas
Para os Puliça e generalistas de plantão, a solução é sempre mais repressão. E a culpa está sempre em quem não acata a ordem estabelecida.
Jorge Portugal
12 de fevereiro de 2014 3:10 pmEu gostaria de fazer umas
Eu gostaria de fazer umas perguntas a esses rapazes. Valeu a pena? O que foi conquistado? As prisões fizeram valer a conquista? Porque não saíu do avião de cabeça erguida e mãos levantada fazendo sinal de vitória pelas conquistas. Agora, vai para cadeia, até aqueles que diziam amigos, viraram as costas. Uma luta tem que valer a pena! Não apenas por baderna. E agora?
anarquista sério
12 de fevereiro de 2014 3:41 pmhttp://goo.gl/0YYW82)
Uma mulher foi arrastada e um bebê de 11 meses caiu de um carro em movimento durante um assalto em Campinas. Ela estava com os dois filhos no carro, um de 6 ano…
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anarquista sério
12 de fevereiro de 2014 3:57 pmhttp://goo.gl/0YYW82)
Uma mulher foi arrastada e um bebê de 11 meses caiu de um carro em movimento durante um assalto em Campinas. Ela estava com os dois filhos no carro, um de 6 ano…Ver mais
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peregrino
12 de fevereiro de 2014 4:04 pmculpar a polícia sempre foi o caminho mais fácil…
endurecer com novas leis também, mas, no meu entender e pelo que se vê, isto nunca resolveu nada………………
e não foge ao padrão de se privilegiar a punição em detrimento da recuperação dos criminosos
fico imagiando o índice de recuperação, que provavelmente não chega sequer a 10% ( por suposto )
por que autoridades e imprensa não se preocupam com este índice e nem divulgam?
desnecessário dizer que não é trabalho da polícia
João Sabóia Jr.
12 de fevereiro de 2014 4:05 pmReproduzo aqui post do Prof.
Reproduzo aqui post do Prof. WEDEN ALVES, conseguiu definir muito bem essa questão:
VIOLÊNCIA POLICIAL: GRAUS MUITO DIFERENTES
Estou achando bastante cínica a comparação da truculência policial nas manifestações com o que as forças do estado fazem nas periferias do país. Algumas observações são necessárias.
1. Polícias em confronto, em todo o mundo, usam força bruta “quando necessária”. É só olhar o que fizeram as forças policiais suecas (aquele paraíso) contra manifestantes e imigrantes em meados do ano passado. No Brasil (como no Chile, na Tailândia, na Coreia, na Turquia, na Rússia, etc), a diferença é que as forças de Estado usam a força bruta, em manifestações, mesmo quando “não necessária”.
2. Ainda assim, reconhecendo a truculência, nada se compara ao que policiais fizeram há duas semanas em SP, com 12 execuções na periferia, e no ano passado, com 13 assassinatos a sangue frio na Maré. Comparar as duas situações é típico de quem vai pra rua sem saber nada sobre a realidade brasileira.
3. Tal violência – a das periferias – só é comparável ao que militares americanos, franceses e ingleses, principalmente, praticam em países ocupados – com toda a selvageria própria àqueles agentes “civilizados”.
4. A questão, no fundo, é então saber porque a polícia brasileira trata como um “manifestante chileno ou sul coreano” uma parte da população, e como um “iraquiano, afegão, somali”, outra?
5. A reposta é simples: é porque a polícia brasileira sempre entendeu as populações pobres como “sub-raças”, “desprezíveis” do ponto de vista humano, e “dignas” de serem mortas, pervertidamente, se ousarem ir além dos seus limites. Exatamente como franceses, ingleses e americanos entendem os “povos-párias”.
No que, infelizmente, muita gente que “está nas ruas” concorda.
Não há comparações.