4 de junho de 2026

A violência nos protestos e os problemas da segurança pública

Por Horacio V Duarte

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Comentário ao post “As consequências da morte do cinegrafista

Vamos tentar mudar a discussão. O problema maior é a segurança pública que mal, e apenas violentamente, consegue reagir. Está totalmente desaparelhada para atuar preventivamente mesmo sabendo que atos como estes estavam repetindo-se, praticamente em todas as manifestações. Depois de dezenas de atos, repito, como este, os responsáveis não haviam sido identificados, é simplesmente inacreditável que não soubessem onde procurar. Ou não têm cérebro ou não faz parte de suas preocupações ou de alguma forma ganham com isto.
 
Está na hora de não apenas os atos de violência, mas as falhas na segurança pública serem punidas. Não consigo entender como estes secretários de segurança  ou o próprio ministro da justiça permanecerem em seus cargos. Enquanto isto o congresso já ensaia  mais do mesmo com leis mais duras, mais prisões, jogando a responsabilidade para um sistema de segurança falho e um sistema prisional responsável pelo crime organizado.

 

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7 Comentários
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  1. -Charlie-

    12 de fevereiro de 2014 3:05 pm

    Para os “ólogos” e

    Para os “ólogos” e “especialistas” de plantão, do alto de suas confortáveis poltronas, a culpa é sempre da polícia…

    Abaixo, brilhante texto de José Mariano Beltrame, Delegado da PF, Secretário de Segurança Pública do caótico Rio de Janeiro:

     

    http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/02/1410824-jose-mariano-beltrame-faltam-as-regras.shtml

    (P.S. – a Folha não deixa colar o texto)

    1. goijacksons

      12 de fevereiro de 2014 3:12 pm

      Para os Puliça e generalistas

      Para os Puliça e generalistas de plantão, a solução é sempre mais repressão. E a culpa está sempre em quem não acata a ordem estabelecida.

  2. Jorge Portugal

    12 de fevereiro de 2014 3:10 pm

    Eu gostaria de fazer umas

    Eu gostaria de fazer umas perguntas a esses rapazes. Valeu a pena? O que foi conquistado? As prisões fizeram valer a conquista? Porque não saíu do avião de cabeça erguida e  mãos levantada fazendo sinal de vitória pelas conquistas. Agora, vai para cadeia, até aqueles que diziam amigos, viraram as costas. Uma luta tem que valer a pena! Não apenas por baderna. E agora?

  3. anarquista sério

    12 de fevereiro de 2014 3:41 pm

    http://goo.gl/0YYW82)
    Curta
    Uma mulher foi arrastada e um bebê de 11 meses caiu de um carro em movimento durante um assalto em Campinas. Ela estava com os dois filhos no carro, um de 6 anos e um bebê de 11 meses, quando foi abordada por um bandido armado. A mãe e o filho mais velho conseguiram sair do veículo, mas o bebê ficou. Para não deixar o bebê no carro, a mãe acabou arrastada pelos bandidos com o veículo em movimento. Segundo a vítima, ela foi arrastada enquanto tentava tirar o filho da cadeirinha, que estava no banco de trás. A cadeira soltou e o bebê acabou caindo do carro em movimento, ficando com o ombro e os braços feridos. A mulher teve vários ferimentos pelo corpo. O carro foi abandonado pelo ladrão depois que ele colidiu em outro veículo durante a fuga. (fonte: http://goo.gl/0YYW82)
Curta @[398898006903953:274:Eu sou o Capitalismo]Uma mulher foi arrastada e um bebê de 11 meses caiu de um carro em movimento durante um assalto em Campinas. Ela estava com os dois filhos no carro, um de 6 ano…

     

  4. anarquista sério

    12 de fevereiro de 2014 3:57 pm

    http://goo.gl/0YYW82)
    Curta
    Uma mulher foi arrastada e um bebê de 11 meses caiu de um carro em movimento durante um assalto em Campinas. Ela estava com os dois filhos no carro, um de 6 anos e um bebê de 11 meses, quando foi abordada por um bandido armado. A mãe e o filho mais velho conseguiram sair do veículo, mas o bebê ficou. Para não deixar o bebê no carro, a mãe acabou arrastada pelos bandidos com o veículo em movimento. Segundo a vítima, ela foi arrastada enquanto tentava tirar o filho da cadeirinha, que estava no banco de trás. A cadeira soltou e o bebê acabou caindo do carro em movimento, ficando com o ombro e os braços feridos. A mulher teve vários ferimentos pelo corpo. O carro foi abandonado pelo ladrão depois que ele colidiu em outro veículo durante a fuga. (fonte: http://goo.gl/0YYW82)
Curta @[398898006903953:274:Eu sou o Capitalismo]Uma mulher foi arrastada e um bebê de 11 meses caiu de um carro em movimento durante um assalto em Campinas. Ela estava com os dois filhos no carro, um de 6 ano…Ver mais

     

  5. peregrino

    12 de fevereiro de 2014 4:04 pm

    culpar a polícia sempre foi o caminho mais fácil…

    endurecer com novas leis também, mas, no meu entender e pelo que se vê, isto nunca resolveu nada………………

    e não foge ao padrão de se privilegiar a punição em detrimento da recuperação dos criminosos

     

    fico imagiando o índice de recuperação, que provavelmente não chega sequer a 10% ( por suposto )

     

    por que autoridades e imprensa não se preocupam com este índice e nem divulgam?

     

    desnecessário dizer que não é trabalho da polícia

  6. João Sabóia Jr.

    12 de fevereiro de 2014 4:05 pm

    Reproduzo aqui post do Prof.

    Reproduzo aqui post do Prof. WEDEN ALVES, conseguiu definir muito bem essa questão:
     

    VIOLÊNCIA POLICIAL: GRAUS MUITO DIFERENTES

    Estou achando bastante cínica a comparação da truculência policial nas manifestações com o que as forças do estado fazem nas periferias do país. Algumas observações são necessárias.

    1. Polícias em confronto, em todo o mundo, usam força bruta “quando necessária”. É só olhar o que fizeram as forças policiais suecas (aquele paraíso) contra manifestantes e imigrantes em meados do ano passado. No Brasil (como no Chile, na Tailândia, na Coreia, na Turquia, na Rússia, etc), a diferença é que as forças de Estado usam a força bruta, em manifestações, mesmo quando “não necessária”.

    2. Ainda assim, reconhecendo a truculência, nada se compara ao que policiais fizeram há duas semanas em SP, com 12 execuções na periferia, e no ano passado, com 13 assassinatos a sangue frio na Maré. Comparar as duas situações é típico de quem vai pra rua sem saber nada sobre a realidade brasileira.

    3. Tal violência – a das periferias – só é comparável ao que militares americanos, franceses e ingleses, principalmente, praticam em países ocupados – com toda a selvageria própria àqueles agentes “civilizados”.

    4. A questão, no fundo, é então saber porque a polícia brasileira trata como um “manifestante chileno ou sul coreano” uma parte da população, e como um “iraquiano, afegão, somali”, outra?

    5. A reposta é simples: é porque a polícia brasileira sempre entendeu as populações pobres como “sub-raças”, “desprezíveis” do ponto de vista humano, e “dignas” de serem mortas, pervertidamente, se ousarem ir além dos seus limites. Exatamente como franceses, ingleses e americanos entendem os “povos-párias”.

    No que, infelizmente, muita gente que “está nas ruas” concorda.

    Não há comparações.

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