Um vídeo publicado nas redes sociais mostra com preocupação os recursos de inteligência artificial que podem inundar as eleições de 2026 com conteúdos falsos. Somente no Instagram, o vídeo publicado pelo perfil @petersonsouza.ai alcançou mais de 4 milhões de visualizações ao exibir o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo os mesmos gestos e expressões faciais de maneira coordenada. O autor o vídeo, Peterson Souza, que se apresenta como “especialista em I.A. e automação”, publicou o viral com o seguinte alerta: “Eleições 2026. Cuidado com o que você irá assistir e ouvir. Nem tudo que você verá será real.” Nos comentários, ele recebeu elogios por exemplificar com transparência como pode ser o mau uso da I.A. durante as eleições.
As eleições 2026 serão as primeiras sob novas normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regulamentam o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de partidos, coligações, federações partidárias, candidatas e candidatos. A Resolução nº 23.610/2019, por exemplo, proíbe as chamadas deepfakes, obriga o aviso sobre o uso de IA na propaganda eleitoral, restringe o emprego de robôs para intermediar contato com o eleitor e responsabiliza as big techs que não retirarem do ar, imediatamente, conteúdos com desinformação, discurso de ódio, ideologia nazista e fascista, além dos antidemocráticos, racistas e homofóbicos.
Segundo informações do TSE, se um candidato usar deepfake (conteúdo em áudio ou vídeo, digitalmente manipulado por IA), ele poderá ter o registro ou o mandato cassado, com apuração das responsabilidades conforme disposto no Código Eleitoral. Já as big techs deverão adotar e divulgar medidas para impedir ou diminuir a circulação de “fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral”.
Em 2024, foi criado pelo TSE o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia, uma estrutura permanente para: coordenar monitoramento e remoção de conteúdos falsos; cooperar com órgãos públicos, empresas de tecnologia e instituições privadas e articular respostas rápidas a desinformação durante o período eleitoral — incluindo deepfakes. Esse centro também articula ações com a Polícia Federal, Advocacia-Geral da União e outras instituições para reforçar a fiscalização e responsabilização de quem difunde conteúdos falsos com IA.
Edivaldo Dias de Oliveira
26 de dezembro de 2025 3:42 pmE para piora, parece que o TE será presidido pelo Nunes Marques, confere?
AMBAR
26 de dezembro de 2025 3:55 pmAchei pelo menos 3 sites falsos de Pepe Escobar dizendo coisas que ele não disse, em lugares onde ele não está e com a entonação diferente da original, e todo mundo acreditando que estava assistindo ao “Pepe Café”.
https://youtu.be/1IJMIxI2Bpc
https://www.youtube.com/watch?v=iTv3IS6FNdA
https://youtu.be/lZK2P2DMolI
O que me chamou atenção foi uma notícia que garantia que Bruxelas havia consentido em confiscar definitivamente os fundos russos depositados em seus bancos pelo o que o verdadeiro Pepe Escobar assim havia se pronunciado:
https://www.youtube.com/watch?v=fQge3LUV8lw&pp=ugUHEgVwdC1QVA%3D%3D
Aqui uma outra versão em nome do Pepe
https://youtu.be/b6qleSesO6c
Assim, a partir de agora, nenhuma notícia terá credibildade sem uma confirmação da origem, as falsificações estão cada vez mais perfeitas.
Fábio de Oliveira Ribeiro
27 de dezembro de 2025 9:08 amEsse é um excelente exemplo da razão pela qual o TSE tem que se antecipar, definindo regras claras sobre as consequencias de fornecer e usar tecnologias para produção de Deepfakes com propósitos eleitorais. As Big Techs investem bilhões de dólares em IAs e datacenters e estão em condições de deformar nossas eleições: no contexto das eleições isso pode ser considerado “financiamento indireto” ou “dinheiro eleitoral ilegal” e deve resultar em punição tanto para as empresas de tecnologia quanto para os candidatos que recorrerem aos truques para prejudicar seus adversários.