7 de junho de 2026

Lula e Bolsonaro falsos: Vídeo viral alerta para uso preocupante da Inteligência Artificial nas eleições

Vídeo com 4 milhões de acessos alerta para o uso de deepfakes e manipulação digital de candidatos no pleito presidencial

Vídeo viral no Instagram mostra Lula e Bolsonaro com gestos idênticos, alertando sobre deepfakes nas eleições 2026.
TSE proibiu deepfakes e exige aviso sobre uso de IA na propaganda eleitoral, responsabilizando candidatos e plataformas.
Centro do TSE criado em 2024 monitora e combate desinformação, coordenando ações com PF e AGU nas eleições.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra com preocupação os recursos de inteligência artificial que podem inundar as eleições de 2026 com conteúdos falsos. Somente no Instagram, o vídeo publicado pelo perfil @petersonsouza.ai alcançou mais de 4 milhões de visualizações ao exibir o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro fazendo os mesmos gestos e expressões faciais de maneira coordenada. O autor o vídeo, Peterson Souza, que se apresenta como “especialista em I.A. e automação”, publicou o viral com o seguinte alerta: “Eleições 2026. Cuidado com o que você irá assistir e ouvir. Nem tudo que você verá será real.” Nos comentários, ele recebeu elogios por exemplificar com transparência como pode ser o mau uso da I.A. durante as eleições.

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As eleições 2026 serão as primeiras sob novas normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que regulamentam o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral de partidos, coligações, federações partidárias, candidatas e candidatos. A Resolução nº 23.610/2019, por exemplo, proíbe as chamadas deepfakes, obriga o aviso sobre o uso de IA na propaganda eleitoral, restringe o emprego de robôs para intermediar contato com o eleitor e responsabiliza as big techs que não retirarem do ar, imediatamente, conteúdos com desinformação, discurso de ódio, ideologia nazista e fascista, além dos antidemocráticos, racistas e homofóbicos.

Segundo informações do TSE, se um candidato usar deepfake (conteúdo em áudio ou vídeo, digitalmente manipulado por IA), ele poderá ter o registro ou o mandato cassado, com apuração das responsabilidades conforme disposto no Código Eleitoral. Já as big techs deverão adotar e divulgar medidas para impedir ou diminuir a circulação de “fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral”.  

Em 2024, foi criado pelo TSE o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia, uma estrutura permanente para: coordenar monitoramento e remoção de conteúdos falsos; cooperar com órgãos públicos, empresas de tecnologia e instituições privadas e articular respostas rápidas a desinformação durante o período eleitoral — incluindo deepfakes. Esse centro também articula ações com a Polícia Federal, Advocacia-Geral da União e outras instituições para reforçar a fiscalização e responsabilização de quem difunde conteúdos falsos com IA.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    26 de dezembro de 2025 3:42 pm

    E para piora, parece que o TE será presidido pelo Nunes Marques, confere?

  2. AMBAR

    26 de dezembro de 2025 3:55 pm

    Achei pelo menos 3 sites falsos de Pepe Escobar dizendo coisas que ele não disse, em lugares onde ele não está e com a entonação diferente da original, e todo mundo acreditando que estava assistindo ao “Pepe Café”.

    https://youtu.be/1IJMIxI2Bpc

    https://www.youtube.com/watch?v=iTv3IS6FNdA

    https://youtu.be/lZK2P2DMolI

    O que me chamou atenção foi uma notícia que garantia que Bruxelas havia consentido em confiscar definitivamente os fundos russos depositados em seus bancos pelo o que o verdadeiro Pepe Escobar assim havia se pronunciado:
    https://www.youtube.com/watch?v=fQge3LUV8lw&pp=ugUHEgVwdC1QVA%3D%3D

    Aqui uma outra versão em nome do Pepe
    https://youtu.be/b6qleSesO6c

    Assim, a partir de agora, nenhuma notícia terá credibildade sem uma confirmação da origem, as falsificações estão cada vez mais perfeitas.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    27 de dezembro de 2025 9:08 am

    Esse é um excelente exemplo da razão pela qual o TSE tem que se antecipar, definindo regras claras sobre as consequencias de fornecer e usar tecnologias para produção de Deepfakes com propósitos eleitorais. As Big Techs investem bilhões de dólares em IAs e datacenters e estão em condições de deformar nossas eleições: no contexto das eleições isso pode ser considerado “financiamento indireto” ou “dinheiro eleitoral ilegal” e deve resultar em punição tanto para as empresas de tecnologia quanto para os candidatos que recorrerem aos truques para prejudicar seus adversários.

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