4 de junho de 2026

“Não estamos tão bem na foto assim”, diz Roberto Troster

Jornal GGN – O caminho tortuoso pelo qual o Brasil segue na trilha contra a inflação e a valorização cambial requer muitos cuidados. O alerta vem de Roberto Luis Troster, doutor em economia, que foi professor da Universidade de São Paulo (USP) e da PUC -SP, além de economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

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Para ele, o maior problema que os emergentes enfrentam hoje (alta dos juros e intervenções de seus Bancos Centrais) devem ter reflexos no país – embora as autoridades monetárias insistam no discursos das boas reservas e da segurança do país em relação ao câmbio.

Por que o Brasil está tão seguro em relação às nações emergentes, nesta situação? Devemos mesmo ficar tranquilos?

Não. Era importante demonstrar, ao menos, um pouquinho de preocupação por parte de nossas autoridades monetárias.

O senhor enxerga um cenário tão negativo assim?

Hoje mesmo, recebi um e-mail de um colega, um grande economista, falando sobre nosso atual panorama. Note: nosso PIB cresceu menos, tivemos um último trimestre de 2013 terrível, que deve atingir também o primeiro de 2014. Indústria patina, Juros cresce, vizinhos afundam. Conta elétrica será enorme, racionamento, inflação, dívidas ganharão vida própria. Ufa, até black blocs temos. Tudo isso em um ano perigoso de eleições. A pasta da Fazenda não sabe o que faz, nossa bolsa cada vez menos. Enfim, não sei se corremos risco de rebaixamento, mas algo precisa ser feito.

O senhor não vê, portanto, uma precipitação de países como Turquia, Austrália, Índia e África do Sul em subirem suas taxas de juros para evitarem o colapso?

Você tem que fazer alguma coisa! Mostrar que se está preocupado. Se você não mostra isso, o sinal está errado. O conjunto precisa mudar a política econômica, parece mais do que óbvio para mim.

Até quando poderemos sobreviver com as reservas, tão alardeadas pelo governo?

Se você olhar o que os estrangeiros têm em carteira, é mais do que temos de reserva. Não sei até que ponto é vantajoso trocar uma dívida barata por uma cara, como fizemos. E se você comparar o Brasil com outros países vizinhos, vai notar que não estamos tão bem na foto assim quanto parece. O Chile e até o Peru sofreram menos com a volatilidade do que nós.

Poderemos chegar a ser uma Argentina?

No curto prazo, acredito que não. Mas se não houver cuidado e este processo de deterioração continuar, vamos caminhar lentamente para isso. Argentina e Venezuela, aliás, caminham para a mesma direção.

É um problema das economias latino-americanas?

Não necessariamente. O Chile, por exemplo, caminha muito bem e registrou a menos dívida pública em relação ao PIB em todo o continente. De acordo com nossas projeções, discutidas com outros especialistas, o Peru deve crescer quase 6% em 2014, uma ótima média. A Argentina amargou a pior inflação da região, mas o Brasil está logo atrás, com 5,9%. Nossa parte burocrática também é atrasadíssima em relação aos nossos vizinhos: são mais de 100 dias para se abrir uma empresa contra 6 dias no Chile! Tudo isso sem contar a parte de exportações, em que o nosso país registrou a pior média em comparação ao próprio Chile, ao Peru e até a Argentina, no auge de sua crise financeira recente.

Qual a sua perspectiva ou o desfecho para este caso?

A influência que teremos é inevitável. Quanto antes você reaje, tomando medidas preventivas, o impacto é infinitamente menor. Põe dólares no mercado, limites de oscilação de câmbio por dia. Se nem isso resolver como barreira, subam os juros. Não dá para ser torcedor nessa hora, sabendo que o inimigo vai atacar. É preciso convocar as tropas para defesa.

O caminho que o Brasil segue é tortuoso?

Não, BC e Fazenda não estão indo por nenhum caminho, e este é o nosso maior problema.

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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51 Comentários
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  1. Marco St.

    10 de fevereiro de 2014 10:51 am

    Fujam para as colinas!!
     

    Fujam para as colinas!!

     

    1. Gui Oliveira

      10 de fevereiro de 2014 12:19 pm

      complementando …
      … que os exércitos de Napoleão estão nos arredores de Lisboa!
      (Desculpe Marco, não resisti)

  2. Francisco Andrade

    10 de fevereiro de 2014 10:57 am

    contaminado…

    O simples fato de trabalhar na Febraban retira do comentário, que deveria ser técnico, o principal ingrediente,…. a isenção…

    1. Motta Araujo

      10 de fevereiro de 2014 11:25 am

      Ele saiu da FEBRABAN faz

      Ele saiu da FEBRABAN faz muitos anos. O que ele diz é a percepção da maioria dos agentes economicos do Pais.

      1. Jorge Leite Pinto

        10 de fevereiro de 2014 1:00 pm

        ESTE é seu comentário sobre o

        ESTE é seu comentário sobre o assunto???

        Fala sério… O cara dá palestra no millenium…

      2. Gui Oliveira

        10 de fevereiro de 2014 2:07 pm

        quase concordando …
        Substituindo “agentes econômicos” por “interlocutores do sistema financeiro” eu até concordo com você, André. Só que para tais indivíduos opiniões não são crenças, e sim desejos …

      3. Quintela

        10 de fevereiro de 2014 2:23 pm

        kkkkkkk….então ele quer

        kkkkkkk….então ele quer voltar!!!!

        Quer um lugar em VEJA, GLOBO NEWS, FALHA, Estadão…

        Se Lobão tem… por que ele não pode ter??????

    2. Celso -sp

      10 de fevereiro de 2014 11:35 am

      Além de palestrista do

      Além de palestrista do Instituto Millenium.

  3. carlos afonso quintela da silva

    10 de fevereiro de 2014 11:05 am

    Este cara não sabe do que

    Este cara não sabe do que está falando. Coloca como nossa responsabilidade problemas dos países vizinhos (hahahaha, parece piada, e é). Ademais, afirma a certa altura que trocamos dívidas barats por dívidas caras. Ora, deixamos de dever as cuecas ao exterior,com todos os reflexos e exigências que faziam para rolagem e pequenos , acréscimos,  a  juros escorchantes, para dever em Real, com juros administrados pelo nosso BC, algo com que a maioria dos países da Europa sonha.  O cara é um economista tosco e como outros, não deve ter suas previsões levadas a sério. Aliás antes de previsões, penso que suas perorações são na realidade um desejo oculto de que o governo da Dilma dê errado para a volta dos neolibertinos do FHC. E viva a PUC SP.

  4. carlos afonso quintela da silva

    10 de fevereiro de 2014 11:07 am

    Esqueci de colocar no meu

    Esqueci de colocar no meu comentário a célebre frase de um Ministro do Adolph Hitler. Uma mentira repetida suficientemente, acaba virando verdade. Isto ou algo parecido. Comam os produtores de filmo afirmam os produtores de filmes nacionais: qualquer semelhança é mera coincidência.

  5. Juarez Alencar

    10 de fevereiro de 2014 11:08 am

    Resumindo: subam os juros,

    Resumindo: subam os juros, beneficiem os bancos! De fato o PIB cresceu pouco e a não reversão do processo de desindustrialização começa a preocupar, mas a inflação está na meta e nossas reservas estão boas, sim. Só sofreríamos esse apocalipse apregoado por economistas defensores dos bancos se a China quebrasse, quando na verdade ela só desacelerou, mas já está voltando à normalidade.

    E com o emprego em alta, não há pq se preocupar em tomar medidas drásticas agora, dá pra se pensar a longo prazo.

     

  6. Mauro segundo 2

    10 de fevereiro de 2014 11:09 am

    Sem entrar no mérito decoisas

    Sem entrar no mérito decoisas que não entendo, isso aqui me chama a atenção, pois há décadas ouço a mesma coisa, governo após governo:

    ” são mais de 100 dias para se abrir uma empresa contra 6 dias no Chile”

     

    1. Allan Patrick

      10 de fevereiro de 2014 11:28 am

      São Paulo, SP

      Esse número é do Banco Mundial e se refere a São Paulo capital, onde o álvara de funcionamento leva de 90 a 120 dias para ser emitido. Na maior parte do Brasil, na média não se leva mais de 15 dias para registrar uma empresa.

  7. Carlos Lima

    10 de fevereiro de 2014 11:12 am

    A OPNIÃO DA REDE

    Meu DEUS, proteja-nos por favor, não deixe a FEBRABAN praticar terrorismo no meu humilde e pobre país, esse economista mandrake tinha era que alertar o povo brasileiro de como não ser roubado pelos bancos que suga tudo que se produz nesta nação, esse cara deve ser mais uma ave de mau agouro guiada pelo Arminio. Nossa, um país que tem doutor em agourismo tem economia ruim mesmo. O mundo se destroçou em uma crise e nenhum pseudo doutor foi capaz de detectar, para eles os EUA e EUROPA eram os oasis na economia, trincaram tudo. Todo ano os economistas doutores agourismo político traçan para o Brasil coisas tão horriveis que parece que o país deixará de existir, estão mais para pai de santo do que para PHD em ciência econômica. Corram vão para Marte, más levem água, pois o economista disse que nem energia vai ter. O cara comparar a economia do Brasil com CHILE e PERU é de lascar, é o mesmo que comparar a economia do Brasil com a dos EUA, é abusar demasiadamente da inteligência alheia. Já estou arrumando as malas. Ele só podeiria era nos dizer para onde iremos senão Marte, pois deve ser o único lugar do mundo que a economia esta boa, é que lá não existe uma FEBRABAN a maior inimiga do povo brasileiro.

  8. serralheiro 70

    10 de fevereiro de 2014 11:15 am

    mal na foto

    Este fotógrafo é de baixa qualidade.parecido com os fotógrafos da Dilma na uol. Tem conhecidos interesses na área econômica que sistematicamente se contrapõe ao governo. Não navegamos em mar de almirante, mas a chave do cofre ainda não está com os assaltantes do mercado. Nossa industria não irá melhorar só com vontade política. Sua crise comecou com a abertura econômica do país e não se recuperou até hoje de resto apesar de sucessivas estiagens temos batido recordes contínuos no agronegócio, a extração mineral que teve percalços em 2013 já esta em franco crescimento para um patamar da maior importância no mundo. A remoção dos gargalos extruturais está em rítmo até agora desconhecidos entre nós. O turismo brasileiro está crescendo e nosso mercado interno esta muito robusto. A fotografia do seu Troster está deliberadamente desfocada.

  9. Roque

    10 de fevereiro de 2014 11:16 am

    Mais um Dr. alinhado com

    Mais um Dr. alinhado com aqueles que governaram por 500 anos o Brasil. Só de usar como exemplo o Chile já diz muito. Lá onde qualquer família, para dar estudo a um filho, vende a casa, Sr. doutorzinho de meia chinelal? Xô!

  10. Marco St.

    10 de fevereiro de 2014 11:19 am

    (Sem título)

  11. Paulo F.

    10 de fevereiro de 2014 11:24 am

    Porta voz do setor rentista

    Pode-se esperar o que do porta voz do setor rentista?

    Aumentem os juros ( a Rainha de Copas bradaria: “Cortem-lhe a cabeça!”).

  12. Sobe

    10 de fevereiro de 2014 11:27 am

    Mais querendo comprar na

    Mais querendo comprar na baixa para vender na alta.

  13. Diogo Costa

    10 de fevereiro de 2014 11:32 am

    Terrorismo puro e simplório

    Puro terrorismo econômico, sem base alguma na realidade. Vejamos:

     

    1-) Inflação: a média da inflação nos três primeiros anos de Dilma Rousseff é inferior a média de inflação nos três primeiros anos de FHC e de Lula;

     

    2-) Câmbio: está sendo ajustado gradualmente desde janeiro de 2011, o real ainda está apreciado, em que pese o citado ajuste. A desvalorização controlada do real é benéfica para a indústria nacional;

     

    3-) Reservas Internacionais: no dia 15 de setembro de 2008 (dia do estouro da maior crise econômico-financeira desde o Crash de outubro de 1929) o Brasil tinha 207 bilhões de dólares de reservas. Hoje tem 376 bilhões de dólares (aumento de 81%).

     

    Ou seja, estamos muito mais preparados para enfrentar turbulências externas hoje do que estávamos em 2008. Talvez existam pessoas com saudades dos tempos neoliberais quando tínhamos, em 2002, apenas 37 bilhões de dólares de reservas (sendo que 20 bilhões deste montante eram oriundos de empréstimos do FMI…);

     

    4-) Pleno emprego: o Brasil tem hoje uma taxa de pleno emprego que é absolutamente positiva e ímpar. Nem mesmo no melhor dos melhores momentos dos governos de Lula o país ostentou uma taxa tão robusta de emprego;

     

    5-) Distribuição de renda: segundo o IPEA, o Brasil tem hoje o menor índice de Gini (desigualdade social) verificado desde o ano de 1960. Segundo o DIEESE, o poder de compra do salário mínimo atual é o maior desde o ano de 1979. A Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo tem garantido a manutenção e o crescimento de um pujante mercado interno de massas.

     

    Ter um pujante mercado interno de massas sempre foi uma aspiração das correntes desenvolvimentistas no Brasil, justamente porque este mercado interno pujante faz com que o país não precise ficar eternamente refém das exportações. Como proporção do PIB, o Brasil exporta mais do que os EUA! Temos é que aperfeiçoar e fazer crescer o mercado interno, é aí que reside o colchão de segurança para o Brasil enfrentar as turbulências externas;

     

    6-) Investimentos: a FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), ou seja, os investimentos, tiveram alta de 6,5% no ano passado, segundo o IBGE. É um índice absolutamente sensacional, sem dúvidas algumas. O Brasil é hoje o segundo maior canteiro de obras do mundo, atrás apenas da China. Em apenas 03 anos do governo Dilma o IED (Investimento Estrangeiro Direto) já superou o montante alcançado nos 08 anos de FHC. Em apenas 04 anos do governo Dilma (2011, 2012, 2013 e 2014) o IED vai superar o montante alcançado nos 08 anos de Luiz Inácio Lula da Silva;

     

    7-) Dívida Pública: a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) estava em 30% do PIB em 1994. Depois do desastre ferroviário do neoliberalismo do PSDB, a Dívida Líquida do Setor Público fechou em 56% do PIB no ano de 2002. Hoje essa dívida está em 34% do PIB. Então, onde é que está a desgraça que os urubus tanto apregoam? Sem falar que hoje o Brasil não deve mais um único centavo furado para o FMI ou para o Clube de Paris, além de ter solucionado a questão da dívida externa.

     

    A urubologia reinante, que parte da oposição partidária e midiática, ambas fracassadas, recebe também o apoio do setor financeiro, especulativo e que não produz sequer um parafuso. Querem o fim da Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo, querem o fim da distribuição de renda, querem o fim da diminuição das desigualdades sociais e regionais, querem o fim do aumento da massa salarial como proporção do PIB. Ou seja, querem recompor e aumentar ainda mais seus estrondosos lucros encima do lombo da classe trabalhadora.

     

    Esta é a disputa política atual. O resto é firula de quem pinta um país fadado a cair no abismo quando, na verdade, os dados concretos e objetivos da realidade dizem exatamente o contrário.

    1. Quintela

      10 de fevereiro de 2014 2:27 pm

      Perfeito!!!!!
      É assim que se

      Perfeito!!!!!

      É assim que se abate boatos… levantando voo….

  14. sergio bonilha

    10 de fevereiro de 2014 11:43 am

    vazio

    críticas opinativas, sem argumentos palpáveis; parece um editorial de jornalão.

  15. Robson Lopes

    10 de fevereiro de 2014 11:51 am

    Doutorado pela TV em economia
    Doutorado pela TV em economia do desespero.

  16. vera lucia venturini

    10 de fevereiro de 2014 12:06 pm

    Eu também acho.
    Melhoramos os

    Eu também acho.

    Melhoramos os indices sociais

    Não tem uma cidade do Brasil que não está em obras

    Estamos fazendo a transposição do Rio Francisco para minorar a seca no Nordeste

    Nossas faculdades estão bombando de alunos

    E estamos descobrindo reservas de petróleo sem parar

    Tá bom pro cara aí? Não, não esta. Porque toda a riqueza produzida pelo Brasil tem que ser drenada para o mercado financeiro.

    E tem mais, a minha empresa está recusando pedidos. Então vá para o inferno com suas especialidades genéricas e seu título de professor que só serve para vender opiniões para o mercado financeiro.

     

  17. W K

    10 de fevereiro de 2014 12:11 pm

    Pó pará !!!

    É engraçado que jornalista “adora” entrevistar professor de alguma coisa qualquer. Suponho que seja apenas e tão somente porque professor, por definição tem que ensinar em linguagem que os alunos entendem, além de ser muito mais fácil entrevistá-los, pois, no dia a dia os professores estão entretidos com a chatice de dar aula para ignorantes (ignorantes aqui no sentido de não saberem do assunto) e com a entrevista conseguem se expor um pouquinho na sociedade, falando abobrinhas. Claro, se os alunos soubessem do assunto, não iriam nessas aulas. 

    O problema é que professor pode ser bom em teoria, mas na prática do dia a dia, acaba produzindo desastres. Basta ver isso no Banco Central, quando puseram medalhões advindos de universidades, quanta m..da foi engendrada por eles por lá!!! Felizmente sobrevivemos a todas elas, ainda que pagando a conta. 

    Outra coisa de economista, muito comum entre quem não entende do assunto, é comparar carga de formiga com carga de elefante: a formiga consegue carregar até duas vezes ou mais o seu peso, pode subir paredes, andar no teto, etc.

    Já o elefante, esse bicho menos ágil que a formiga, só aguenta carregar nas costas no máximo uns 30% de seu peso e só anda no chão. Não contam que a carga extra da formiga é no máximo uma folha de amora, e a do elefante pode até ser uma árvore.

    Outro exemplo nessa linha: Cingapura é muito mais rica do que a China, e isso, principalmente por movimentar as cargas de exportação chinesas em seu porto. Porém a voadora oficial de Cingapura só voa para o exterior, não opera nenhuma única linha no interior de Cingapura. (Claro: Cingapura é uma cidade-estado, e a China …) E em Cingapura é rapidíssimo abrir empresa. Óbvio, com apenas 5 milhões de habitantes, não é necessário muita burocracia como em outras paragens.

    Assim, comparar Chile (16 milhões de habitantes, aproximadamente um Rio de Janeiro mais comprido e mais militarizado pinocheticamente), Peru (28 milhões de habitantes, aproximadamente a região sul do Brasil – PR, SC e RS, só que o Peru é muito mais pobre) com o Brasil (200 milhões de habitantes) é a mais rematada bobagem. E isso ainda sai da boca de um professor. Ou então é pura maldade, que agrada o outro patrãozinho desse cidadão. 

    E mais, essa história de “do jeito que está, vamos caminhar para o abismo”, o Kanitz já esclareceu há algum tempo, isso só vai acontecer se nada for feito. Porém os especialistas de economia do governo aparentemente realizam ações quase que diárias e muitas vezes esse quadro economico acaba se modificando. 

    E essa expressão é mais velha do que a nossa república. A isto o Joelmir Beting dizia que “não há abismo onde o Brasil cabe”. 

    Aliás, o Kanitz apregoa que, como toda reza da igreja católica, todo e qualquer “pronunciamento” de economista, seja ele burro ou inteligente deveria terminar com um “Amém” específico: “Se nada for feito”. 

    Finalmente não sei porque uma assim chamada “ciência” econômica contém duas seitas divergentes, a dos monetaristas e a dos desenvolvimentistas, que nunca conseguem estabelecer um senso comum, como em outras ciências. Portanto, a economia, como a apresentada por este autor fica mais perto  da astrologia do que de ciência.

    Dito isto, resta dizer que tais tipos de entrevistas geralmente nada acrescentam. Portanto, repórteres: pó pará.  

    1. brunoB

      10 de fevereiro de 2014 1:15 pm

      também concordo

      Quando o cara começa a comparar Chile e Peru com o Brasil já começamos a perceber que o assunto sério começa a virar piada.

      Infelizmente alguns acadêmicos renomados passam muito tempo presos em suas teorias e esquecem do choque de realidade.

  18. Luiz Antonio Antunes Machado

    10 de fevereiro de 2014 12:36 pm

    Óbvio

    O especialista em questão está dizendo o óbvio. É claro que não estamos bem, aliás, segundo o chamado “mainstream” ( é assim mesmo ?) dos economistas, analistas, especialistas em generalidades,  estamos falidos desde janeiro de 2003, e tudo o que fazemos agora é administrar a crise, tratando de conseguir uma sobrevida, que só existe ainda por milagre.

    Perde-se a chance de fazer uma análise consistente , uma crítica com fundamento, ou pelo menos “sustança”.

  19. gentilhomme

    10 de fevereiro de 2014 12:39 pm

    é um malandrão
    A comparação com o Chile é descabida.
    É fato que o Chile passa economicamente por um momento (embora essa previsão de crescimento de 6% ele tenha inventado, o FMI ESTIMA 2,2%) no contexto global relativamente bom.
    Pelo fato de estar montado na maior reserva mundial de um mineral do qual o complexo industrial eletroéletrônico asiático depende, goste-se ou não do “modelo” chileno, o Chile não é um país emergente: ELE SE ASSEMELHA MUITO MAIS A PAÍSES COMO OS EMIRADOS ÁRABES com a diferença de que lá atrás constituiu um avançado welfare state. Nenhum economista sério usa o Chile com parâmetro para grandes economias.
    O Brasil “está tão bem na foto” é comparado com os supostos 4 frágeis: África do sul, Indonésia, Turquia e Argentina, países contra os quais foi levantada a lebre da fragildidade externa.
    Finalmente, os motivos para acahar que o Brasil está bem – considerando o atual contexto e o aumento considerável dos juros de longo prazo nos EUA, que suga recursos do resto do mundo como um aspirador – não se restringem ao nível de reservas, mas também:
    -ao baixo nível de papéis de curto prazo na dívida externa,
    -ao elevado nível de investimento direto que o Brasil continua a receber (continua a ser top 5 no mundo, e sem ter de vender patrimônio público)
    -à fundada perspectiva de um aumento significativo do superávit comercial neste e no próximo ano.
    O triste é que, à diferenla de muitos analistas de mercado que aparecem todo dia nos jornais e agências de notícias, meros repetidores de senso comum “de galinheior”, Troster sabe de tudo isso…

    1. Gustavo E

      10 de fevereiro de 2014 8:16 pm

      Além de não saber ler, ainda

      Além de não saber ler, ainda fornece informações erradas!! Ele falou de 6% de crescimento para o PERU, não CHILE!! Fora isso, a previsão do FMI para o Chile é 4,5%, não os 2,2% citados por você (http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/pdf/text.pdf).

      Chile não é um país emergente??? E implantou welfare state?!?!?!?! E como você não usa Chile como parâmetro??? Só porque não está de acordo com sua argumentação??? O Chile é o maior exemplo que temos hoje de quais políticas podem nos levar ao crescimento, enquanto o Brasil é exatamente o contrário! Eles estão há 30 anos crescendo, e não se aproveitando da bonança proporcionada pela China, como fizemos nos últimos 10.

      E tudo isso que você considerou está sendo levado em conta pelos analistas. Mesmo assim, o Brasil continua ruim.

      Por isso que os bancos não contratam “economistas sérios” como você. Vocês simplesmente não sabem economia!!!

      1. gentilhomme

        11 de fevereiro de 2014 1:11 am

        o chile como mito de todo aspirante a rentista

        Meu filho, 

        o Chile possui mais de um terço das reservas mundiais de cobre, produto cuja demanda se tornou elástica desde que a a eletro-eletrônica passou a ser o setor industrial que mais cresce. Deve fazer o quê disso? 30 anos? Bom palpite…

        Um pouco mais atrás, antes de a Europa, grande importadora de bens primários, ser o polo líder da economia mundial, o Chile foi muito mais rico, e possuía renda per capita similar à da Argentina, ambas um múltiplo da nossa (os dados estão na famosa base do Angus Maddison, ou no Gapminder, é só procurar na internet). Nessa época constituiram, junto com seus vizinhos do extremo sul, não apenas uma sociedade com indicadores sociais e econômicos sem paralelo ao sul do Rio Grande, mas também cidades belas e cultas. Depois da Guerra, os EUA assumiram definitivamente esse posto, mas como tb possuem abundantes recursos naturais, países cujas economias não conseguiram se industrialziar ficaram para trás.

        Na verdade, foi nesse período que o Brasil cresceu mais – não nos 10 anos passados – e o fez por bem mais tempo. Aliás, Robert Solow, economista de quem v. ja deve ter ouvido falar (é um neoclássico bom pra caramba, mas que insiste em pensar por si mesmo, de forma que tem sido meio esquecido recentemente) lista esse período brasileiro como um dos pouco mais de 10 casos de “crescimento econômico rápido e sustentável” conhecidos. Não vou lembrar dos detalhes, mas ele coordenou um estudo encomendado há uns 5 anos pela ONU.

        A taxa de crescimento estimada pro Chile para 2014 está no “complete dataset” do FMI, é a taxa implícita na linha do GDP at constante prices.  

        De qualquer forma, como v. sabe ler, deve ter percebido que essa informação está entre parênteses em uma frase em que afirmo claramente que o Chile está relativamente bem “na foto”.  Isso signifca que estou apenas refutando uma informação que é secundária para meu argumento central: o de que o Brasil está, sim, bem em comparação com os outros países do grupo 5 frágeis nos aspectos que os definem como frágeis. 

        Precisando de ajuda de novo, não se iniba, esse foro esta cheio de gente legal e disposta a dar uma mãozinha, mesmo pra gente tão gratuitamente prepotente como economistas “de banco”.

         

         

         

         

        1. Afrodite.

          11 de fevereiro de 2014 1:23 am

          Putz,

          Isto é que é uma “trozobada” com força!

          Depois desta, ele vai apelar para o caso do México. Espera só.

        2. Gustavo E

          11 de fevereiro de 2014 2:58 pm

          Você tinha citado o “complexo

          Você tinha citado o “complexo industrial asiático” para justificar o crescimento do Chile, e agora cita a Europa?? Bom, decida-se entre eles. Mas ok.

          E como você atribui o crescimento do Chile unicamente ao cobre se seu preço permaneceu praticamente estável dos anos 80 até 2000, assim como a participação de suas exportações no PIB?? Embora o Chile realmente tenha uma economia muito baseada em cobre, seu crescimento vai muito além disso.

          Procura o estudo “The Evolution o TFP in Latin America”. Nele você vai ver que, entre os anos 80 e 2000, Chile foi o único país (dentre os estudados) que mostrou melhora na produtividade total dos fatores em relação à americana. Isso tem a ver com melhora na eficiência da economia, não com o fato de estar sentado em cima “da maior reserva mundial” de cobre. E é esse o ponto de usar o Chile como exemplo: suas reformas melhoraram o ambiente econômico!! Você realmente não aceita isso????

          Bom, e só vi agora que você estava comparando o Brasil apenas aos 5 frágeis. Erro meu. O Troster não fez essa comparação, ele nos comparou a nossos pares, então não entendi o motivo de falar que somos o melhor entre os afogados. Isso é algo a se comemorar???

          O Brasil realmente está mal (comparado a todos os pares, e não só aos 5 frágeis) e poderia estar melhor. Esse é o ponto do texto. Até o Delfim tá percebendo isso!!!

  20. Francisco A. de Sousa

    10 de fevereiro de 2014 12:50 pm

    A sintese das respostas do

    A sintese das respostas do “doutor” é : Não podemos ficar só preocupados, temos que demonstrar preocupação. Seria importante que algum aluno dele desse um depoimento sobre esta entrevista.

    Logo estará sendo entrevistado pelos jornalões, e entrará para o “time”.

    De minha parte, o que me preocupa é o calor.

  21. LUCIANO GM

    10 de fevereiro de 2014 12:59 pm

    O Brasil já se antecipou.

    O Brasil já subiu – e continua – a subir os juros. O problema do Brasil é o chororô. Esperemos que em abril saberemos a quantas anda o lucro das empresas. Garanto a vocês que não haverá esse “prejuízo” todo.

    Pros bancões, tudo anda bem, obrigado.

  22. Charles Leonel Bakalarczyk

    10 de fevereiro de 2014 1:16 pm

    Chile como exemplo?

    Se a economia do Chile é assim tão boa (para o povo), qual a razão que levou os chilenos a elegeram Michelle Bachelet, representante da oposição?

    Lembro bem que quando o Lula era presidente não faltavam “professores” defendendo a Argentina como contraponto econômico.

    1. Gustavo E

      10 de fevereiro de 2014 7:46 pm

      O Chile está alguns passos à

      O Chile está alguns passos à frente do Brasil na questão econômica. Agora estão aproveitando os bons anos de crescimento que tiveram para aplicar políticas mais “sociais”. Nós ainda temos que crescer bastante pra chegar onde eles estão.

  23. Ricardo Pereira

    10 de fevereiro de 2014 1:31 pm

    Qdo ler um post, veja que o escreveu antes…

    sem querer desmerecer a inteligencia de ninguem,  mas este sujeito escreve para os seus acolitos, que rezam pela mesma cartilha.  Acho que devemos ler o que o mesmo escreveu mas, ressalvando sua origem, somos capazes de nos precaver contra a influencia deleteria do catastrofismo renitente.  O melhor é filtrar as conclusoes contrapondo-as aos dados da realidade. Contra fatos nao há argumentos.

  24. Ricardo Pereira

    10 de fevereiro de 2014 1:37 pm

    Cui bono?

    Como disse outro dia destes o Luciano Martins Costa no OI, uma declaraçao destas tem que vir com um adendo: Cui bono? ( traduzido do latim: Quem ganha?).  Febraban , off course!

  25. Elton

    10 de fevereiro de 2014 1:49 pm

    E o Nassif demonstrando post após post

    E o Nassif demonstrando post após post a sua tendência em apoiar a causa do “especialistas em desatre anunciado”.

    1 – O cara é da FEBRABAN = além de não ter isenção, trabalha contra nós outros.

    2 – A inflação não está fora do controle apesar do catastrofismo e mesmo com a desvalorização cambial.

    3 – a desvalorização cambial lenta, ainda que modesta, pode ajudar a industria nacional (apesar de muitas industrias terem comprado muitos insumos antes do cambio começar a depreciação, o que acabou por afetar a balança comercial.

    4 – Pode parecer concidência, mas provavelmente não é, a choradeira do mercado e dos empresários oposicionistas. Estão querendo aproveitar a situação externa com a diminuição do empoçamento do crédito nos EUA pra fazer terrorismo e influir nas eleições deste ano, ou no mínimo sequestrar o governo (seja quem for que vencer). 

    5 – Estamos praticamente com pleno emprego e a construção civil esta num ritmo muito bom.

    6 – No caso de os EUA retirarem os mais ainda os incentivos, a catastrofe será global e não apenas brasileira. aí meu povo também os EUA terão prejuizo pq a maioria dos seus “aliados’ vai entrar pelo cano muito rápido.

  26. Elton

    10 de fevereiro de 2014 1:49 pm

    E o Nassif demonstrando post após post

    E o Nassif demonstrando post após post a sua tendência em apoiar a causa do “especialistas em desatre anunciado”.

    1 – O cara é da FEBRABAN = além de não ter isenção, trabalha contra nós outros.

    2 – A inflação não está fora do controle apesar do catastrofismo e mesmo com a desvalorização cambial.

    3 – a desvalorização cambial lenta, ainda que modesta, pode ajudar a industria nacional (apesar de muitas industrias terem comprado (importado) muitos insumos antes do cambio começar a depreciação, o que acabou por afetar a balança comercial.

    4 – Pode parecer concidência, mas provavelmente não é, a choradeira do mercado e dos empresários oposicionistas. Estão querendo aproveitar a situação externa com a diminuição do empoçamento do crédito nos EUA pra fazer terrorismo e influir nas eleições deste ano, ou no mínimo sequestrar o governo (seja quem for que vencer). 

    5 – Estamos praticamente com pleno emprego e a construção civil esta num ritmo muito bom.

    6 – No caso de os EUA retirarem os mais ainda os incentivos, a catastrofe será global e não apenas brasileira. aí meu povo também os EUA terão prejuizo pq a maioria dos seus “aliados’ vai entrar pelo cano muito rápido.

    1. A.Araujo

      10 de fevereiro de 2014 3:04 pm

      Ele FOI economista da

      Ele FOI economista da Febraban e foi despedido porque falou o que a Febraban bão gostou,

  27. CELSO ORRICO

    10 de fevereiro de 2014 1:55 pm

    e o contraponto Nassif?

    e o contraponto Nassif? me perdoe o termo mas já estou de saco cheio de ler aqui só post com “especialistas” pedurados à grandes bancos, empresas e quetais..será um cacoete do blog semelhante ao padrão do PIG? quando haverá contraponto para que possamos avaliar os argumentos da ambos os lados? quando veremos aqui uma entrevista com um “especialista ” de esquerda? tá ficando monótono isso..

    1. A.Araujo

      10 de fevereiro de 2014 3:07 pm

      O contraponto SÃO todos os

      O contraponto SÃO todos os comentarios contra ele, a quase totalidade. Troster não é um economista academico, é operacional e muito conectado ao mainstream do empresariado nacional e multinacional. A opinião dele é importante porque reflete a visão de quem decide na economia.

  28. Gui Oliveira

    10 de fevereiro de 2014 2:16 pm

    Apoiando o Nassif
    Acho ótimo que o Nassif continue postando este tipo de conteúdo: os comentários valem por mil postagens em sentido oposto.

  29. Marcel

    10 de fevereiro de 2014 2:19 pm

    + juros

    É incrível como esse tipo de sujeito roda, roda, roda, roda, roda, roda e sempre cai no mesmo buraco: + juros!

  30. Quintela

    10 de fevereiro de 2014 2:21 pm

    ADORO esse vídeo…
    Mostra

    ADORO esse vídeo…

    Mostra onde o Brasil iria parar se seguisse conselhos de Urubus e Amigos da Onça….

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw%5D

     

    Ou seja… se Lula ou Dilma seguissem esse tipo de conselho estariamos quebrados novamente!

  31. pierre

    10 de fevereiro de 2014 2:27 pm

    Dois argentinos radicados no

    Dois argentinos radicados no brasil que atuam como capitães do mato da casa grande: Troster, economista, desqualifica as políticas de governo e defende interesses de banqueiros. “Pidão” de aumentos de juros. Boechat, jornalista da Band, incentiva a baderna nas ruas. Vídeos divulgados na internet mostra ele incentivando a baderna e dizendo ser favorável ao quebra quebra. Após ao infeliz ato praticado por dois desocupados contra um cinegrafista da Band ele aparece, assim como, cachorro arrependido com o rabo entre as pernas, criticando a agressão do cinegrafista. Troster e Boechat jogam contra o Brasil.

  32. Prometeu.

    10 de fevereiro de 2014 3:46 pm

    Lixo atômico.

    Dos tipos de rejeitos sólidos que temos, o atômico é o pior, porque é bem difícil descartá-lo.

    É o caso do post com as “previsões de Troster”.

    Não tem nem como comentar (reciclar), é só jogar fora depois da segunda resposta.

    Aos que podem me acusar de não querer lhe dar o benefício da dúvida, vai a analogia ruim:

    Cocô a gente sabe que é ruim pelo cheiro, não precisa tocar ou comer.

    Este é do time do “mainstream”, ou da turma da Islândia.

    1. Gustavo E

      10 de fevereiro de 2014 7:35 pm

      Conteste os argumentos dele,

      Conteste os argumentos dele, em vez de falar essas m* que você falou.

      1. Afrodite.

        11 de fevereiro de 2014 1:19 am

        Sobre merdas e gustavos.

        Bem, se eu os reconhecesse na categoria de argumentos, e uma vez reconhecidos por mim, eu achasse que valeria à pena contestá-los, com certeza eu faria.

        Mas bendita é esta democracia que me permite olhar um texto ruim e dizer que não presta, sem ao menos perder tempo rebatendo o monte de asneiras.

        É mais ou menos o que faço quando, por acidente, ouço William Waack, ou Sardenberg ou Míriam Leitão.

        Em tempo, se você quer perder tempo com esta merda de texto, aplaudindo ou criticando, fique à vontade. Ele (o autor) escreve para gente como você, tenha certeza.

        Desde já anuncio que não te conheço como porra nenhuma para julgar o que digo, embora também pouco me importe.

        Cordialmente,

  33. Maria Luisa

    10 de fevereiro de 2014 4:59 pm

    Faltam norte, rumo e estrela!!!!!!! Achei!

     Eh ele que o Alexandre Weber lê ! 

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