4 de junho de 2026

Doodle do Google das Olimpíadas de Inverno traz as cores da bandeira gay

Sugerido por Gilberto

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Do Estadão

 
Animação é uma forma de protesto contra lei antigay, que ocorre na Rússia
 
SÃO PAULO – Para homenagear os Jogos Olímpicos de Inverno, que terá sua cerimônia de abertura realizada nesta sexta-feira, em Sochi, o Google resolveu fazer um doodle de forma diferente. Além dos desenhos de algumas modalidades da competição, o site coloca as cores da bandeira gay ao fundo e compartilha um trecho da Carta Olímpica. O Google faz isso um dia depoiis de o presidente da ONU se manifestar contra a lei antigay. A animação funciona como uma espécie de protesto contra a Rússia, país questionado por suas leis contra a homossexualidade.

Abaixo dos desenhos, que reproduzem seis modalidades esportivas dos Jogos (esqui, hóquei, curling, bobsled, patinação e snowboard), o site publicou em sua página o quarto princípio fundamental na carta do Comitê Olimpico Internacional (COI). “A prática esportiva é um direito humano. Todas as pessoas devem ter a possibilidade de praticar esporte sem qualquer tipo de discriminação e conforme o ideal olímpico, que exige compreensão mútua e um espírito de amizade, solidariedade e fair play.”

Reprodução

PROTESTO O apoio do Google é um protesto contra a Russia, país-sede do evento. Nos últimos meses, o governo local vem sendo alvo de diversas polêmicas contra os homossexuais. Em junho do ano passado, o parlamento russo aprovou a lei antigay, que proibe a propaganda a favor dos direitos homoafetivos, sob pena de multa de 12.500 euros (R$ 38.7 mil), prisão ou deportação, no caso de estrangeiros.

A medida já foi comentada pelo COI, que afirmou que nenhum atleta ou turista vai ser discriminado no país por sua orientação sexual. Ativistas da causa gay, que nos últimos dias protestaram por diversos países, pedem boicote de atletas e torcedores aos Jogos da Rússia. 

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59 Comentários
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  1. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 6:21 pm

    Não vejo a lei russa como polêmica.

    É o velho fascismo opressor de minorias puro e simples.

    http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/pequeno-dossie-sochi-2014

  2. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 6:24 pm

    Human Rights Watch lança campanha contra a homofobia na Rússia

    http://revistaforum.com.br/blog/2014/02/human-rights-watch-lanca-campanha-contra-a-homofobia-na-russia-assista/#.UvLF5C5-124.twitter

    Ativistas lançaram campanha para denunciar violência homofóbica e pressionar patrocinadores a se posicionarem contra a lei anti-gay

    A Human Rights, aproveitando que as Olimpíadas de Sochi começam nesta semana, lançou uma campanha denunciando a violência que a população LGBT sofre na Rússia. O vídeo contém imagens com homossexuais sendo fortemente espancados e humilhados. Para o grupo de ativistas, a situação piorou muito desde que o governo local aprovou a lei contra a “propaganda homossexual”.

    De acordo com relatos da Human Rights Watch, as cidades mais perigosas para homossexuais são Moscou, São Petersburgo e Novosibirsk, onde há relatos de sequestros de caráter homofóbico. As ações são comandadas pelo grupo Ocuppy Pedofilia. No vídeo é possível ver gays sendo perfurados por membros deste grupo, que filma as agressões e posta na rede.

    Ainda de acordo com o relatório, a maioria das vítimas tem medo de ir na delegacia denunciar, pois teme que sofram novo assédio por parte da polícia. A maioria não vai adiante. Uma carta denunciando a perseguição de homossexuais foi enviada aos principais patrocinadores do Jogos Sochi:

    “Sabemos que certamente lhe diz respeito , pois diz respeito profundamente todos nós, que desde que foi escolhido como o país sede dos Jogos Olímpicos de Inverno , o governo russo tem intensificado sua agressão contra os direitos humanos de sua lésbicas, gays, bissexuais e transexuais ( LGBT) cidadãos. Cidadãos russos e estrangeiros estão proibidos por lei de apoiar publicamente a igualdade para pessoas LGBT. Ativistas e jornalistas que buscaram investigar e denunciar tais abusos de direitos humanos foram secretamente gravadas, perseguidos e deportados da Rússia. LGBT russos têm efetivamente sido empurrado para a margens da sociedade e agora são forçados a conviver com ameaças diárias à sua segurança em um país que está promovendo a homofobia e transfobia sancionada pelo Estado. Estas ameaças vêm na forma de sequestros, tortura, atos de violência e ameaças de bomba.”

    A carta foi enviada aos CEOs das empresas Coca-Cola, General Eletric, McDonalds, Procter & Gamble, Samsung e Visa e também pede para que as empresas que se posicionem publicamente contra a lei anti-gay da Rússia.

    Os Jogos Olímpicos de Sochi começam nesta sexta-feira.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=zMTbFSJ_Tr4%5D

  3. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 6:26 pm

    Em discurso, Ban Ki-Moon critica discriminação contra LGBTs

    http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/em-discurso-ban-ki-moon-critica-discriminacao-contra-os-homossexuais

  4. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 6:26 pm

    Russas (um tema que afeta a diplomacia do Brasil)

    http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/russas-um-tema-que-afeta-a-diplomacia-do-brasil

  5. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 6:27 pm

    Putin não manda em mim!

    http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/putin-nao-manda-em-mim

  6. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 6:31 pm

    Madonna e a liberdade ao apresentar Pussy Riot em Festival

    http://www.madonnaoficialbrasil.com.br/2014/02/madonna-fala-sobre-liberdade-ao.html

     Madonna, esteve presente ontem no Barclays Center, em Nova York, para apresentar duas integrantes da banda Pussy Riot em um festival promovido pela Amnesty International, movimento de apoio aos direitos humanos. A Rainha do Pop aproveitou a oportunidade para falar sobre algumas situações de opressão que sofreu durante as apresentações da MDNA Tour na Rússia, e criticou o regime do País.Madonna falando sobre liberdade em festival promovido pelo movimento Amnesty International.

    Confira:

              “Bem, eu gostaria primeiramente de agradecer ao Pussy Riot por fazer a palavra ‘pussy’(vagina) uma palavra falável na minha casa. Antes era algo ‘ilegal’, e agora meus dois filhos pequenos saem pela casa falando isso o tempo todo; em referência ao Pussy Riot, claro.

              Não é coincidência que eu estava em turnê mundial, e que fui fazer um show em Moscow em um período no qual as Pussy Riot estavam presas por organizarem uma apresentação de dois minutos de uma de suas canções em uma igreja. A música critica o presidente Vladimir Putin e seu regime de intolerância contra a comunidade gay, a liberdade artística, a liberdade de expressão e aos direitos humanos em geral.           Eu fiquei chocada quando descobri isso, e resolvi falar abertamente a respeito quando estava no palco. Por isso, recebi ameaças de morte, e certamente meu número de seguranças teve que dobrar. Primeiro estivemos em São Petesburgo; meu show foi atacado e criticado pelo regime por ser um ‘show gay’ e por promover a homossexualidade… o que eu comecei a fazer.           Enfim, todas as pessoas trabalhando e performando no meu show, incluindo eu mesma, estávamos correndo risco de sermos presos por encorajar um “comportamento gay” no show, o que eu tenho que dizer não influenciou em nada já que não mudei um segundo da apresentação… e não fui presa.           Infelizmente eu fui processada em 1 milhão de reais por esse ato criminal e 87 fãs meus foram presos por “comportamento gay” – seja lá o que isso significa. Então aqui estamos 2 anos depois… Pussy Riot está fora da cadeia. Obrigada não somente ao movimento ‘Amnesty International’, mas as milhares de vozes e ações de demonstração ao redor do mundo de pessoas que se importam com os direitos humanos. Muito Obrigada. E não é por isso que estamos todos aqui hoje a noite pessoal, para celebrar os direitos humanos, certo?           Mas vocês não acham estranho termos a expressão ‘direitos humanos’ em nosso dicionário, já que, não é algo que deveríamos lutar pra ter? O certo é ser livre, se expressar, ter uma opinião, amar quem quisermos amar, ser quem somos… nós temos mesmo que lutar pra ter isso? Isso é uma besteira.          Eu sempre me considerei uma lutadora da liberdade, desde os anos 80 quando eu percebi que tinha uma voz e que poderia cantar sobre mais coisas do que ser uma garota materialista ou como uma virgem. E eu definitivamente tenho sido punida por isso, por falar o que está na minha cabeça, e por não ignorar esse tipo de discriminação. Mas tudo bem.           Quando eu estive na Russia, e pude presenciar o que estava acontecendo com Pussy Riot e com a comunidade gay, percebi o quão sortuda eu sou por viver em um país onde eu posso me expressar. Eu sei que a América não é perfeita, é verdade, mas eu posso falar aquilo que está na minha cabeça; eu posso criticar o governo; eu posso criticar os fundamentalismos religiosos, isso sem sentir medo de ir parar na cadeia; pelo menos não ainda. Eu não costumo tomar essa liberdade de forma reprimida, e acho que vocês também não deveriam.           As duas membros do Pussy Riot que vou apresentar agora não tem esses direitos em seu país de origem. Elas não compartilham da mesma liberdade que eu. Portanto elas devem ser aplaudidas por sua coragem. Elas tiveram que lutar pelo que acreditam, e aceitaram as consequências. Eu consigo imaginar as injustiças que elas sofreram durante 2 anos presas, e sei que não estão arrependidas de suas escolhas e decisões e que se pudessem se sacrificariam de novo.             É hora do resto do mundo ser tão corajoso quanto o Pussy Riot, e se rebelar contra pessoas como o presidente Putin, líderes e organizações que não respeitam os direitos humanos, e perpetuam opressão, discriminação e injustiça a todos. Nós temos uma obrigação moral de apoiar a todos que tenham sido perseguidos nas nossas ruas e do outro lado do mundo.           Eu gostaria de agradecer ao Amnesty International pelo seu apoio, e por fim, é meu privilégio e minha honra senhoras e senhores, apresentar a vocês Masha e Nadya do Pussy Riot. Garotas, subam ao palco!” Durante os shows da MDNA Tour na Rússia, Madonna causou polêmica ao pedir a libertação da banda Pussy Riot, e promover ações de apoio a comunidade gay do país. Confira o vídeo do do discurso: [video:https://www.youtube.com/watch?v=DgcZB-MaXpw%5D

  7. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 6:43 pm

    Vídeos combatem a homofobia russa com humor

    http://www.ladobi.com/2014/02/videos-combatem-homofobia-russa-com-humor/ Hoje têm início oficialmente os Jogos Olímpicos de Sochi. Confira os melhores protestos que a internet criou contra a intolerância russa Em mais algumas horas serão abertos os Jogos Olímpicos de Inverno na cidade russa de Sochi. O burburinho não é dos mais otimistas: há quem duvide da segurança do evento, há quem aponte que a infraestrutura para receber os atletas ainda não está pronta (#imaginaNaCopa), e ninguém sabe ao certo o que o governo russo fará para fazer valer sua lei contra a propaganda gay. Por enquanto, só temos o pedido do vice primeiro-ministro russo, Dmitry Kozak: não façam nada na frente das criancinhas. Como se sabe, muito da campanha dos russos contra os gays se vale da equivalência da homossexualidade com a pedofilia. Mas como o humor é uma das melhores formas de protesto, e estamos na era do vídeo viral, vários grupos já criaram clips debochando da homofobia russa. O Instituto Canadense pela Diversidade e Inclusão preparou esse vídeo que traz à tona a viadagem inerente à corrida de trenós (luging) e outros esportes das Olimpíadas de Inverno, ao som de “Don’t You Want Me” do Human League.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=effb2JYiKXM%5D

    O canal britânico Channel 4 também resolveu demonstrar seu apoio aos atletas em Sochi abusando dos clichês LGBT. Começando hoje e durante toda a próxima semana ela usará uma versão de seu logotipo com as cores do arco-íris em suas transmissões. De quebra, gravou um spot de 90 segundos em que um bear russo faz uma coreografia de cabaré em homenagem aos jogos de Sochi.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=-6RID82Ru-k%5D

    O Google foi outra empresa que alterou sua marca em defesa dos direitos LGBT. Como todos com certeza já viram, o GoogleDoodle de hoje mistura ilustrações de esportes de inverno com as cores da bandeira gay. GoogleDoodle Sochi E, aproveitando o aniversário de 10 anos do Facebook, o videomaker Eyrock montou um vídeo “Look Back” para Vladimir Putin:

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=FR1PA0SDNzA%5D

    Por fim, o canal de humor Funny or Die também resolveu tirar sarro dos ícones russos e da obsessão que os faz ligar homossexualidade e pedofilia com uma animação superfofa: Enquanto isso, o Comitê Olímpico Internacional continua deixando claro que não vai permitir protestos de qualquer espécie durante os eventos oficiais dos jogos olímpicos. Sorte nossa que eles também não conseguem reprimir a internet.

  8. Gão

    7 de fevereiro de 2014 7:10 pm

    Site Oficial da Olimpíada:  http://www.sochi2014.com/en

    e

    e nada mais gay que a cor oficial dos jogos (phucsia ?)

    Canada's Maxence Parrot reacts after receiving the highest score yet for the day at the finish line during the men's slopestyle snowboarding qualifying session at the 2014 Sochi Olympic Games in Rosa Khutor
     

    Snowden latest: NSA stalks the human race using Google, ad cookies

    http://www.theregister.co.uk/2013/12/12/snowden_latest_nsa_using_google_

    Shocker: Snowden, Manning, NSA not on Google’s 2013 top trends

    http://rt.com/usa/snowden-google-search-trends-442/

  9. Gão

    7 de fevereiro de 2014 7:16 pm

    A frieza russa ao lidar com provocações

      Delegação russa entra ao som de Not Gonna Get Us, Não vão nos pegar, da dupla T.A.T.U.  uma dupla de lésbicas de mentirinha(mas que enganou muita gente)

    t.A.T.u. (do russo: “Та Любит Ту (Ta Lyubit Tu)”, que significa “Essa Ama Aquela”1 ) foi uma dupla russa composta por Yulia Volkova e Lena Katina.

    Foi formada no início de 1999 pelo diretor e escritor Ivan Shapovalov, com produção de Elena Kiper.

    O documentário revela que as meninas não eram lésbicas, e narrou o grupo em que participou no Festival Eurovisão da Canção 2003, no início do ano. Em dezembro do mesmo ano, as garotas quebram legalmente o contrato com Ivan Shapovalov, alegando que a qualidade da música estava baixa e que Shapovalov só queria criar escândalos e polêmicas. Yulia Volkova declarou que “ele (Ivan Shapovalov) gasta seu tempo pensando em escândalos em vez de planejar o nosso trabalho artístico.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/T.A.T.u.

    Não vão deter a Rússia

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=0HL-N9oOjcs width:560]

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=juJkTFSOroo%5D

     

    Nem nossa copa e olimpíadas

     

    Not Gonna Get Us

    Not gonna get us

    They’re not gonna get us

    Not gonna get us

    Not gonna get us

    They’re not gonna get us

    They’re not gonna get us

    Not gonna get us


    They’re not gonna get us

    Not gonna get us


    Starting from here, lets make a promise

    you and me, let’s just be honest

    We are gonna run, nothing can stop us

    Even the night, that falls all around us


    Soon there will be laughter and voices

    Beyond the clouds over the mountains

    We’ll run away on roads that are empty

    Lights from the airfield shining upon you


    Nothing can stop this, not now I love you

    They’re not gonna get us

    They’re not gonna get us

    Nothing can stop this, not now I love you

    They’re not gonna get us

    They’re not gonna get us


    They’re not gonna get us (x5)


    We’ll run away, to everything simple

    Night will come down our guardian angel

    We rush ahead the crossroads are empty

    Our spirits rise they are not gonna get us


    My love for you always forever

    Just you and me all else is nothing

    Not going back – not going back there

    they don’t understand

    they don’t understand us


    Not gonna get us

    Not gonna get us

    Not gonna get us


    They’re not gonna get us

    Not gonna get us


    Nothing can stop this, not now I love you

    They’re not gonna get us

    They’re not gonna get us

    Nothing can stop this, not now I love you

    They’re not gonna get us

    They’re not gonna get us

    They’re not gonna get us

    Not gonna get us


    Not gonna get us

    (repeat until fade)

    Não vão nos pegar

    Não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar

    Não vão nos pegar

    Não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar

    Não vão nos pegar


    Eles não vão nos pegar

    Não vão nos pegar


    A partir daqui, vamos fazer uma promessa

    Você e eu, vamos ser honestas

    Nós vamos correr, nada pode nos parar

    Pela noite que cai à nossa volta


    Logo se escutarão, risadas e vozes

    Além das nuvens, atrás das montanhas

    Nós correremos por estradas vazias

    Luzes do aeródromo iluminando-te


    Nada pode parar isto, não, agora eu te amo

    Eles não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar

    Nada pode parar isto, não, agora eu te amo

    Eles não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar


    Eles não vão nos pegar (5 vezes)


    Nos correremos para longe, manteremos todas coisas simples

    Noite descerá, nosso anjo – da – guarda

    Nós seguimos em frente, as encruzilhadas vazias

    Nossos espíritos sobem, eles não vão nos pegar


    Meu amor por você, sempre pra sempre

    Para você e eu, tudo mais é nada

    Não vamos voltar, não vamos voltar lá

    Eles não entendem

    Eles não nos entendem


    Não vão nos pegar

    Não vão nos pegar

    Não vão nos pegar


    Eles não vão nos pegar

    Não vão nos pegar


    Nada pode parar isto, não, agora eu te amo

    Eles não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar

    Nada pode parar isto, não, agora eu te amo

    Eles não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar

    Eles não vão nos pegar


    Não vão nos pegar

    Não vão nos pegar

    http://www.vagalume.com.br/t-a-t-u/not-gonna-get-us-traducao.html

  10. Aldemir Putz

    7 de fevereiro de 2014 7:20 pm

    Sério?

    Ando meio por fora. Nem sabia dos tais jogos de inverno lá na Russia. Estão começando ou terminando? Fizeram manifestos contra alguma minoria? Tchechenos? Puxa!…….Chato, hein?…….E Lenin, Stalin, Kruchev? Reclamaram?

    1. Thiago Luiz

      7 de fevereiro de 2014 7:54 pm

      Não sei.

      Mas ao que parece nenhum deles foi avisado…por enquanto.

       

    2. Gão

      7 de fevereiro de 2014 11:06 pm

      Tá sendo uma ótima propaganda, melhor que viral

        Muita gente nem sabia da existência dos jogos de inverno

  11. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 7:56 pm

    Quatro ativistas pelos direitos de LGBTs são presos na Rússia

    http://oglobo.globo.com/mundo/quatro-ativistas-pelos-direitos-de-homossexuais-sao-presos-na-russia-11534332

     
Manifestante protesta em Hong Kong contra leis russas que restringem direitos dos homossexuais
Foto: PHILIPPE LOPEZ / AFP

    Manifestante protesta em Hong Kong contra leis russas que restringem direitos dos homossexuais PHILIPPE LOPEZ / AFP

    SÃO PETERSBURG, Rússia – A polícia russa prendeu nesta sexta-feira quatro ativistas que protestavam pelos direitos dos homossexuais em São Petersburgo no dia de abertura dos Jogos de Inverno em Sochi. Os quatro manifestantes desenrolaram uma faixa lembrando a Carta Olímpica proibindo qualquer forma de descriminação.

    Os manifestantes foram logo cercados por policiais, segundo a ativista Natalia Tsymbalova. A polícia se recusou a comentar o caso. A detenção foi considerada a primeira após a abertura dos jogos.

    Uma das pessoas presas era Anastasia Smirnova, coordenadora e porta-voz de uma coalizão de seis organizações que defendem os direitos de homossexuais. Ativistas contaram que uma das mulheres presas está grávida.

    Uma lei russa que proíbe a propaganda gay a crianças e jovens atraiu fortes críticas internacionais. Também é proibido realizar manifestações sem autorização prévia.

     

     

  12. Gão

    7 de fevereiro de 2014 7:59 pm

    Obama vai cumprir suas ameaças camufladas ?

    Tentativa de sabotagem conotinua na rússia:

     

    Passageiro tenta sequestrar avião com bomba e desviar rota para Sochi

    O avião pousou com segurança na Turquia; havia 110 pessoas a bordo; a cidade russa de Sochi está sediando os Jogos Olímpicos de Inverno

    Havia 110 pessoas a bordo do avião no avião da Pegasus Airline  Foto: AFP Havia 110 pessoas a bordo do avião no avião da Pegasus Airline  Foto: AFP  

    Um passageiro a bordo de um voo saído de Kharkov, na Ucrânia, tentou sequestrar a aeronave e desviar a rota até a cidade russa de Sochi, onde estão ocorrendo os Jogos Olimpicos de Inverno, nesta sexta-feira.

     

    Um oficial turco afirmou que o passageiro, ainda não identificado, teria ameaçado a tripulação com uma bomba pois queria ir para Sochi; Havia 110 pessoas a bordo do avião.

     

    A Turquia mobilizou um caça F-16 para acompanhar o avião de passageiros, que pousou com segurança em Istambul, na Turquia. 

     

    Segundo a CNN Turca e outras mídias locais, o suspeito foi levado para ser interrogado pelas autoridades. 

     

    Sochi é uma cidade do sudoeste da Rússia que está sediando os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014 – que começam nesta sexta-feira. 

     

    Em meio às preocupações relacionadas a estouros orçamentários e polêmicas relacionadas às leis na Rússia, assumidamente homofóbicas, a grande preocupação são os atentados e a presença de terroristas. Analistas de segurança acreditam que possam acontecer ataques em outros lugares da Rússia durante este período.

     

    O presidente russo, Vladimir Putin, participa da abertura junto de quarenta autoridades e líderes mundiais. Porém, o presidente dos EUA, Barack Obama, da França, François Hollande, e da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, decidiram não comparecer, em parte por causa da polêmica sobre o tratamento aos homossexuais.

     

    Passageiro a bordo de um voo saído de Kharkov, na Ucrânia, tentou sequestrar aeronave e desviar a rota até a cidade russa de Sochi Foto: Reuters

    Passageiro a bordo de um voo saído de Kharkov, na Ucrânia, tentou sequestrar aeronave e desviar a rota até a cidade russa de Sochi

    http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/homem-tenta-sequestrar-aviao-e-desviar-rota-para-sochi,327af95a77d04410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

  13. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:00 pm

    Protestos pelo mundo contra a homofobia em Sochi

    http://esporte.uol.com.br/album/outras-modalidades/2014/02/07/protestos-contra-a-homofobia-em-sochi.htm?fotoNav=6

     

  14. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:05 pm

    No clima de Sochi, time da F-1 provoca lei antigay e volta atrás

    http://globoesporte.globo.com/olimpiadas-de-inverno/noticia/2014/02/no-clima-de-sochi-time-da-f-1-provoca-lei-antigay-com-homens-se-beijando.html

    No clima de Sochi, time da F-1 provoca lei antigay com homens se beijando

    Famosa pelas brincadeiras no twitter, equipe Lotus publica post brincando com tema que toma conta das Olimpíadas de Inverno, mas depois se arrepende e deleta post

    Ao desejar sucesso a atletas em Jogos Olímpicos de Inverno, equipe Lotus, da Fórmula 1, provoca lei "anti-gay" (Foto: Reprodução)Lotus provoca lei antigay (Foto: Reprodução)

    Já famosa no mundo da Fórmula 1 pelo humor irreverente e às vezes polêmico nas redes sociais, a equipe Lotus resolveu se “aventurar” em outros esportes. No embalo do debate gerado em Sochi, palco das Olimpíadas de Inverno, pela controversa “lei antigay” da Rússia, a escuderia inglesa desejou, a todos os atletas, sucesso no evento, que tem nesta sexta-feira sua cerimônia de abertura. A provocação às autoridades russas vem na imagem divulgada junto com a mensagem, que mostra dois homens se beijando.  

    – Antes da cerimônia de abertura, gostaríamos de desejar a todos os atletas uma bem-sucedida  Olimpíada de Inverno #Sochi2014 – escreveu.

    A ligação da Fórmula 1 com a Rússia esse ano vai muito além da brincadeira da Lotus. Palco das Olimpíadas de Inverno, Sochi também receberá nesse ano o primeiro GP da Rússia da história da Fórmula 1, que será disputado de 10 a 12 de outubro em um circuito montado no parque olímpico.

    Lotus volta atrás e deleta post 

    A equipe, no entanto, parece ter se intimidado com a polêmica gerada por sua postagem. Cerca de cinco horas depois, o time – que, inclusive, conta com um novo acionista russo – deletou a publicação e escreveu uma mensagem se desculpando pelo ocorrido:

    – Gostaríamos de pedir sinceras desculpas pela postagem de uma mensagem não autorizada em nossa conta do twitter hoje e garantir que isso não poderá acontecer novamente – publicou a escuderia.

    Não é a primeira vez que a Lotus se mete em uma polêmica no twitter. Durante fim de semana do GP do Brasil, a hashtag usada pela escuderia, inclusive em seus carros, foi #FullBrazilian, um estilo de depilação brasileiro. Daquela vez, porém, apesar de comentários indignados, o time minimizou a polêmica.

    Protestos contra ‘lei antigay’ marcam início dos Jogos de Sochi

    A chamada “lei antigay” russa determina como ilegal fazer propaganda com teor homossexual, para preservar menores de idade. A lei assinada por Putin provocou uma onda de críticas internacionais e ameaçaram ofuscar as Olimpíadas de Inverno de Sochi. Os opositores do governo afirmam que a legislação contribui para o aumento da discriminação e até mesmo ataques físicos contra gays. Os defensores dizem que a Rússia precisa proteger as crianças, preservando os valores da sociedade. 

  15. Gavião

    7 de fevereiro de 2014 8:07 pm

    Virgem Madonna

    É triste uma época em que gente como Madonna e Pussy Riot são consideradas exemplo de defesa da moral e dos bons costumes.  Ultimamente tenho visto o surgimento de um novo tipo de reaça: os Reaças Coloridos.  Se bem que esta bandeira continua sendo mais de esquerda do que de direita.  Espero que pedofilia também não seja elevada à condição de “direitos humanos”.

    1. Edsonmarcon

      7 de fevereiro de 2014 8:22 pm

      Defesa

      Defesa da moral e bons costumes?

       

      Voltamos ao século 19?

      1. Gunter Zibell - SP

        7 de fevereiro de 2014 8:33 pm

        Edsonmarcon, para muita gente

        o neofascismo russo representa o retorno aos bons costumes da ditadura militar.

        1. Gavião

          7 de fevereiro de 2014 11:46 pm

           Ou então você pode

           Ou então você pode considerar que fascismo é quando 2% da população quer que a sua vontade se sobreponha à vontade dos outros 98%, através de falso vitimismo e manipulação, e quando se quer proibir por lei qualquer crítica a um determinado comportamento.

          1. Gunter Zibell - SP

            8 de fevereiro de 2014 1:38 am

            Delírio.

            Fascismo imposto por 2% da população perseguida? Isso é piada de Bolsonaro.

      2. Gavião

        7 de fevereiro de 2014 11:37 pm

        Quer dizer que moral e bons

        Quer dizer que moral e bons costumes são coisas que não existem mais então?

        Esta teoria seria conveniente para muita gente.  E de qualquer jeito, a própria Madonna anda se arrogando ares de moralista ultimamente.  Embora seja um moralismo, no mínimo, não-convencional, digamos assim.

  16. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:09 pm

    SBT Brasil: Governo russo ignora agressão e tortura contra gays

    http://nocache.sbt.com.br/sbtvideos/media/7d57dee913be775abf9a0e0ca69d108e/Governo-russo-ignora-agressao-e-tortura-contra-gays.html

  17. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:10 pm

    Obama highlights gay rights in Sochi delegation

    http://sports.yahoo.com/news/obama-highlights-gay-rights-sochi-delegation-005109955–oly.html

    Washington (AFP) – President Barack Obama said Thursday that he had included openly gay athletes in the US Olympic delegation to show the United States would not abide discrimination in sport or anywhere else.

    His comments, in an interview with NBC on the eve of the Sochi Winter Olympics, came after a senior Russian official warned athletes or spectators should not promote gay rights during the Olympics following the passage of controversial anti-gay legislation in Russia.

    Obama picked several openly gay former athletes in the US delegation to the opening of the games and pointedly did not dispatch a cabinet-level official or a member of his family to Sochi.

    “There is no doubt we wanted to make it very clear that we do not abide by discrimination in anything, including discrimination on the basis of sexual orientation,” Obama said in the excerpts of his interview with US Olympic host broadcaster NBC.

    “One of the wonderful things about the Olympics is that you are judged by your merit, how good you are regardless of where you come from, what you look like, who you love and that I think is consistent with the spirit of the Olympics.”

    Obama included openly gay figure skater Brian Boitano and women’s hockey player Caitlin Cahow in the US delegation for the opening ceremony for the Games on Friday.

    Tennis legend and gay rights campaigner Billie Jean King was also scheduled to attend, but pulled out because her mother is ill.

    Earlier, Russian Deputy Prime Minister Dmitry Kozak warned spectators and athletes against promoting gay rights during the Olympics, saying it was forbidden by the Olympic Charter and Russian law to spread propaganda during a sporting event.

  18. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:12 pm

    Rainbow flag flies at City Hall for duration of Olympics

    Na cidade de Edmonton, no Canadá, a bandeira do Orgulho LGBT ficará hasteada durante toda duração das Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, em solidariedade aos LGBTs russos que estão sofrendo perseguição por lá. Outras cidades canadenses também aderiram ao protesto simbólico, tais como Vancouver, Ottawa e Montreal.

    http://www.mailoutinteractive.com/Industry/View.aspx?id=537093&q=693570568&qz=49a9c4

    The City of Edmonton raised the rainbow flag today in support of LGBTQ communities worldwide. The City of Edmonton took this action in solidarity with other Canadian cities such as Montreal, Vancouver, Ottawa and St. John’s. The flag will fly on the community pole on the southwest side of the plaza in front of City Hall for the duration of the Winter Olympics in Sochi, Russia.

  19. Gão

    7 de fevereiro de 2014 8:26 pm

    O que os sabotadores querem por aqui

    Famílias tostadas ?

     

     

  20. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:30 pm

    Gays de toda a Europa em protesto solidário para com caso russo

    http://www.noticiasaominuto.com/mundo/170232/gays-de-toda-a-europa-em-protesto-solidario-para-com-caso-russo#.UvVBL_ldVgh

    Realizaram-se, ontem, em vários países, manifestações contra as leis anti-gay, aprovadas na Rússia, focadas nos patrocinadores dos Jogos Olímpicos, que começam hoje. Os protestos já não são uma prática recente e têm sido o recurso utilizado nos últimos meses.

     

  21. Gão

    7 de fevereiro de 2014 8:31 pm

    Como o ‘ocidente’ fabrica ‘movimentos de oposição’

    Como o ‘ocidente’ fabrica ‘movimentos de oposição’, segundo o Counterpunch

    Egito, Ucrânia, fronteira sírio-turca, Cuba e Tailândia 
    Como o ‘ocidente’ fabrica ‘movimentos de oposição’
    5/2/2014, Andre Vltchek, Counterpunch
    http://www.counterpunch.org/2014/02/03/west-manufactures-opposition-movements/

    “Tudo isso está acontecendo, em diferentes tonalidades e com diferentes graus de brutalidade, na Tailândia, China, Egito, Síria, Ucrânia, Venezuela, Bolívia, Brasil, Zimbábue e em vários outros pontos, em todo o mundo.

    Pouco depois de ler o que escrevi sobre a Tailândia, publicado dia 30/1, um leitor brasileiro reagiu:

    “Parecido com nosso Brasil: embora em ambiente mais leve, de cores menos brutais, talvez, mas substancialmente, a mesma coisa (…) Elites locais, agora mesmo, em janeiro de 2014, estão fazendo de tudo para impedir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (…) Você, experiente observador da América Latina, sabe disso muito bem.”
    ______________________________

    “O voto é obrigatório na Tailândia. Mesmo assim, só 45% dos eleitores votaram.
    TUDO que vocês lerem na imprensa ocidental sobre a Tailândia é merda.”
     5/2/2014, Pepe Escobar, Facebook, https://www.facebook.com/pepe.escobar.77377?fref=ts
    __________________________________________

     Prédios públicos depredados, saqueados. Está acontecendo em Kiev e em Bangkok; e, nas duas cidades, os governos parecem desdentados, assustados demais para intervir.

    O que está acontecendo? Governos eleitos pela maioria vão-se tornando irrelevantes em todo o mundo, enquanto o regime ‘ocidental’ cria e em seguida apoia ‘movimentos de oposição’ nos quais só se veem gangues armadas que ali estão para desestabilizar qualquer estado que resista ao desejo ‘ocidental’ de controlar todo o planeta?

    ***

    As gangues armadas, agora, gritam para intimidar os que queiram votar a favor do governo moderadamente progressista que governa hoje a Tailândia. Não se discute o processo eleitoral – o voto é livre, como declaram tanto os observadores internacionais como a maioria dos membros da Comissão Eleitoral.

    Nem liberdade nem legitimidade ou transparência estão em disputa.

    A retórica varia, mas, em essência, os ‘manifestantes’ que ‘protestam’ exigem o desmantelamento da frágil democracia tailandesa. A maioria dos ‘protestadores’ são pagos pelas classes média-alta e alta. Alguns são delinquentes ou bandidos, muitos recebem 500 Baht por dia (cerca de US$ 15), recrutados nas atrasadas vilas e vilarejos das províncias do sul do país. São habituados a usar de violência, como mostram claramente a linguagem, as expressões faciais e a linguagem corporal deles.

    Funcionários do governo legítimo têm de saltar por cima de barricadas ou suplicar que os ‘manifestantes’ os deixem entrar em seus próprios gabinetes de trabalho.

    Eleitores que chegavam para votar no turno pré-eleitoral foram intimidados e insultados e um homem foi quase morto por estrangulamento.

    Embora a cidade esteja mergulhada em agitação que nunca cessa, e a vida na capital esteja absolutamente alterada, o governo não se atreve a mandar nem tanques nem a polícia para esvaziar as ruas. Deveria mandar, é claro. Mas está paralisado de medo do exército e da monarquia – os dois pilares do poder ostensivamente híbrido de capitalismo selvagem e feudalismo, só comparáveis aos piores pesadelos regionais, como Indonésia e as Filipinas.

    Agora, está tudo à vista: o governo fala do próprio medo, enquanto os militares disparam ameaças envenenadas pelos veículos da imprensa-empresa privada lacaia, mediante ‘vazamentos’.

    O que está acontecendo e o que está em disputa na Tailândia? Thaksin Shinawatra, irmão mais velho da atual primeira-ministra, quando foi ele mesmo primeiro-ministro, tentou levar um capitalismo moderno ao país submisso e terrivelmente assustado. E fez mais: deu moradias aos mais pobres, introduziu um excelente sistema gratuito universal de atendimento à saúde (muito mais avançado que qualquer coisa algum dia sequer proposta nos EUA), educação primária e secundária gratuita e de excelente qualidade, e outras ideias consideradas ameaçadoras pela ‘ordem mundial’, pelas elites feudais locais e pelo exército.

    As elites tailandesas, cujo ‘autoamor’ exige mais serem obedecidas, admiradas e temidas que qualquer outra coisa, reagiram quase imediatamente. O primeiro-ministro foi exilado, impedido de voltar ao país e passou a alvo de intensa campanha de difamação. Houve golpes militares, ‘alianças’ misteriosas, boatos e ‘mensagens secretas’ emitidas de ‘autoridade muito alta’. Houve matança, um verdadeiro massacre, quando os chamados ‘Red Shirts’ [camisas vermelhas], apoiadores de Shinawatra (que iam de reformistas a marxistas) foram executados por atiradores profissionais, vários deles com tiros na cabeça.

    Mas o povo, os pobres, a maioria da população da Tailândia, sobretudo os que vivem no norte e nordeste, reagiram, de modo quase estoico e com impressionante determinação. Quantas eleições houvesse, quanto mais o regime atacasse os partidos políticos pro-Shinawatra e os tornassem ilegais, mais novos partidos políticos surgiam, e sempre venciam as eleições.

    Em 2011, uma irmã de Shinawatra, Yingluck, com maioria no Parlamento, tornou-se primeira-ministra da Tailândia.

    Os ‘manifestantes’ bloquearam várias artérias centrais de Bangkok e declararam que “a Tailândia não está preparada para a democracia”. E que por isso, “se mais eleições fossem realizadas para determinar o futuro do país, as forças pró-Shinawatra continuariam a ser eleitas”. 

    Eleições ‘assim’, é claro, nunca seriam aceitáveis nem para as elites tailandesas nem para vários países ocidentais que, por décadas, beneficiaram-se das vantagens que o sistema feudal tailandês lhes garantia.

    Um general tailandês declarou que “não descarto a possibilidade de outro golpe militar.” E a oposição propôs (impôs) alguns conceitos nebulosos: um governo de tecnocratas, que governará até que a Tailândia esteja ‘pronta’ para votar (leia-se: até que todo o poder popular seja destruído e a eleição de algum governo pró-elites, pró-monarquia e pró-exército esteja ‘garantida’, em eleições ‘livres’).

    Enquanto se discutem essas ‘propostas’, gangues de delinquentes armados bloqueiam as vias públicas e os centros culturais (mas não os shopping centers). São descritos como ‘manifestantes pacíficos’ que ‘protestam’, tanto na Europa como nos EUA.

    E aqui nos aproximamos do xis da questão: o terrorismo dos militares e de elites feudais foi mascarado sob vestes de ‘rebelião’, até de ‘revolução’. Ganhou um manto de legitimidade e, até, um certo ar romântico.

    Mas é o fascismo que, outra vez, ergue sua cabeça horrenda. O ‘ocidente’ sabe perfeitamente disso. Mas está abertamente apoiando o regime que hoje governa de facto a Tailândia por trás das cortinas. Porque é o regime que o ‘ocidente’ ajudou a fabricar.

    ***

    Deixei Bangkok e no avião um pensamento não me saía da cabeça: em vários pontos do mundo sobre os quais escrevi nos últimos tempos vive-se realidade muito semelhante à da Tailândia hoje.

    Dos governos democraticamente eleitos, os mais progressistas em todo o mundo estão sob ataque severo de grupos de delinquentes armados, de bandidos, de elementos antissociais, quando não de terroristas conhecidos. 

    Vi a mesma coisa na fronteira sírio-turca. Ouvi as histórias de vários moradores daquela região, na cidade turca de Hatay, e no interior, na região da fronteira turco-síria.

    Ali, fui detido, impedido de trabalhar, interrogado pela polícia local, pelo exército e por grupo religiosos armados, quando tentava fotografar um daqueles ‘campos de refugiados’ construídos pela OTAN especialmente para opositores do governo sírio, onde os ‘refugiados’ recebem casa e comida, treinamento e armas, nessa área.

    Hatay foi varrida por jihadistas sauditas e qataris, organizados por EUA, União Europeia e Turquia, dos quais recebem apoio logístico, armas e dinheiro.

    O terror que esses grupos espalha nessa parte do mundo historicamente pacífica, multicultural e tolerante, quase nem se consegue descrever com palavras.

    Crianças de uma vila de fronteira narraram raids, roubos e violência, até assassinatos, cometidos por ‘rebeldes’ anti-Assad.

    Ali e em Istanbul, onde trabalhei com intelectuais turcos progressistas, com jornalistas e com profissionais da academia, ouvi, bem explicado, inúmeras vezes, que a ‘oposição’ anti-Assad estava sendo treinada, financiada e ‘encorajada’ pelo Ocidente e pela Turquia (que é membro da OTAN), e que estava causando morte e destruição de milhões de vida em toda a região.

    Agora, enquanto escrevo, o canal Russia Today está exibindo matéria exclusiva, da cidade síria de Adra, que foi saqueada e destruída por grupos pró-al Qaeda e por forças da ‘oposição’ pró-Ocidente, inclusive pelo Exército Sírio Livre.

    Nessa cidade, como muitos informaram, há um mês houve execuções públicas por apedrejamento, incineração em tonéis e degola.

    Em vez de cortar todo o apoio à ‘oposição’ síria, racista, pervertida, extremamente brutal, Washington continua a demonizar o governo de al- Assad e volta, outra vez, a ameaçar com ação militar.

    ***

    E os assassinos, nos países que elegeram governos progressistas ou patrióticos, foram contratados e pagos pelas elites locais, operando a favor do Império Ocidental. E, antes disso, as mesmas chamadas ‘elites’ foram contratadas e pagas ou, no mínimo, foram treinadas/’educadas’ pelo Ocidente.

    Num plano mais ‘intelectual’, os veículos da imprensa-empresa privada competem entre eles para ver qual o mais servil, o mais submisso às ordens e desejos dos agentes que os comandam de fora do país. Os militares e as forças feudalistas mais retrógradas, até forças completamente fascistas em todo o mundo (veja-se a Ucrânia, por exemplo) estão claramente retomando as rédeas, beneficiando-se e extraindo a máxima vantagem da nova ‘tendência’.

    Tudo isso está acontecendo, em diferentes tonalidades e com diferentes graus de brutalidade, na Tailândia, China, Egito, Síria, Ucrânia, Venezuela, Bolívia, Brasil, Zimbábue e em vários outros pontos, em todo o mundo.

    Pouco depois de ler o que escrevi sobre a Tailândia, publicado dia 30/1, meu leitor brasileiro reagiu: “Parecido com nosso Brasil: embora em ambiente mais leve, de cores menos brutais, talvez, mas substancialmente, a mesma coisa (…) Elites locais, agora mesmo, em janeiro de 2014, estão fazendo de tudo para impedir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (…) Você, experiente observador da América Latina, sabe disso muito bem.”

    O processo, as táticas, são quase sempre os mesmos: imprensa-empresa privada paga por anunciantes ou interessados ‘internacionais’, ou a imprensa-empresa privada norte-americana e europeia diretamente, só fazem trabalhar para desacreditar governos populares. Criam-se ‘escândalos’, atribuem-se cores partidárias a movimentos de ‘oposição’ sempre recém-constituídos [no Brasil a ‘cor’ é verde-rede e a ‘bandeira’ é ‘ecológica à moda Al Gore’; ou só oportunista, à moda Eduardo Campos; ou só interessada em tentar chegar ao poder para livrar a própria pele, à moda Aecinho (NTs)!], delinquentes e bandidos [alguns de ‘alta estirpe’ operando pela ‘mídia’] selecionados e bem pagos e, por fim, aparecem as armas, como que por milagre, nos ‘locais de protesto’.

    Se acontece de o governo ser ‘nacionalista’, autêntica e saudavelmente patriótico, e de defender interesses do povo local mais pobre contra o saque internacional (quer dizer, se não é como o governo Abe, no Japão, que é descrito como ‘nacionalista’, mas, de fato, trabalha completamente a favor da política externa dos EUA naquela parte do mundo), é imediatamente marcado. E seu nome logo surge numa lista invisível mas muito perigosa de alvos, à velha moda da máfia.

    Como Michael Parenti descreveu, correta e muito vivamente: “Faça do nosso jeito, ou quebramos suas pernas, capice?”

    Assisti ao presidente Morsi do Egito (de início, muito critiquei o governo de Morsi, como também critiquei o governo de Shinawatra, antes de que o verdadeiro terror tomasse conta do Egito e da Tailândia) ser derrubado pelos militares, os quais, em empreitada mascarada como de ‘modernização’, comandaram o processo de assassinar vários milhares do povo mais pobre do Egito.

    Estive várias vezes no Egito, ia e vinha, durante vários meses, filmando um documentário para a rede sul-americana de televisão Telesur.

    Horrorizado, sem acreditar nos meus próprios olhos, vi meus amigos revolucionários desaparecerem na clandestinidade, sumirem, escondidos, como se a terra os tivesse tragado, para salvar a própria vida. E isso enquanto famílias ‘tradicionais’, arrogantes, elogiavam os assassinos militares sem qualquer pudor, publicamente.

    A lógica e as táticas no Egito eram previsíveis: embora ainda capitalista e em certa medida ainda submisso ao FMI e ao Ocidente, o presidente Morsi e a Fraternidade Muçulmana mostravam um pouco menos de entusiasmo na colaboração com o Ocidente. Jamais de fato disseram ‘não’, mas isso não pareceu suficiente para o regime euro-norte-americano, o qual, nos tempos atuais, exige obediência total, incondicional, além do beija-mão (e outras partes menos nobres da anatomia). O regime de EUA e União Europeia exige obediência total à velha moda dos Protestantes, autoapagamento total e sempre presente sentimento de culpa. O regime ‘ocidental’ ordena hoje total e ‘sincero’ servilismo. 

    Parece que quase nenhum país, nenhum governo não alinhado merece escapar do total aniquilamento, se não se submeter totalmente.

    A coisa foi tão longe que, a menos que o governo em país em desenvolvimento como Filipinas, Indonésia, Uganda ou Ruanda, envie mensagem clara a Washington, Londres ou Paris de que “aqui estamos exclusivamente para fazê-los, vocês, no Ocidente, felizes”, ele se expõe ao risco de ser aniquilado, por mais democraticamente que tenha sido eleito, ainda que (e de fato especialmente se) for governo apoiado pela maioria dos eleitores.

    Nada disso, é claro, é novidade. Mas no passado as coisas eram feitas um pouco mais ‘discretamente’. Hoje, é tudo às claras. Talvez também isso seja proposital, para que ninguém se rebele, para que ninguém nem sonhe em rebelar-se contra o ‘ocidente’.

    Assim a revolução no Egito foi desencaminhada, destruída e morta com requintes de crueldade. Já nada resta da chamada “Primavera Árabe”, além de um aviso: nunca mais se atrevam a tentar, porque, se se atreverem…”.

    Ah, sim! Vi, no Egito, as elites dançando e celebrando sua vitória. As elites amam o exército. O exército é a garantia de que permanecerão sempre no zênite, o poder delas, intocado. As elites até fazem as crianças carregarem retratos dos líderes responsáveis pelo golpe, responsáveis por milhares de mortes, responsáveis pelo fim das maiores esperanças do mundo árabe.

    O que vi no Egito foi apavorante, e parecido com o golpe de 1973 no Chile (país que considero meu segundo ou terceiro lar); o golpe no Chile, que não tenho idade para lembrar, mas cujas imagens vi e revi muitas vezes filmadas, em silêncio, com horror que nunca arrefece.

    “Porque se não…” pode ser também a tortura e o assassinato do povo do Bahrain. “Porque se não…” pode ser a Indonésia em 1965/66. Ou pode ser o ‘colapso’ da União Soviética. “Porque se não…” pode ser aviões de passageiros explodidos em pleno voo; um avião cubano destruído por agentes da CIA. “Porque se não…” pode ser o Iraque, a Líbia, o Afeganistão reduzidos a ruínas, ou o Vietnã, Cambodia e Laos, bombardeados até ser reduzidos à Idade da Pedra. “Porque se não…” pode facilmente ser algum país inteiramente devastado como Nicarágua, Grenada, Panamá ou a República Dominicana. “Porque se não…” pode significar 10 milhões de pessoas assassinadas na República Democrática do Congo, para se saquearem os recursos naturais do Congo, ou porque seu grande líder, Patrice Lumumba falava forte e claro demais contra os imperialistas.

    Agora, no Egito, a gangue de Mubarak está rapidamente voltando ao poder. Ele foi o ‘demônio’ confiável, e o Ocidente rapidamente percebeu que deixá-lo cair seria grave erro estratégico; e então decidiu trazê-lo de volta ao poder, ele, pessoalmente ou, pelo menos, seu legado, ao custo de milhares de (insignificantes) vidas egípcias e contra o desejo de praticamente o país inteiro.

    Tampouco podem cair, é claro, no Egito, os militares. Os EUA investiram bilhões e bilhões de dólares naquele exército e os soldados estão agora, literalmente, no controle de metade do país. E é organização muito confiável: mata sem escrúpulos qualquer ser que tente construir uma sociedade socialmente mais justa na mais populosa nação árabe do planeta. E o exército joga ao lado de Israel. E ama o capitalismo.

    Tailândia e Egito: dois países separados por milhares de quilômetros, duas diferentes culturas, em dois continentes. Nos dois países, o povo votou e elegeu os líderes que quis. E, vejam, não são governos comunistas: na Tailândia, um governo de orientação social apenas moderada; no Egito, apenas um governo moderadamente nacionalista e islâmico.

    Nos dois casos, as elites feudais e fascistas entraram imediatamente em ação. Os que estão por trás daquelas elites, os que as financiam e lhes dão apoio ‘moral’ são, me parece, absolutamente visíveis.

    ***

    A Ucrânia nem é vítima nova das táticas de desestabilização da União Europeia a qual, parece, já é tão doentiamente gananciosa que já não consegue nem controlar-se. A União Europeia baba, baba muito, imaginando o quanto lhe renderão as riquezas naturais da Ucrânia, e treme de desejo, ante aquela força de trabalho, barata e altamente escolarizada.

    As empresas europeias querem entrar na Ucrânia, seja como for. Mas é preciso precaver-se: não vão as hordas de ucranianos invadir a União Europeia, aquela sagrada fortaleza racista. A Europa pode saquear todo o planeta, mas é brutalmente fechada a todos os que tentem entrar e “roubar nossos empregos”.

    É claro que a União Europeia não pode fazer na Ucrânia o que faz livremente em muitos lugares, como na República Democrática do Congo. Não pode simplesmente chegar e pagar países ‘seus procuradores’, como paga aos governos de Ruanda e de Uganda (já responsáveis por mais de 10 milhões de congoleses mortos em menos de vinte anos), para que saqueiem a Ucrânia e matem todos os que resistirem ao saque.

    Ao longo dos séculos, repetidas vezes, a Europa provou que é capaz de massacrar nações inteiras sem mercê (ao mesmo tempo em que guarda zero de memória histórica dos massacres) e quase sem nenhum princípio moral, pelo menos se comparada ao resto do mundo. Mas a Europa é escolada, e, diferente dos EUA, sabe muito de táticas, estratégia e Relações Públicas.

    O que a União Europeia fez na Líbia é bem claro. Quem acredite que os EUA agem sozinhos, terá de disciplinar-se muitíssimo para não ver o quanto são próximos e interligados os interesses dos velhos e dos novos usurpadores da África, da Ásia, da América Latina, do Oriente Médio e da Ásia e Oceania. A França age hoje, outra vez, como arqui-saqueadora neocolonial, sobretudo na África.

    Mas a Ucrânia está ‘logo ali’, perto demais, em termos geográficos, da própria União Europeia. Tem de ser desestabilizada, mas a coisa tem de parecer muito legítima. A ‘rebelião’, a ‘revolução’, o ‘levante dos povos’: isso, sim, é jeito ‘adequado’ de lidar com as coisas.

    Há mais de um mês, alguém propôs negócio bizarro: as empresas europeias seriam autorizadas a entrar e limpar a Ucrânia dos seus recursos naturais; mas o povo da Ucrânia não seria autorizado sequer a ir trabalhar na União Europeia.

    O governo, lógica e sensivelmente, rejeitou o ‘negócio’. Então, de repente, à moda tailandesa ou à moda egípcia, todas as ruas de Kiev amanheceram cheias de bandidos armados com porretes e até com rifles e pistolas, e puseram-se a depredar a capital, exigindo a renúncia do governo democraticamente eleito.

    Os grupos de delinquentes incluíam muitos neonazistas, antissemitas e criminosos comuns. E foram fortalecidos pelo medo à moda tailandesa, do governo ucraniano, de usar a força. Agora, já estão queimando vivos os policiais; ocuparam e bloquearam prédios públicos, impedindo o funcionamento regular do governo.

    Exatamente como seus predecessores da ‘revolução laranja’, foram fabricados e atentamente modelados, antes de serem soltos no grande mundo.

    ***

    Na África, para citar apenas alguns casos, o pequeno estado de Seychelles, que segundo a ONU alcançou o mais alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo, foi, durante anos bombardeado por críticas e tentativas de desestabilização. O governo de Seychelles provê excelente atendimento público à saúde (inclusive todos os remédios) e excelente educação pública universal e gratuita. O povo de Seychelles come bem e mora bem. Claro que não é sociedade perfeita, mas, com as ilhas Maurício, é o melhor que o continente africano tem a exibir. Nada disso parece fazer qualquer diferença.

    Propaganda produzida fora das ilhas, e a imprensa-empresa privada patrocinada principalmente por empresas britânicas de oposição ao atual governo, estão destruindo o sistema das Seychelles.

    Fica-se quase sem entender por quê; mas basta examinar mais de perto e conhecer o modo como o Império opera, e as coisas logo aparecem, bem claras. As ilhas Seychelles mantiveram, durante longo tempo, cooperação estreita com Cuba e com a República Popular da Coreia do Norte no campo da educação pública e em vários outros campos. Converteram-se em ilhas ‘socialistas’ demais, para os critérios do Império. Aqueles aposentados que nada querem além de estilo hedonista de vida (privada) até suportariam viver cercados de (mar) azul, de (serviçais) amarronzados, mas nunca, em nenhum caso, de vermelhos.

    A Eritreia, apelidada de “a Cuba africana”, pode até ser nação orgulhosa e determinada; mas foi decretada pária total e estado-bandido por várias potências ocidentais. Impuseram sanções ao país, que tinha de ser castigado por… ninguém sabe exatamente por quê.

    “Estamos trabalhando para ser país inclusivo, democrático, justo e igualitário” – disse-me recentemente o Diretor de Educação da Eritreia, no Quênia. “Mas quanto mais fazemos, quanto mais conseguimos melhores condições de vida para nosso povo, mais alguns países ocidentais parecem enfurecidos…” É homem experiente e não parecia surpreendido. Estávamos só ‘comparando anotações’.

    O Zimbábue é outro caso claro e extremo. Ali, o Ocidente apoia clara e abertamente ‘a oposição’ contra governo amado e apoiado pela grande maioria da população: o governo que se constituiu na luta de libertação contra o colonialismo e o imperialismo.

    Indignado com a quantidade imensa de mentiras publicada principalmente pela imprensa-empresa privada britânica, estive no Zimbábue ano passado, e desconstruí ponto a ponto os principais argumentos do que aqueles veículos estavam publicando contra Harare. Nem é preciso dizer que o artigo que CounterPunch publicou[1] despertou grande indignação contra a propaganda pró-ocidente em todo o continente africano.

    O ocidente também constrói e alimenta ‘rebeliões’ e ‘oposição’ contra governos democraticamente eleitos na Venezuela, Bolívia, Cuba, Brasil e Equador, para citar só alguns países que aparecem com destaque na lista de alvos.

    Na Venezuela, os EUA patrocinaram golpe abortado e pagam diretamente a centenas de organizações, ‘ONGs’ e veículos da imprensa-empresa privada, com o único objetivo de derrubar os governos e o processo revolucionário chavistas.

    Em Cuba, o povo dessa nação humanista, letrada e progressista vive sob furioso ataque há décadas. O que os cubanos enfrentaram e enfrentam só pode ser definido como terrorismo. Os EUA e o ocidente já patrocinaram invasões, saques, atos terroristas e até planos para alterar padrões meteorológicos, na tentativa de provocar secas e/ou inundações; além de envenenar colheitas.

    Qualquer ‘dissidente’ cubano, qualquer bandido que pegue em armas contra o sistema e o governo de Cuba passa imediatamente a receber dinheiro e apoio dos EUA.

    Mas até veículos da imprensa-empresa privada ocidental, que fazem pesquisas clandestinas em Cuba, não raras vezes acabam por conclui que a maioria dos cidadãos cubanos apoio o governo e o sistema do país. Mas essas conclusões enfurecem ainda mais o ocidente e os veículos de mídia. O povo cubano está pagando alto preço pela própria liberdade, pelo próprio orgulho e pela própria independência.

    Há inúmeros outros exemplos de como se constroem ‘oposições’ e terrorismo contra governos ‘impopulares’ (do ponto de vista do ocidente). 

    Os bolivianos quase perderam sua província de Santa Cruz, ‘branca’ e de direita, quando um movimento separatista, ao que se sabe financiado pelos EUA (chamado movimento ‘de independência’), obrava para evidentemente tentar punir o governo extremamente popular de Evo Morales, por ser ‘tão’ socialista, ‘tão’ indígena e tão votado. 

    O Brasil, em mais uma grande demonstração de solidariedade e internacionalismo ameaçou invadir e resgatar a província para a Bolívia, ajudando assim a preservar a integridade territorial do país vizinho. Assim, só o peso do Brasil, esse gigante pacífico e altamente respeitado, salvou a Bolívia da secessão e da destruição quase certa.

    Pois, agora, até o Brasil já está sob ataque dos ‘fabricantes de oposição’! 

    Não quero, aqui,  escrever muito sobre a China. Os leitores já conhecem minha posição. Mas, em resumo: quanto mais trens de alta velocidade o governo comunista constrói; quanto mais parques públicos; quanto mais distribui equipamento para exercícios pelos parques; quanto mais há linhas de transporte público e calçadas amplíssimas; quanto mais volta a crescer o atendimento médico universal e gratuito à população; quanto mais são bem-sucedidos os planos para tornar toda a educação livre e gratuita para todos os chineses – mais a China é demonizada e descrita como ‘mais capitalista que os países capitalistas’ (embora mais de 50% de tudo que a China produz seja produzido pelo estado, não por empresas privadas).

    A Rússia, como China, Cuba ou Venezuela, é incansavelmente demonizada, todos os dias, todas as horas. Não há oligarca nem ‘celebridade’ pop que não se sinta autoridade para criticar o governo do presidente Putin; e basta criticá-lo para ser imediatamente elevado ao nível de santidade pelos governos de EUA e Alemanha, dentre outros governos ocidentais.

    Não o criticam, contudo, por causa dos recordes no campo dos direitos humanos. Só o criticam tanto porque a Rússia, como países latino-americanos e como a China, estão bloqueando com determinação as tentativas do ocidente para desestabilizar e destruir países independentes e progressistas, por todo o mundo. A demonização pelo ocidente tem a ver também com a crescente influência do jornalismo russo, especialmente RT (Rússia Today), que se converteu em voz jornalística, com jornalismo de boa qualidade, da resistência contra a propaganda do ocidente pelo ocidente. Nem preciso dizer que me alio, como jornalista e como autor, com muito orgulho, a RT e aos seus esforços.

    ***

    Já não há dúvidas de que o que o mundo sofre hoje pode ser descrito como ‘a nova onda’ de uma ofensiva ocidental imperialista. Essa ofensiva está operando em todos os fronts, e está em rápida aceleração. Durante os governos de Barack Obama, que ostenta seu Prêmio Nobel da Paz e de seus neoconservadores europeus que vestem, se não por fora, com certeza na alma, as camisas marrons dos nazi-‘socialistas’; e do primeiro-ministro fascista reeleito no Japão, o mundo está-se tornando lugar extremamente perigoso. É como vilarejo de fronteira invadido por todos os facínoras da área.

    A percepção bíblico-apocalíptica segundo a qual ‘os que não estão comigo estão contra mim’ vai ganhando nova profundidade.

    E atenção às cores. Atenção aos ‘levantes’. Atenção aos ‘protestos’ contra governos eleitos. Alguns são autênticos; outros são produzidos, nada ‘naturalmente’ pelo imperialismo e pelo neocolonialismo. Qual é qual? 

    Tudo parece extremamente confuso e as maiorias, na opinião pública estão sendo afogadas de propaganda distribuída à farta pela imprensa-empresa privada. De fato, as coisas são feitas precisamente para confundir cada vez mais! Quanto mais confundidas as pessoas, menos capazes são para ver e rebelar-se contra a opressão e os riscos reais que as ameaçam.

    Mas no final, apesar de tudo, o povo da Tailândia votou dia 2 de fevereiro. Tiveram de escalar barricadas e de lutar contra os que tentavam fechar as sessões e urnas eleitorais.

    E na Ucrânia, a maioria ainda apoia o governo eleito.

    Venezuela e Cuba, furiosamente atacadas, não caíram.

    As gangues jihadistas ainda não controlam a Síria.

    Eritreia e Zimbábue ainda defendem os seus governos eleitos.

    Gente não é gado. Em muitos pontos do mundo as pessoas já percebem quem são os reais inimigos.

    Quando os EUA patrocinaram o golpe contra Chávez, os militares não acompanharam os golpistas; e quando um empresário escolhido a dedo foi posto pelos golpistas na presidência, os militares manobraram seus tanques na direção de Caracas, para defender o presidente legítimo e eleito. A revolução chavista sobreviveu ao golpe.

    Chávez já morreu, e há quem diga que foi envenenado; que foi infectado criminosamente, que o norte o assassinou. Não sei se é verdade, mas, antes de morrer, Chávez foi fotografado, inchado e suando, já sofrendo de uma doença incurável, mas sempre orgulhoso e determinado. No momento daquela fotografia, Chávez dizia “Aquí no se rinde nadie!”, aqui ninguém se rende.  Essa única imagem e essa frase curta inspiraram milhões.

    Lembro que, ano passado, em Caracas, parei à frente de um enorme cartaz com o rosto dele e sua frase. Pensei em agradecer-lhe. Se pudesse, lhe daria um abraço. Não porque fosse perfeito – e não foi perfeito. Mas porque sua vida e suas palavras inspiraram milhões, arrancaram nações inteiras do pântano do medo, da depressão e do luto, da escravidão. O que se lê no rosto, naquele cartaz é claro: “Eles fazem o diabo para acabar com você, mas você resiste. Você cai, mas levanta e volta à luta. Tentam matar você, mas você luta. Por justiça, pelo seu país, por um mundo melhor.” Chávez não me disse nada disso, é claro. Mas foi o que ouvi, claramente, diante daquele cartaz.

    Naquele momento, grande parte da América do Sul já estava livre e unida contra o imperialismo ocidental, e forte, difícil de derrotar. É. Aqui, ninguém se rendeu.

    O resto do mundo é ainda muito vulnerável e continua algemado.

    O Ocidente vive a fabricar e, na sequência, a apoiar as forças da opressão – sejam feudais sejam religiosas. Quanto mais oprimido o povo, menos coragem e disposição para lutar por justiça e pelos próprios direitos. Quanto mais assustadas estejam, mais fácil controlar as pessoas.

    Feudalismo, opressão religiosa e sanguinárias ditaduras de direita, tudo isso serve perfeitamente bem tanto ao fundamentalismo de mercado do império, como à sua obsessão por controlar todo o planeta.

    Mas esse é um arranjo anormal do mundo; é temporário. Os seres humanos anseiam já por mais justiça. Na essência, somos uma espécie decente. Albert Camus conclui, com muita razão no seu poderoso romance A Peste[2] (analogia com a luta contra o fascismo): “há mais a admirar que a desprezar nos seres humanos.” 

    O que o ocidente faz hoje ao mundo – provocar, criar, inventar conflitos; apoiar hordas de bandidos e de terroristas; sacrificar a vida de milhões em todo o mundo, para servir a interesses comerciais –, nada disso é novidade sob o sol. Já foi chamado de Fascismo Ordinário.[3] E o fascismo no passado veio e foi derrotado. Será outra vez derrotado, porque é erro, porque trabalha contra a grandeza humana e o crescimento humano, e porque as pessoas, em todo o mundo já veem que as estruturas feudais, antiquadas, que o fascismo ocidental tenta impor em todo o mundo são coisa do século 18, não do século 21. E nunca mais serão toleradas.

     

    [1] 15-17/3/2013, Counterpunch, em http://www.counterpunch.org/2013/03/15/harare-is-it-really-the-worst-city-on-earth/

    [2] CAMUS, Albert. [1947] A Peste. Rio de Janeiro: Abril Cultural, 1984.

    [3] http://melhoresfilmes.com.br/filmes/ordinary-fascism Baixa-se o filme, dehttp://kickass.to/search/ordinary%20fascism/

    https://jornalggn.com.br/blog/adriano-s-ribeiro/como-o-%E2%80%98ocidente%E2%80%99-fabrica-%E2%80%98movimentos-de-oposicao%E2%80%99-segundo-o-counterpunch

  22. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:38 pm

    Russian laws choking free speech must be repealed now

    Carta aberta de + de 200 escritores de todo o mundo p/ que a Rússia revogue suas leis contra a liberdade de expressão 

    http://www.theguardian.com/world/2014/feb/06/russian-laws-choking-free-speech-repealed

    The Guardian, Thursday 6 February 2014

    The story of modern Russia is the story of dramatic, almost seismic change. Russian voices, both literary and journalistic, have always striven to make themselves heard above the clamour of their nation’s unfolding story – commenting on it, shaping it and, in doing so, contributing to the political and intellectual shape of the world far beyond their country’s borders. But during the last 18 months, Russian lawmakers have passed a number of laws that place a chokehold on the right to express oneself freely in Russia. As writers and artists, we cannot stand quietly by as we watch our fellow writers and journalists pressed into silence or risking prosecution and often drastic punishment for the mere act of communicating their thoughts.

    Three of these laws specifically put writers at risk: the so-called gay “propaganda” and “blasphemy” laws, prohibiting the “promotion” of homosexuality and “religious insult” respectively, and the recriminalisation of defamation. A healthy democracy must hear the independent voices of all its citizens; the global community needs to hear, and be enriched by, the diversity of Russian opinion. We therefore urge the Russian authorities to repeal these laws that strangle free speech, to recognise Russia’s obligations under the international covenant on civil and political rights to respect freedom of opinion, expression and belief – including the right not to believe – and to commit itself to creating an environment in which all citizens can experience the benefit of the free exchange of opinion.

    Aki Kaurismäki, Abdizhamil Nurpeisov, Alejandro Sánchez-Aizcorbe, Alek Popov, Aleksandar Hemon, Alexander Gorodnitskiy, Alexey Simonov, Ali Smith, Alix Ohlin, Anders Heger, Anders Jerichow, Andrea Reiter, Andrei Nekrasov, Andrej Nikolaidis, Angel Cuadra, Annabel Lyon, Anthony Appiah, Antonio Della Rocca, Ariel Dorfman, Arnon Grunberg, Bei Dao, Bei Ling, Bigeldy Gabdullin, Carl Morten Iversen, Carme Arenas, Carol Ann Duffy, Cary Fagan, Charles Foran, Charlotte Gray, Chen Maiping, Ching-His Perng, Christine McKenzie, Christoph Hein, Clayton Ruby, Daniel Cil Brecher, Daniel Leuwers, Daša Drndic, David Bezmozgis, David Malouf, David Van Reybrouck, DBC Pierre, Debbie Ohi, EL Doctorow, Edward Albee, Eeva Park, Elfriede Jelinek, Elif Shafak, Ellen Seligman, Emile Martel, Entela Kasi, Eric Lax, Erwin Mortier, Eugene Benson, Eugene Schoulgin, Evelyn Juers, Francine Prose, Francois Thisdale, Françoise Coulmin, Fred Viebahn, Freya Klier, Gabrielle Alioth, Gao Yu, George Melnyk, Gert Heidenreich, Gioconda Belli, Gloria Guardia, Günter Grass, Günter Kunert, Guy Stern, Haroon Siddiqui, Helaine Becker, Helen Garner, Herkus Kuncius, Hori Takeaki, Ian McEwan, Igor Irteniev, Ilija Trojanow, Indrek Koff, Ingo Schulze, Irina Surat, Jane Urquhart, Janice Williamson, Janne Teller, Jarkko Tontti, Jean-Luc Despax, Jeffrey Eugenides, Jennifer Clement, Jennifer Egan, Jennifer Lanthier, Jo Glanville, Jo Hermann, Joanne Leedom-Ackerman, John Ashbery, John Massey, John Ralston Saul, Joke van Leeuwen, Jon Lee Anderson, Jonathan Franzen, Jonathan Lethem, Josef Haslinger, Jostein Gaarder, Jukka Koskelainen, Jukka Laajarinne, Julian Barnes, Karen Connelly, Katherine Govier, Kätlin Kaldmaa, Kirsty Gunn, Kjell Westö, Klaus Staeck, Kyo Maclear, Larry Siems, Laurel Croza, Laurence Paton, Lauri Otonkoski, Lawrence Hill, Leena Parkkinen, Linwood Barclay, LIU Di, Lorna Crozier, Louise Dennys, Lucina Kathmann, Ludmila Ulitskaya, Ma Jian, Ma Thida, Magda Carneci, Margaret Atwood, Margie Orford, Marian Botsford Fraser, Mark Harris, Markéta Hejkalová, Markus Nummi, Marsha Skrypuch, Masha Gessen, Max Alhau, Michael Guggenheimer, Michael Krueger, Michael MacLennan, Michael Ondaatje, Michelle de Kretser, Miriam Cosic, Myrna Kostash, Nadezda Cacinovic, Neetha Barclay, Neil Bissoondath, Neil Gaiman, Nelofer Pazira, Niels Barfoed, Nino Ricci, Ola Larsmo, Oleg Khlebnikov, Olga Kuchkina, Orhan Pamuk, Patricia Storms, Patrick Lane, Paul Auster, Per Wästberg, Peter Godwin, Peter Normann Waage, Peter Schneider, Peter Stamm, Peter von Bagh, Philip Slayton, Philippe Pujas, QI Jiazhen, Raficq Abdulla, Ralph Giordano, Raymond Louw, Rein Raud, René Appel, Riikka Pelo, Robert Chang, Rohinton Mistry, Ron Deibert, Russell Banks, Salman Rushdie, Sarah Slean, Sergey Gandlevskiy, Sheila Heti, Sheree Fitch, Simon Racioppa, Siri Hustvedt, Sirpa Kähkönen, Sjón, Smagul Yelubay, Sofi Oksanen, Sreko Horvat, Steven Galloway, Susan Coyne, Susin Nielsen, Suzanne Nossel, Sylvestre Clancier, Tanis Rideout, Terry Fallis, Thomas Keneally, Tienchi Martin-Liao, Tomica Bajsic, Tone Peršak, Tony Cohan, Tony Kushner, Ulrich Beck, Uwe Timm, Valery Nikolayev, Veronika Dolina, Vida Ognjenovic, Vilja-Tuulia Huotarinen, Vincent Lam, Vladislav Bajac, William Nygaard, William Schwalbe, Wole Soyinka, Yang Lian, Yann Martel, Yuri Ryashentsev, Zhang Yu, Zhao Shiying, Ching-Hsi Perng

     

  23. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 8:40 pm

    ‘O ódio de qualquer tipo não pode ocorrer no século 21′

    http://www.onu.org.br/o-odio-de-qualquer-tipo-nao-pode-ocorrer-no-seculo-21-diz-chefe-da-onu-na-russia-sobre-homofobia/

    ‘O ódio de qualquer tipo não pode ocorrer no século 21′, diz chefe da ONU na Rússia sobre homofobia

    Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o representante do Comitê Olímpico Internacional. Foto: ONU

    Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o representante do Comitê Olímpico Internacional. Foto: ONU

    “As Olimpíadas mostram o poder do esporte de unir indivíduos, independente da sua idade, raça, religião, habilidade, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta quinta-feira (6) em seu discurso na 126ª sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Sochi, na Rússia, também reconhecendo o poder do esporte para promover os direitos humanos.

    “Todos nós devemos levantar nossas vozes contra ataques a gays, lésbicas, bissexuais ou pessoas trans”, salientou Ban, acrescentando que “o ódio de qualquer tipo não pode ocorrer no século 21”.

    Ele destacou a necessidade de combater “demonstrações racistas horríveis e dolorosas em jogos esportivos”.

    Ban também reiterou seu apelo para que todas as partes em conflito honrem a Trégua Olímpica, especialmente na Síria, no Sudão do Sul e na República Centro-Africana, afirmando que ela pode “criar uma abertura para a paz duradoura”.

    “Os atletas enviam uma mensagem unificada de que as pessoas e as nações podem pôr de lado as suas diferenças”, disse ele, ressaltando que se os atletas podem fazer isso nas arenas esportivas de Sochi, os líderes de combates em todo o mundo devem fazer o mesmo.

    A trégua simbólica, que começou uma semana antes dos XXII Jogos Olímpicos de Inverno, durará até uma semana após o encerramento dos XI Jogos Paraolímpicos de Inverno, que será realizado de 7 a 16 de março.

    Ban sublinhou a natureza essencial dos Jogos Paraolímpicos de Inverno de Sochi e destacou como o Movimento Olímpico promove os direitos humanos, que incluem os direitos das pessoas com deficiência, declarando que ele é “uma das milhões de pessoas inspiradas por esses atletas”.

    Ban lembrou que “a popularidade dos esportes transcende todas as barreiras”, enfatizando o poder e a importância do esporte para a “paz e o desenvolvimento” mundial.

    “Os Jogos Olímpicos também serviram para acabar com os estereótipos negativos e construir atitudes positivas. Fico feliz que a ONU conta com muitos atletas olímpicos como campeões de nossas causas – paz, desenvolvimento e direitos humanos. Estes esforços estão ajudando no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os nossos objetivos para combater a pobreza, a doença, a degradação ambiental e a desigualdade”, afirmou o chefe das Nações Unidas.

    Em seu discurso, Ban também apreciou as garantias do presidente russo Vladimir Putin, de que “não haverá qualquer tipo de discriminação”, e de que as pessoas de qualquer orientação sexual são bem-vindas para competir e desfrutar os Jogos Olímpicos.

    Em uma coletiva de imprensa ao lado do presidente do COI, Thomas Bach, Ban disse que “os Jogos Olímpicos nos dão uma oportunidade para celebrar o direito de todos competirem nas mesmas condições, não importa como eles são, de onde vêm ou quem eles amam”.

    1. Frederico69

      7 de fevereiro de 2014 9:07 pm

      tu viu

      o comentário do CIDI (Instituto Canadense de Diversidade e Inclusão)??

      como é do uol não sei se tem como inserir o video direto, mas tem o link para a reportagem.

      http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2014/02/07/f-1-e-canadenses-usam-bom-humor-para-contra-atacar-lei-anti-gay-em-sochi/

      1. Gunter Zibell - SP

        7 de fevereiro de 2014 9:33 pm

        vi sim

        mas não é meu humor favorito. 

        Tem um que eu gostei mais mas não sei incorporar:

        http://www.funnyordie.com/videos/c341b04e8c/sochi-s-olympic-welcome-video-for-homosexuals

  24. Gão

    7 de fevereiro de 2014 9:14 pm

    As intenções ocidentais e as sabotagens aos jogos

    Moscou, 1980 e Los Angeles, 1984 – os Jogos Olímpicos de Moscou, capital da URSS foram boicotados por parte dos países do bloco capitalista. Ainda que a Guerra Fria tivesse arrefecido nos anos 60 e 70, ela voltou à tona e com força nos anos 80. Mesmo durante o governo Carter, marcado pela defesa dos direitos humanos, os EUA restauraram a bipolaridade, com uma certa guinada conservadora, que só aumentou no governo Reagan. Durante as Olimpíadas de 80 os americanos ainda estavam sob o governo Carter e iriam fazer de tudo para botar água no chope, ou na vodka, dos russos.

    O ursinho Misha, mascote
    dos Jogos Olímpicos de
    Moscou chora no
    encerramento: 61 países
    boicotaram o evento
    em represália à
    invasão soviética no
    Afeganistão.            Faltava-lhes um pretexto. E ele veio com a invasão soviética sobre o Afeganistão em 1978. Há muito tempo que o país já era área de influência de Moscou, travando relações desde 1919. Na década de 70, o Afeganistão era governado pelo príncipe Daud, que buscava aproximação com os EUA e a China, mas foi derrubado em 1978 pelo Partido Democrático do Povo Afegão (PDPA), ligado à União Soviética. O Afeganistão sempre foi um país muito pobre e agrário, com a política centralizada na área da capital, Cabul. Este partido pró-soviético entrou em atrito com latifundiários locais e com o clero muçulmanos por questões como a reforma agrária e os direitos das mulheres.            O PDPA não estava conseguindo impor estas metas ao povo afegão, pois havia forte oposição, inclusive armada das partes já citadas. Foi nesse contexto que a União Soviética decidiu intervir militarmente. Derrubou o governo que a apoiava, mas que não tinha simpatia da população, contudo a guerrilha continuava e os soviéticos permaneceram ocupando a região para manter o Afeganistão sob sua esfera de influência. Os EUA intervieram indiretamente na questão: enviaram dinheiro e armamentos para guerreiros fundamentalistas islâmicos. A luta foi especialmente difícil para a URSS devido ao terreno montanhoso da região. Ao fim, o confronto teve um alto custo para os soviéticos, sendo uma espécie de Vietnã para estes.            Os russos haviam sido alertados que caso continuassem com a ocupação os Jogos Olímpicos seriam boicotados. Como resposta os EUA e outros sessenta países não enviaram atletas para Moscou. Em represália ao boicote de Moscou, a URSS e outros países do leste europeu boicotaram os Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles, alegando falta de segurança para seus atletas. A rigor entre 1952 e 1976, soviéticos e americanos passaram para a Guerra Fria para o esporte. As disputas pelo primeiro lugar no quadro de medalhas entre os dois países eram reflexo do confronto entre os principais países dos blocos socialista e capitalista. http://historiaeavida.blogspot.com.br/2012/08/jogos-olimpicos-entre-o-esporte-e.html Resultado dos desejos ocidentais: Bin laden 

  25. Gão

    7 de fevereiro de 2014 9:29 pm

    Por evitar la guerra aplauden a Putin, no a Obama
    © AFP Alexei Nikolsky

    “Por evitar la guerra aplauden a Putin, no a Obama”, sostiene Alexéi Pushkov, director del Comité para Asuntos Internacionales de la Cámara baja del Parlamento ruso, a raíz del acuerdo logrado este sábado entre Rusia y EE.UU. sobre Siria.

    Guerra en Siria

    ¿Cuál es la verdadera estrategia de EE.UU. en Oriente Medio?Rebeldes sirios liberan a cientos de prisioneros“En Siria nace un nuevo fascismo, una peste”Leer Más »

    “Obama convenció a poca gente. La mitad del mundo apoyó a Rusia en tensar la cuerda con EE.UU.”, dijo Pushkov a traves de su cuenta en Twitter.

    El acuerdo alcanzado este sábado en Ginebra entre Rusia y EE.UU. sobre el plan de entrega de los arsenales químicos sirios bajo control internacional, que servirá de base para una resolución de la ONU, ha sido elogiado por muchos países y organizaciones internacionales. Incluso los medios de comunicación que durante las negociaciones en Ginebra trataron con escepticismo la postura de Rusia en la resolución de la crisis siria, reconocieron los méritos de los diplomáticos rusos.  El artículo que el presidente ruso, Vladímir Putin, publicó esta semana en ‘The New York Times’, y en que el mandatario se dirigía directamente a los ciudadanos de EE.UU. con argumentos en contra de la acción militar en Siria, ha generado una acalorada reacción en EE.UU. 
     

    EE.UU. pierde el monopolio en tomar las decisiones globales  

    “El acuerdo de Ginebra frustra los planes de los partidarios del ataque militar, de McCain a Al Qaeda, pero no garantiza una solución política de la crisis “, escribió Pushkov.  
     
    En cuanto a la gestión de la crisis por parte de Washington. Pushkov subrayó que “EE.UU. pierde el monopolio en tomar las decisiones globales”, después de que en la cumbre G20 los países miembros de BRICS apoyaran la postura de Rusia sobre Siria y de que los países miembros de la Organización de Cooperación de Shanghái firmaran una declaración apoyando la iniciativa rusa.

    http://actualidad.rt.com/actualidad/view/105739-guerra-siria-exito-putin-obama

  26. João Alexandre

    7 de fevereiro de 2014 9:35 pm

    Desinformação

    A desinformação é tanta que em um primeiro momento pensei que a Rússia tivesse proibido atletas gays de participarem das olimpíadas…

    1. Gunter Zibell - SP

      7 de fevereiro de 2014 9:42 pm

      Proíbe que usem pins ou pintem as unhas.

      E que se declarem LGBT em pódios. Isso em comum acordo com o COI, que também é muito criticado.

      E proíbem que turistas segurem bandeiras do arco-íris.

      E proíbem qualquer manifestação sobre a lei, que não pode ser questionada.

      É mais ou menos como se proibia a existência de partidos ou que se falasse a respeito de direito de greve e/ou de expressão.

      Se bem que nos anos 1970, no Brasil, não era proibido declarar-se pelo fim da censura.

      A paranoia anti-LGBT da Rússia é tão grande que agora estão recolhendo livros em função das capas. (Pelo menos nas ditaduras militares latinoamericanas o problema era o conteúdo.)

      http://www.gaystarnews.com/article/russia-removes-children%E2%80%99s-book-over-gay-propaganda-fears060214

       

  27. Gilson AS

    7 de fevereiro de 2014 9:49 pm

    A delegação da Alemanhã

    A delegação da Alemanhã entrou com uniforme nas cores do arco íris.

    1. Gunter Zibell - SP

      7 de fevereiro de 2014 9:52 pm

      Não, isso é hoax.

      O uniforme alemão é vermelho, azul, amarelo, verde e branco.

      O arcoíris LGBT têm 6 cores (não 7) que sempre são vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo.

      Nem o arcoíris que aparece na luva de uma atleta holandesa é igual ao LGBT.

  28. Gunter Zibell - SP

    7 de fevereiro de 2014 9:58 pm

    Tempos de ‘Farenheit 451’

    http://www.gaystarnews.com/article/russia-removes-children%E2%80%99s-book-over-gay-propaganda-fears060214

    Russia removes children’s book over gay propaganda fears

     Politicians have called on government to approve raids of children’s book shops, in order to make sure they are not learning about homosexuality06 FEBRUARY 2014 | BY JOE MORGAN 

    A Russian library has removed a children’s book over fears it breaks the ‘gay propaganda’ ban.

     ‘Families. Ours and Theirs’ by Vera Timenchik was donated to the Ulianovsk Regional Scientific Library under a charity project aiming to teach diversity and tolerance to children aged 10 – 13.

    Timenchik’s book explores all the different types in families in various countries and cultures. It also includes information on same-sex marriage.

    The book has already been removed from Ulianovsk Regional Scientific Library.

    ‘There is a problem with the contents of this book, because the promotion of such [homosexual] relations is prohibited by the Russian law,’ a spokesman for the local prosecutor’s office said, according to RIA Novosti.

    Late last year, shops were forced to remove a history book about LGBT icons in the Saratov region.

    The book, which celebrated people like Elton John, Ellen DeGeneres and Russia’s own Tchaikovsky, was censored because it ‘deliberately released as confectionary designed for children, having a bright cover and nice glossy paper’.

    State Duma deputy Olga Batalina has supported raids, promising to fine book stores heavily if they catch them supporting gay literature.

    – See more at: http://www.gaystarnews.com/article/russia-removes-children%E2%80%99s-book-over-gay-propaganda-fears060214#sthash.hXEApFKt.dpuf

  29. Thiago Luiz

    7 de fevereiro de 2014 10:25 pm

    De fato não.

    A Russia nunca proibiu atletas gays nas olimpiadas de inverno.

    O ponto em questão é qual motivo, razão e circunstância o presidente russo Vladimir Putin adotou leis contra a “propaganda a favor da homosexualidade”?

    por que até onde eu sei o comportamento sexual não é determinado por “propaganda”(a não ser na cabeça do Putin).

    Putin poderia ser a vanguarda anti-Washingtom e aliados, mas resolveu dar mais munição aos inimigos.

    1. Gunter Zibell - SP

      8 de fevereiro de 2014 12:25 am

      Motivos de Putin

      A popularidade do governo depende da manutenção de elevados preços para hidrocarbonetos. Estes quintuplicaram de preço em 10 anos, versus a triplicação dos preços de minerais e alimentos.

      Isso faz com que a Rússia dificulte alguns processos de paz no Oriente Médio. Eu acho que só por ingenuidade alguém acha que a Rússia apoia tão firmemente o Irã desinteressadamente.

      Mas o processo de rápido crescimento econômico lá, baseado em aumento de relações internacionais de troca também está se esgotando. E se houver reduções expressivas dos preços de petróleo e gás haverá estagnação econômica.

      É necessário encontrar uma muleta extra.

      Que pode ser criar um discurso nacionalista, que de algum modo se oponha ao Ocidente em geral e EUA em particular. Demonizar LGBTs serve perfeitamente para isso, em um momento em que quase todos os países da OTAN criminalizam a homofobia (os mais recentes foram EUA em 2009 e Itália em 2013) e em que muitos há agora casamento igualitário (as grandes exceções são Alemanha, Itália, Polônia, Japão, Austrália e Coreia.)

      É dito com frequência lá que equiparar direitos civis para LGBTs seriam uma forma do Ocidente abalar a Rússia. É claro que é propaganda e ninguém sensato deveria acreditar. E a escolaridade do adulto russo é de 11,7 anos, enquanto a dos brasileiros é apenas 7,2 anos. Mas as pessoas atribuem o sucesso econômico recente a Putin, temem o desemprego e a atuação de máfias tão mais comuns nos tempos de Ieltsin e ficam dispostas a acreditar em qualquer coisa. Não vemos aqui pessoas com curso superior desfiarem bobagens incríveis só para defender projetos políticos? É a mesma coisa.

      Essa manobra é feita em conjunto com uma revalorização da Igreja Ortodoxa, quase oficializando-a. É um processo similar à valorização do fundamentalismo religioso por parte de políticos (que se dizem) laicos no Brasil. Ou, ainda, parecido ao que ocorre no Sul dos EUA com o Tea Party. 

      Discursos moralistas conservadores e fundamentalistas não precisam de racionalidade, ancoram-se em demonizações criadas (“fim da família”, por exemplo) para não ter que lidar com problemas reais (baixo crescimento econômico, aumento de criminalidade, deterioração do meio-ambiente.)

      Somente a política é capaz de fazer que se aceitem mentiras que prejudicam dezenas de milhões de pessoas sem favorecer absolutamente ninguém além dos próprios políticos envolvidos.

      Também não foi por ser favorável a liberdade de expressão que Putin deu guarida a Snowden. Afinal, o policiamento de informação e controle de comunicações é mais intenso na Rússia que nos EUA e o próprio Snowden já reclamou das restrições. O asilo a Snowden foi dado para angariar simpatia junto a segmentos antiamericanos pelo mundo afora. E conseguiu algum resultado: por alguns meses houve setores dispostos a apoiar e elogiar Putin (no Brasil parte dos autodenominados progressistas.) Até hoje ainda há.

      Mas ambos os movimentos acabam sendo munição aos antagonistas de Putin, claro. O exagero das leis anti-LGBT é tão evidente (e estranhamente exótico para um país desenvolvido) que agora não são mais somente pró-americanos que criticam Putin, mas quase toda pessoa de bom senso.

      É muito triste que os LGBTs russos estejam passando por esses momentos tenebrosos. O lado positivo é que caiu a máscara de modernidade e democracia que Putin fingia usar. 

      Não acho improvável que ele promova um golpe de estado em 2018, por exemplo.

       

      1. Julio Palmieri

        7 de fevereiro de 2014 11:46 pm

        lorota gunther, fizeram essa

        lorota gunther, fizeram essa mesma acusação para a França quando da primeira reunião dos grupo dos paises negociadores e o Irã, para o programa nuclear iraniano, na epoca diziam que os franceses queriam vender armas para os paises do golfo e uma paz atrapalharia, bom o acordo veio e quem vendeu as armas foram os americanos e ingleses!

        mas voltando a sua lorota, vc apenas plagiou a essa fofoca com relação a França e transferiu para os preços do petroleo, como se os paises do oriente medio trabalhassem para reduzir o preço do petroleo, e evitassem reduzir a produção para manter o preço em determinado patamar!

        os motivos do Putim, são mais simplorios, a taxa de natalidade na russia esta caindo, em breve serão menos de 100 mi de russos europeus, e tendo vizinhos como a China com mais bilhão de habitantes!  o que ele tenta com isso e preservar seu pais!  

        e outro ponto, de porque ele agiu assim, ele não tem que se preocupar com lobbies da imprensa ou bom-mocismo de inuteis da internet!

        1. Gunter Zibell - SP

          8 de fevereiro de 2014 1:38 pm

          Você que acredita em lorotas.

          Tem que ser muito desinformado para acreditar que reprimir LGBTs aumenta a taxa de natalidade.

  30. Gavião

    8 de fevereiro de 2014 12:22 am

    Bem, a maioria das pessoas

    Bem, a maioria das pessoas hoje em dia, se perguntadas, dizem que não têm nada contra o homossexualismo, mas, com certeza, 95% destas mesmas pessoas JAMAIS aceitariam entrar numa relação homossexual.  A disparidade entre o que todos dizem e o que realmente acham é muito grande.  Hoje em dia a gente vive nessa hipocrisia oficializada, porque o politicamente correto é você nunca criticar os LGBTs.  Isso vale para qualquer país, independente de leis sancionadas ou não. 

    LGBTs sempre foram considerados pontos fora da curva, em qualquer período da história, e duvido muito que vá ser diferente algum dia.  Até mesmo por questões biológicas óbvias.

    1. Thiago Luiz

      8 de fevereiro de 2014 12:55 am

      Gavião, só um adendo.

      Qualquer ser humano é passível de sofrer preconceito. Analisar os GLBTs como ponto fora de curva(pelas questões biológicas óbvias?!), é ser seletivo.

      As “questões biológicas óbvias” são as mesmas utilizadas pelos(muitos) heterossexuais, ou você acha que (muitos)heteressexuais não vão na contramão das questões biológicas óbvias, as vezes?

      1. Gunter Zibell - SP

        8 de fevereiro de 2014 1:34 am

        É o comportamento homofóbico que é fora da curva

        “Analisar os GLBTs como ponto fora de curva (pelas questões biológicas óbvias?!), é ser seletivo.”

        Além de seletivo seria equivocado.

        Ser LGBT não implica nem em vantagem nem em desvantagem biológica. Força, velocidade, inteligência e fertilidade são as mesmas.

        A origem do preconceito é a necessidade política de demonizar alguém ou algum grupo para fazer discurso messiânico, é assim hoje, era assim há 3 mil anos.

        Afora as consequências do preconceito (menor renda, conflitos inflingidos de fora, medo, etc) não há outras diferenças entre LGBTs sem filhos e pessoas hétero que não têm filhos.

        E nem de ponto fora da curva se trata. Afinal, LGBTs nascem aleatoriamente (ainda que naturalmente em processo biológico) de não-LGBTs e em todos os grupos sociais da humanidade. Como acontece com o canhotismo.

        Ser LGBT não é ensinado. Ao contrário, o ensino maciço da heteronormatividade não altera as orientações sexuais.

        São a heteronormatividade e as diferenças sociais em papéis de gênero que são ensinadas e propagandeadas. Junto com mitos como instinto maternal, amor romântico, fidelidade, importância de reprodução, etc.

        Sem a influência impositiva da reprodução da cultura ninguém sabe como seria exatamente a sexualidade das pessoas e a duração de relacionamentos.

        O ser humano é hoje tão aculturado que é extremamente difícil separar o natural/biológico do socialmente aprendido. Talvez, paradoxalmente, apenas a orientação sexual seja natural (justo aquilo que “não combina” com o ensinado.)

        E é muito difícil imaginar uma família que não tenha um único LGBT. Pode até não ter algum declarado, o que é outra estória. Mas, mesmo que não haja no núcleo pais/filhos, uma família com um conjunto de tios/sobrinhos/primos de mais ou menos 20 pessoas muito provavelmente apresentará algum LGBT.

        A homofobia surgiu na humanidade por volta de 3 mil anos atrás, espalhou-se pelo mundo a partir das navegações como um comportamento socialmente ensinado.

        É o comportamento homofóbico que é fora da curva.

         

         

         

         

         

         

        1. Gavião

          8 de fevereiro de 2014 2:41 am

          “Analisar os GLBTs como ponto

          “Analisar os GLBTs como ponto fora de curva (pelas questões biológicas óbvias?!), é ser seletivo.”

          Quando eu falei sobre ponto fora da curva, estava falando sobre uma perspectiva social, de serem a exceção, não quis dizer que eles são menos inteligentes, piores nos esportes, ou algo do tipo.

           

          A origem do preconceito é a necessidade política de demonizar alguém ou algum grupo para fazer discurso messiânico, é assim hoje, era assim há 3 mil anos.

          Não vi ninguém aqui nem tocar em assunto de religião.

           

          E nem de ponto fora da curva se trata. Afinal, LGBTs nascem aleatoriamente (ainda que naturalmente em processo biológico) de não-LGBTs e em todos os grupos sociais da humanidade. Como acontece com o canhotismo.

          Aí é que você se engana feio.  Canhotismo é uma questão genética (e, obviamente, não é nenhum defeito).  Ser homossexual é puramente questão de escolha pessoal.  Não existe diferença nos gens de um homo para um heterossexual.

           

          Junto com mitos como instinto maternal, amor romântico, fidelidade, importância de reprodução, etc.

          Concordo que instinto maternal e amor romântico sejam mitos.  Já fidelidade e importância de reprodução não podem ser chamados de mitos, estão mais para valores.  Sem contar que a questão de que homossexuais são assim por natureza desde nascença, e não podem deixar de sê-lo também é um mito.

           

          E é muito difícil imaginar uma família que não tenha um único LGBT. Pode até não ter algum declarado, o que é outra estória. Mas, mesmo que não haja no núcleo pais/filhos, uma família com um conjunto de tios/sobrinhos/primos de mais ou menos 20 pessoas muito provavelmente apresentará algum LGBT.

          Acho que a proporção é bem menor do que esta.  Mas de qualquer jeito não tem como provar.  E um LGBT não declarado não é tão homossexual assim, já que ele não vai estar vivenciando aquilo na prática.

           

          A homofobia surgiu na humanidade por volta de 3 mil anos atrás, espalhou-se pelo mundo a partir das navegações como um comportamento socialmente ensinado.

          Não, pelo contrário, desde que o ser humano existe, homossexuais sempre foram raros, mesmo que não fossem moralmente combatidos.  Inclusive o mesmo acontece com qualquer outro animal.  Você vê notícias de casais homossexuais entre outros animais, mas é óbvio que eles são a exceção.

          E, finalmente, eu tenho sérios problemas quanto ao uso da palavra homofobia.  Só porque uma pessoa não goste de homossexualismo, não significa que ela tenha medo de LGBTs.  Se for assim, temos que aplicar este raciocínio para outras coisas também.  Todo mundo que não gosta de Coca-Cola sofre de Cocafobia.  Quem não gosta de jazz, sofre de jazzfobia.  É uma palavra que estereotipa e demoniza os outros de um jeito bem covarde.  Fica complicado ter uma discussão séria quando o próprio significado dos termos favorece um dos lados.

          1. Gunter Zibell - SP

            8 de fevereiro de 2014 1:47 pm

            Viu sim alguém tocar em religião aqui.

            Eu.

        2. Ed Döer

          8 de fevereiro de 2014 4:06 am

          Gunter,Essa questão de menor

          Gunter,

          Essa questão de menor renda entre LGBTs teria a(s) fonte(s) para passar?

          Pois até hoje só vi e li coisas nessa linha:

          http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/11/casais-gays-ganham-mais-que-casais-heterossexuais-mostra-ibge.html

          Os casais homossexuais brasileiros têm, proporcionalmente, renda média mensal maior que a de casais heterossexuais, segundo dados preliminares sobre rendimentos do Censo 2010 divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

          http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2013/06/01/internas_economia,369065/publico-gay-consome-em-media-30-mais-que-consumidor-hetero.shtml

          Além disso, uma pesquisa da inSearch Tendências e Estudos de Mercado mostra que 83% dos homossexuais pertencem às classes A e B.

          E lá nos EUA não seria diferente:

          http://money.cnn.com/2012/12/06/pf/gay-money/

          They earn more, save more, have less debt and are better prepared for retirement, according to a Prudential survey of more than 1,000 LGBT respondents.

          E aqui uma pesquisa da Experian que confirma isso nos EUA.

          http://www.experian.com/assets/simmons-research/white-papers/simmons-2012-lgbt-demographic-report.pdf

           

          ….

           

          Aproveitando, os canhotos não “nascem de forma aleatória”…e um até logo…com a mão esquerda…hehe

          http://en.wikipedia.org/wiki/Handedness

          Handedness displays a complex inheritance pattern. For example, if both parents of a child are left-handed, there is a 26% chance of that child being left-handed.[8] A large study of twins from 25,732 families by Medland et al. (2006) has indicated that the heritability of handedness is roughly 24%.[9] Another study suggests that genetics may be a stronger indicator; researchers studied fetuses in utero and determined that handedness in the womb was a very accurate predictor of handedness after birth.[

           

          1. Gunter Zibell - SP

            8 de fevereiro de 2014 1:22 pm

            Teria sim, Ed

            Faz uns dois meses fiz a busca para o facebook de ‘Mães pela Igualdade’ e infelizmente não salvei os links. Mas mais para frente refarei a pesquisa, talvez elabore um post “O Mito do Pink Money”.

            Tratava-se de 5 pesquisas sérias e com amostragem, 3 dos EUA, 1 do Canadá, 1 do Reino Unido. Todas apresentavam de 10 a 20% menor renda para homens gays e lésbicas em relação a pessoas hétero da mesma faixa etária e gênero.

            Ninguém estranha isso, claro, pois sabe-se que há preconceito no meio profissional, que leva a promoções mais lentas e poucas oportunidades em alta gerência. 

            Infelizmente não há pesquisa no Brasil, mas alguém imaginaria que aqui é diferente? Se LGBTs se distribuem aleatoriamente entre todos os subgrupos sociais e sofrem preconceito junto às famílias, na escola e trabalho, por que imaginar que teriam maior renda?

            O mito do Pink Money começou com algumas iniciativas de LGBTs voltadas especificamente para alguns produtos e serviços. A ideia era estimular anunciantes e/ou melhorar o atendimento em hoteis/restaurantes, etc. Mas sempre pensando em marketing de nicho e alguns produtos. 

            Quanto aos dados dos casais no IBGE. Este órgão pode fornecer dados brutos mas não faz análises nem tira conclusões.

            Os 60 mil casais que se autodeclaram LGBT no Censo 2010 (eu e meu compa fomos um) não podem ser comparados com os cerca de 40 milhões (não sei o número certo) da população em geral. Há várias coisas que podem levar isso a ser inconclusivo.

            – foi o primeiro censo a permitir que casais se autodeclarassem LGBT. Dada a homofobia reinante no país pode ser que muita gente ‘morando junto’ simplesmente tenha optado por não declarar nada e ficou um grupo de grande de duas pessoas solteiras morando juntas. Também pode acontecer que apenas os casais de maior renda ou de profissões liberais, provavelmente mais seguros em relação a não sofrer consequências de preconceitos, tenham se declarado, o que viesa o resultado (aguardemos 2020 para ver se houve um aumento de “pertencimento”.)

            – pode haver diferença de hábitos: pessoas heteronormativas são constantemente influenciadas pela mídia/sociedade/famílias a se ‘casarem’, para LGBTs não há esse mesmo estímulo e talvez apenas casem aqueles que se sintam estimulados a tal. Mas o que valeria para comparar rendas seria o total da população e isso certamente não dá para saber pelo Censo, pois não houve possibilidade de LGBTs solteiros se declararem, não havia esse passo no questionário. Em países onde há casamento igualitário há anos se percebeu que dificilmente os casais LGBT chegam a 2% do total, muito embora se aceite serem de 4 a 5% da população.

            – outro ponto ‘cultural’: em função de pressão de familiares e/ou preconceitos internalizados não são raros os LGBTs que tentam um relacionamento hétero na juventude, até casando e tendo filhos. Isso muitas vezes (previsivelmente) não dá certo e é grande a quantidade de pessoas LGBT que se separa dos cônjuges iniciais e apenas se casa com outro LGBT depois. Isto é, mais velhos e mais estáveis financeiramente. Assim, a comparação deveria levar em conta a idade média.

            – como já se sabe, por outras pesquisas, que há menor preconceito homofóbico quanto mais elevada a classe social e os anos de escolaridade, também pode acontecer um viés: os casais LGBT surgem primeiro em cidades/grupos de maior renda. Teríamos que ver se não há essa correlação. Se houver, por exemplo, maior percentual de casais autodeclarados LGBT em cidades como RJ e SP em comparação com o interior de estados menos afluentes.

            – enquanto em casais hétero é comum um dos dois (geralmente a mulher) não ter renda, e também não é raro casais jovens morarem com os pais, isso raramente ocorre com casais LGBT (eu nunca conheci um em que uma das partes não tivesse renda própria.)

            Tudo isso explica os resultados dessa tabela do IBGE. Não é que casais LGBT tenham maior renda. É mais provável que haja um viés comportamental: apenas os LGBT de maior renda e idade “enfrentam” a sociedade e se casam.

            E, definitivamente, não prova que LGBTs tenham maior renda no geral. Esses dados falam apenas de casais LGBT autodeclarados. No Brasil temos estimados 7 milhões de LGBTs adultos, 120 mil casados são apenas 2% disso, não é representativo da renda dos solteiros ou dos casados não autodeclarados. E, por mais que saibamos que menor % de LGBTs ‘casa’, é absolutamente improvável que apenas 2% casem, em comparação com uns 50% da população total, não?

            Essa pesquisa “InSearch” já tinha visto em grupos de discussão. Só que nunca vi tabelas detalhadas, metodologia. Se a pesquisa foi feita apenas com pessoas casadas autodeclaradas, como eu e meu compa? Os vieses são os mesmos. E pra ser A/B no Brasil é fácil: em geral basta ter carro e morar em casa com mais de um banheiro, mesmo que alugada, que algumas metodologias já chamam de ‘classe A/B’.

            Em resumo: se no Brasil apenas os LGBT de classe média se declaram em relação homoafetiva, isso não pode ser comparado com o total da população. 

            O mesmo pode ocorrer com pesquisas nos EUA. Ainda que Experian seja uma companhia séria (voltada para análise de crédito) é necessário saber como se dá a amostra. Lá como cá há a tendência de LGBTs de regiões discriminatórias não se autodeclararem LGBTs, principalmente se são os mais vulneráveis socialmente.

            Também preciso encontrar de novo, mas faz uns meses li uma pesquisa interessante: ela falava que em estados onde há mais católicos, maior tendência a votar em Democratas e presença de legislação para união civil/casamento, 5% das pessoas se declarava LGBT. Nos Estados do Bible Belt isso caia para 1%… Isso é totalmente improvável de acontecer, mas infelizmente é o que aparece. 

            Minha hipótese é que LGBTs pobres ou de culturas preconceituosas tenham receio até de responder pesquisas com franqueza. Mas, novamente, precisaria explorar a metodologia das outras pesquisas que vi.

            Fica como lição de casa!

             

          2. Gunter Zibell - SP

            8 de fevereiro de 2014 1:36 pm

            Sobre hereditariedade

            Interessante isso dos canhotos, não sabia.

            Mas hereditariedade de apenas 24% não é pouco? Bom, não posso descrever por um parágrafo.

            Também há estudos com gêmeos sobre homossexualidade, que dizem que há correlação. 

            Mas, mesmo assim, tal hereditariedade estaria aleatoriamente distribuída por classes sociais, raças e religiões. E nunca, nada, justificaria os preconceitos que existiam até os anos 1920/1930. Mamãe foi uma vítima, nascida em 1926 foi daquelas crianças que os pais forçavam a usar a mão direita. No fim ela só aprendeu a escrever com a mão direita (e nunca com a mão esquerda.) Mas sempre usou a esquerda para costurar ou bordar.

            Um conhecido me disse uma vez que o pai teve a mão esquerda amarrada para que não a usasse.

            Acho horrível o que as pessoas sem informação são capazes de fazer.

  31. Jorge Nogueira Rebolla

    8 de fevereiro de 2014 12:56 am

    Oh!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=0jliIWHcuk8%5D

  32. Gunter Zibell - SP

    8 de fevereiro de 2014 1:04 am

    Obama, ontem.

    1. Gavião

      8 de fevereiro de 2014 2:12 am

      Usar eventos esportivos para

      Usar eventos esportivos para fazer propaganda política.  Populismo barato é o que há.

  33. J. Alberto

    8 de fevereiro de 2014 1:13 am

    Bem simbólico…

    A velha máquina capitalista ianque inflando o ativismo gay… E coincidentemente o alvo é o fundamentalismo religioso da… velha Rússia…

    E.E.U.U., novas trincheiras, mesmos intere$$e$…

  34. Jorge Nogueira Rebolla

    8 de fevereiro de 2014 2:01 am

    Participativo e proativo

    18 Comentários… mais 7 réplicas. 25 participações em 46: o ativo ativismo do militante Gunter!

     

    1. Gunter Zibell - SP

      8 de fevereiro de 2014 2:08 am

      Lógico.

      Eu trago informações.

      E você? Só faz contabilidade?

      1. Jorge Nogueira Rebolla

        8 de fevereiro de 2014 2:22 am

        Conto…

        …e provoco, às vezes.

        Aliás provoco pouco, não estou falando apenas de você, mas de todos aqui. Tem muitos circunspectos e carrancudos, o que não é o seu caso. Em relação aos outros principalmente quando envolve o quarteto do mês. Aliás eles possuem uma certa semelhança e uma grande diferença para com os mosqueteiros, com um a mais. E o oculto não veio da Gasconha, mas da Itália. Ou foi, não importa. E desta vez Richelieu não precisou cooptar, Rochefort venceu.

        Mas voltando a vaca fria e bota fria nisto! Olimpíadas é uma b… tal e qual a fofa copa da fifa.

  35. Marcelo F. Campos

    8 de fevereiro de 2014 5:34 pm

    Nao entendi essa mensagem do

    Nao entendi essa mensagem do google.

    A russia proibiu algum gay de praticar esporte?

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