Analistas de política internacional avaliaram que o isolamento diplomático da Venezuela ao longo dos últimos anos contribuiu para o agravamento da crise no país e limitou a capacidade de interlocução do Brasil diante do atual cenário de instabilidade na região. Em entrevistas e debates recentes, eles apontam falhas na estratégia adotada por governos brasileiros e alertam para os impactos da escalada de tensões liderada pelos Estados Unidos.
Segundo os especialistas, a suspensão da Venezuela do Mercosul, ocorrida ainda durante o governo Michel Temer, reduziu canais diretos de diálogo e dificultou o acesso a informações estratégicas sobre o governo venezuelano. Para eles, a medida enfraqueceu a capacidade de previsão de comportamentos políticos e aprofundou o isolamento internacional do país vizinho.
“O isolamento não resolveu o problema e ainda forneceu combustível para a crise atual”, afirma Regiane Bressan, da Unifesp e integrante do Observatório de Geopolítica. Ela ressalta ainda que a Venezuela sempre foi e continuará sendo um país estratégico para o Brasil, uma vez que compartilhamos uma extensa fronteira.
Cautela
Gilberto Maringoni, professor da UFABC, afirmou que o Brasil tende a adotar uma posição cautelosa diante do conflito, defendendo formalmente a soberania venezuelana, mas evitando apontar diretamente responsabilidades ou condenar abertamente a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas.
Em sua avaliação, essa postura preserva relações diplomáticas, mas limita a capacidade do país de exercer liderança regional.
BRICS
Questionado sobre se a situação seria diferente caso a Venezuela integrasse o BRICS, Maringoni acredita que a adesão não teria efeitos decisivos no campo militar, já que o bloco não funciona como uma aliança formal. No entanto, poderia ampliar articulações políticas e econômicas, reduzindo o isolamento internacional do país sul-americano.
Ele também avaliou como tímida a reação de potências como China e Rússia e classificaram como “vergonhosa” a postura da União Europeia, que adotou um discurso considerado morno e pouco efetivo diante da gravidade dos acontecimentos.
ONU
Parte das críticas do professor se concentrou ainda em declarações de autoridades norte-americanas sobre o julgamento de Maduro nos Estados Unidos. Para ele, afirmar previamente que o ex-presidente venezuelano conhecerá a “ira da Justiça” compromete o princípio da imparcialidade judicial e sinaliza uma instrumentalização política das instituições.
No campo multilateral, Maringoni apontou o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), destacando que o Conselho de Segurança permanece paralisado pelo poder de veto das grandes potências. Isso porque o episódio reforça a percepção de que o sistema internacional opera cada vez mais sob a lógica da força, e não do direito.
Alerta
O professor ressaltou ainda que a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela acende um sinal de alerta para toda a América Latina, incluindo o Brasil. Embora descarte uma intervenção militar direta em outros países, ele apontam o risco de pressões econômicas, sanções e embargos como instrumentos recorrentes de coerção.
“Não existe direito internacional, existe a lei do mais forte. O Trump prova isso. O Trump mostra que o que está acontecendo é isso. É uma ação brutal, que coloca em alerta todos os países da América Latina, todos, o Brasil incluído.”
Ao final, Maringoni chamou a atenção para o avanço da extrema direita em diversas regiões do mundo e o enfraquecimento das regras multilaterais criam um ambiente internacional mais instável, exigindo cautela e articulação diplomática ativa por parte do Brasil.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
3 de janeiro de 2026 4:29 pmConsequências da agressão militar terrorista ordenada por Donald Trump contra a Venezuela: a China retoma o controle de Taiwan a força, a Coreia do Norte unifica as Coreias após derrotar o regime desumano de Seul, Espanha retoma o controle de Gibraltar, Argentina invade as Ilhas Malvinas, o México infiltra tropas e começa a sabotar tudo na California até retomar aquele território, Rússia recupera o controle do Alasca, Oregon se une ao Canadá, Brasil produz um arsenal nuclear respeitável, os americanos são expulsos da Venezuela com ajuda da China, Irã derrota e destroe o regime sionista reinstittuindo a Palestina no que era Israel, uma nova aguerra civil americana produz mudança de regime em Washington.
Pedro Moreira
3 de janeiro de 2026 5:09 pmSe eu morasse em Taiwan juro que já teria colocado minhas barbas de molho.
José de Almeida Bispo
3 de janeiro de 2026 8:55 pmO petróleo mundial “é dos Estados Unidos”, desde que decidiram que o ouro que tinham era insuficiente para fazer frente a espiral das impressoras do FED. Óbvio não o petróleo dos russos. Eles detonaram sua bomba quatro anos depois dos americanos assarem 300 mil japas, já fora de qualquer reação. Então, os russos é um estorvo à totalidade.
E aí surgiram complicadores. Cada vez mais. Nada que demovesse os caubóis de assaltarem aos incautos, preferentemente em bandos, “os aliados”. Nem ameaçasse o dólar.
Mas a ganância foi tanta que transferiram todas as fontes móveis de riqueza, justo pra China. E a China de 1980 não era mais a estupidamente onipotente de 1840, no Rio das Pérolas; nem a descuidada de 1850, deixando ‘missionários’ protestantes AMERICANOS criarem novos Hong Xiuquan e bagunçarem o país inteiro.
E agora o dólar está mais ameçado do que nunca. E cada vez mais só tem o arsenal para se valer; para controlar o petróleo dos outros. Nem dá mais para produzir uma crise (que saiu de controle), com a dos anos 70, justo quando precisava jogar o dólar lá pra cima.
Maduro é o Noriega II, com alguns detalhes a mais.
Quem será o Noriega III?
Enquanto a América ‘Latrina’ continua sem a bomba. E bandido só se detém frente ao trabuco.
Era mais que esperado.
Paulo Dantas
3 de janeiro de 2026 9:26 pmEstando presos creio que terão os direitos básicos :
Silêncio, advogado, primeira audiência etc.
Devem declarar não reconhecer o direito da corte.
Não sei se o juiz pode declarar a prisão ilegal e melar tudo, não sei se tem jurisprudência nisto.
Espero que as pessoas reflitam o erro do país não ter uma Defesa à altura do nosso tamanho e a besteira de não termos armas nucleares.
Rui Ribeiro
4 de janeiro de 2026 1:05 amO rato que preside o país mais meritocrático do mundo acabou de destruir o direito internacional.
Terbufós pra esse rato e para toda a sua entourage.
Kd os oreshniks, Putin? E você, Sr. Presidente da China, não vai manifestar seu poder bélico contra essas ratazanas?
Rui Ribeiro
4 de janeiro de 2026 10:30 amElogio da Dialética
(Bertolt Brecht)
A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.
Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.
Só a força os garante.
Tudo ficará como está.
Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.
No mercado da exploração se diz em voz alta:
“Agora acaba de começar”.
E entre os oprimidos’ muitos dizem:
“Não se realizará jamais o que queremos!”
O que ainda vive não diga: “Jamais!”
O seguro não é seguro. Como está não ficará.
Quando os dominadores falarem
falarão também os dominados.
Quem se atreve a dizer: “Jamais?”
De quem depende a continuação desse domínio?
De nós.
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação, como pode calar-se?
Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.
E o “hoje” nascerá do “jamais”.
Rui Ribeiro
5 de janeiro de 2026 7:18 amAgenda de colaboração? Com o petróleo jorrando a preço de banana em fim de feira? Tomam o ouro da Venezuela e ainda querem colaboração? Se a Delcy fosse a Derci, o mundo seria outro? Ou você tá com medo de ser a próxima vítima, se não entregar a merda do Diabo para os Ratos?
Porque esses ratos não apontam qualquer ato de narcoterrismo perpetrado pelo Maduro? Eles não têm qualquer prova, senão a distribuição de oxigênio para a população moribunda de Manaus, enquanto o governo brasileiro debochava dos que agnizavam pela covid.
Se esses Ratos tivessem poder suficiente, eles sequestraram não só o Maduro, mas Xi Jinping, Putin e todos os que não “colaborassem” com eles.
Putin, me empresta três daqueles mísseis hipersônicos manobráveis. Ja viu dá o prazo para evacuação de 3 megalópoles. Ou então será o governo dos EUA que terá que colaborar, ou melhor, deixar de atrapalhar. Antes um fim com terror do que…