O governo brasileiro anunciou no último sábado (3) a convocação de uma reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) para discutir os ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do presidente Nicolás Maduro, juntamente com a primeira-dama Cilia Flores.
Segundo a ministra substituta das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, será realizada uma reunião ministerial da Celac com a participação de todos os países da região. O encontro está marcado para este domingo, às 14h (horário de Brasília).
A ministra informou ainda que o Brasil pretende apresentar oficialmente sua posição contrária à intervenção norte-americana durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), prevista para a próxima segunda-feira.
Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como inaceitáveis os bombardeios em solo venezuelano e a detenção do chefe de Estado do país vizinho. Para o mandatário, as ações representam “uma grave afronta à soberania da Venezuela” e estabelecem “um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Lula afirmou que ataques a países, em flagrante violação do direito internacional, abrem caminho para um cenário global marcado por violência, caos e instabilidade, no qual “a lei do mais forte” se sobrepõe ao multilateralismo.
O presidente destacou ainda que a condenação ao uso da força é coerente com a posição histórica adotada pelo Brasil em crises recentes em outras regiões do mundo. Segundo ele, a ação dos Estados Unidos remete “aos piores momentos de ingerência na política da América Latina e do Caribe” e ameaça o esforço de manter a região como uma zona de paz.
Por fim, Lula defendeu uma resposta firme da comunidade internacional, por meio das Nações Unidas, e reiterou a disposição do Brasil em atuar pela promoção do diálogo e da cooperação. “O Brasil condena essas ações e permanece comprometido com soluções pacíficas”, concluiu.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
4 de janeiro de 2026 10:43 amO que parece uma crise pode ser uma excelente oportunidade:
1- O Brasil pode abandonar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares e imediatamente começar a produzir bombas atômicas;
2- Qualquer membro da família Bolsonaro que incentivar uma agressão similar contra o Brasil deve ser tratada como TRAIDOR na forma da legislação penal militar;
3- Um rompimento tecnológica entre Brasil e EUA pode ser acelerada;
4- O BRICS pode se transformar de organização multilateral comercial em Acordo Militar de Defesa Mútua.
Esses são apenas 4 coisas que pode ser feitas em razão da janela de oportunidades criada por Donald J. Trump.