4 de junho de 2026

Bolsa volta a fechar abaixo da casa de 47 mil pontos

Jornal GGN – O mercado de ações brasileiro ficou abaixo dos 47 mil pontos pelo terceiro pregão consecutivo, sob efeito da queda das ações da Petrobras e pelo fraco desempenho apurado no mercado norte-americano por conta da divulgação de indicadores importantes abaixo do inicialmente esperado.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 0,72%, aos 46.624 pontos e um volume negociado de R$ 6,620 bilhões. Com isso, o índice acumula uma desvalorização de 2,13% na semana e no mês, -9,48% no ano e -21,57% em 12 meses. As maiores altas foram as ações da

MRV (MRVE3), Anhanguera (AEDU3) e Cetip (CTIP3), enquanto as maiores baixas ficaram por conta dos papéis da Marfrig (MRFG3), JBS (JBSS3) e Light (LIGT3).

No exterior, o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos EUA, divulgado pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM), chegou a 54 pontos em janeiro, ante 53 pontos de dezembro. O resultado ficou acima do esperado pelos agentes, e ajudou a reduzir uma parte dos temores de que a economia norte-americana estaria começando um novo ciclo de desaceleração – ampliado pela abertura de vagas abaixo do esperado no setor privado norte-americano. Segundo pesquisa da Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA), o setor privado norte-americano abriu 175 mil vagas de trabalho durante o mês de janeiro, abaixo dos 189 mil esperados.

No Brasil, os papéis da Petrobras foram diretamente afetados pelo anúncio do adiamento da divulgação do balanço da empresa. Entretanto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio à público na tarde desta quarta-feira (05) afirmar que a decisão tomada foi meramente técnica. Por outro lado, os papéis da Vale subiram, devido a expectativa para a divulgação do balanço da empresa, distribuição de dividendos e o volume de compra dos investidores estrangeiros.

No câmbio, a cotação do dólar encerrou o dia em queda de 0,63%, a R$ 2,4000. Segundo informações de mercado, as negociações foram afetadas pelas intervenções realizadas pelo Banco Central e pela entrada de dólares no país.

O Banco Central deu continuidade na manhã desta quarta-feira (05) ao seu programa de intervenções diárias no câmbio, agora dentro das regras que foram inicialmente divulgadas em novembro. Ao invés de 10 mil contratos de swap cambial (que representam a venda futura de dólares), passam a ser ofertados 4 mil contratos diários. As operações do dia registraram a venda de 1,3 mil contratos com vencimento em agosto e outros 2,7 mil a vencer em 1º de dezembro, em operação que movimentou US$ 197,3 milhões. Além disso, terá início nesta quinta-feira (06) a rolagem dos contratos de swap com vencimento programado para 05 de março, que equivalem a US$ 7,378 bilhões.

Na agenda macroeconômica de quinta-feira, o único indicador de relevância a ser divulgado no Brasil é o de vendas de veículos da ANFAVEA. A agenda estará mais carregada no setor externo: nos Estados Unidos, os agentes acompanham a balança comercial do país, os pedidos de seguro-desemprego, o custo de mão de obra e os números de produtividade de itens não-agrícolas. Ao mesmo tempo, os agentes aguardam a definição da taxa de refinanciamento do Banco Central Europeu (BCE), a taxa de juros do Banco da Inglaterra e os pedidos de fábrica na Alemanha, além do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços na China. Na sexta-feira serão divulgados mais indicadores do mercado de trabalho da maior economia mundial, que serão acompanhados de perto pelos investidores, pois influenciarão na política monetária da próxima reunião do FOMC no mês de março.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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