11 de junho de 2026

Trump afirma que “matança” no Irã parou e avalia ataque ao país

A fala do presidente norte-americano ocorre no mesmo dia em que os EUA anunciaram a retirada de parte de seu pessoal de bases militares no Oriente Médio
Foto: Official White House Photo by Molly Riley

Trump afirmou que repressão violenta no Irã foi interrompida e que não há planos para novas execuções no país.
EUA anunciaram retirada preventiva de parte do pessoal militar no Oriente Médio após alerta iraniano de ataques.
Execução de manifestante Erfan Soltani foi adiada após mobilização internacional e ONG acompanha o caso.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) que foi informado de que a repressão violenta aos protestos no Irã teria sido interrompida e que o regime não planeja novas execuções. A declaração ocorre em meio à mais grave onda de manifestações já enfrentada pelo governo do aiatolá Ali Khamenei e ao aumento das tensões entre Teerã e Washington.

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Durante um evento na Casa Branca, Trump disse ter recebido a informação de uma “fonte segura”. “O massacre no Irã está parando. Parou. E não há plano para execuções”, afirmou, sem apresentar detalhes ou provas que confirmem a avaliação. Autoridades iranianas admitem que mais de 2.000 pessoas morreram durante a repressão, enquanto organizações não governamentais de direitos humanos estimam que o número de vítimas ultrapasse 3.400.

A fala do presidente norte-americano ocorre no mesmo dia em que os Estados Unidos anunciaram a retirada preventiva de parte de seu pessoal de bases militares no Oriente Médio. A medida foi tomada após o Irã alertar países da região de que atacaria instalações americanas caso sofra uma ofensiva militar dos EUA.

Trump tem elevado o tom contra Teerã e ameaçado intervir em apoio aos manifestantes. Na terça-feira (13), em entrevista à CBS News, prometeu uma “ação muito forte” se o governo iraniano executar manifestantes e incentivou a continuidade dos protestos. O regime iraniano, por sua vez, acusa os Estados Unidos e Israel de estimular a instabilidade interna e afirma estar enfrentando grupos armados classificados como terroristas. Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, apesar da intensidade da violência, não há sinais de colapso iminente do governo.

A possibilidade de um ataque norte-americano segue em avaliação. De acordo com o jornal The Wall Street Journal, Trump ainda não tomou uma decisão final, mas analisa opções que incluem ataques militares a alvos do regime iraniano, ciberataques e novas sanções econômicas. Uma autoridade da Casa Branca afirmou ao jornal que uma ação militar é “mais provável do que improvável”, embora haja resistência dentro do próprio governo, inclusive do vice-presidente J.D. Vance, que defende uma saída diplomática.

Países do Oriente Médio também pressionam por cautela. Arábia Saudita, Omã e Catar alertaram Washington para o risco de impactos no mercado de petróleo e de uma escalada regional caso os EUA lancem uma ofensiva contra o Irã.

Execução adiada

Em meio a esse cenário, uma ONG informou que as autoridades iranianas adiaram a execução de Erfan Soltani, de 26 anos, preso há menos de uma semana durante os protestos. Segundo a organização de direitos humanos Hengaw, a decisão ocorreu após forte mobilização internacional em torno do caso.

“A ordem de execução previamente comunicada à sua família e agendada para quarta-feira não foi cumprida e foi adiada”, afirmou Arina Moradi, integrante da ONG, em entrevista à CNN Brasil. A entidade disse ter conseguido contato com familiares de Soltani, apesar do apagão digital imposto pelo regime iraniano.

A Hengaw ressaltou que, devido às restrições severas de comunicação e à interrupção da internet no país, não é possível acompanhar em tempo real os desdobramentos do caso. A situação de Soltani ganhou repercussão internacional e passou a ser acompanhada por veículos de imprensa e entidades de direitos humanos, em meio a denúncias de julgamentos sumários e execuções para conter as manifestações.

Resposta

Ainda nesta quarta-feira (14), autoridades iranianas alertaram países vizinhos de que bases militares dos EUA no Oriente Médio poderão ser atacadas caso Teerã seja alvo de bombardeios.

A informação foi confirmada por um alto funcionário iraniano à agência Reuters. Segundo ele, o governo do Irã comunicou países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia de que instalações militares norte-americanas em seus territórios seriam alvos de retaliação se os Estados Unidos atacarem o Irã. O objetivo, de acordo com a fonte, seria pressionar aliados de Washington a impedir uma ofensiva militar.

*Com informações do g1 e CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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