5 de junho de 2026

Analistas admitem um IPCA de 6% em 2014

Jornal GGN – Os investidores e analistas do mercado financeiro reduziram seus prognósticos para o fechamento da inflação em 2014: segundo o relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central, a sinalização para o fechamento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi reduzida de 6,02% para 6%. Embora o índice ainda esteja longe do centro da meta almejado pela autoridade monetária, ele está dentro da faixa de variação tolerada pela instituição (o teto é de 6,50%). 

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Na análise mensal, o prognóstico dos analistas para a inflação oficial ao fim de janeiro caiu de 0,75% para 0,72%, enquanto a variação para fevereiro foi mantida em 0,65% pela segunda semana consecutiva. Os dados suavizados para os próximos 12 meses subiram pela segunda semana seguida, de 5,99% para 6%. Quanto ao total para 2015, a variação ficou em 5,70%. 

A tendência de queda também foi vista no IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado): a variação estimada pelos agentes para o fim deste ano foi reduzida de 5,96% para 5,90%. Os números para 2015 seguiram em 5,50%. 

No caso dos dados mensais, o indicativo para fevereiro ficou em 0,48% pela segunda semana seguida, ao passo que a variação suavizada para os próximos 12 meses avançou de 5,96% para 5,97%. 

O IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para 2014 foi ajustado de 5,50% para 5,45%. A sinalização para 2015 foi mantida em 5%. 

O fechamento de janeiro perdeu força, passando de 0,69% para 0,66%, e os dados de fevereiro passaram de 0,44% para 0,42%. A variação suavizada para os próximos 12 meses perdeu força pela sexta semana seguida, de 5,25% para 5,06%. 

Por outro lado, o indicativo dos agentes para o fechamento do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) ao fim deste ano foi mantido em 5,90% pela segunda semana consecutiva. A estabilidade também foi vista para o fechamento de janeiro (0,49%) e de fevereiro (0,45%, segunda semana consecutiva de manutenção). 

O prognóstico suavizado para os próximos 12 meses cresceu pela terceira semana consecutiva, de 5,93% para 5,96%. Os números para 2015 seguiram em 5,50%. 

O comportamento da inflação oficial é um dos vetores mais considerados pelas autoridades para controlar o ritmo da taxa básica de juros. Segundo o levantamento, a variação estimada para a taxa Selic ao fim deste ano aponta um fechamento de 11%, com a média do período subindo de 10,75% para 10,91%, em sua terceira semana de elevação.Quanto aos números para 2015, o indicativo avançou de 11,50% para 11,88%, com a média subindo pela quarta semana seguida, de 11,50% para 11,62%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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