4 de junho de 2026

Rússia ataca Kiev e reunião com EUA e Ucrânia termina sem acordo

Ofensiva aérea recorde atinge infraestrutura no inverno enquanto delegações encerram conversas sobre cessar-fogo em Abu Dhabi
O conflito iniciado pela Rússia começou com a expectativa de ser uma guerra-relâmpago, mas, passados dois anos, a guerra se arrasta. | Imagem: Governo da Ucrania/Via Fotos Públicas

▸ Rússia lançou maior ataque aéreo de 2026 contra Kiev e outras cidades, com mais de 370 drones e 21 mísseis.

▸ Negociações em Abu Dhabi entre Rússia, Ucrânia e EUA terminaram sem acordo, foco no controle da região de Donbas.

▸ Ataques danificaram infraestruturas e feriram civis; nova rodada de diálogo está prevista para a próxima semana.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Rússia lançou, entre a noite de sexta-feira (23) e a madrugada deste sábado (24), o maior ataque aéreo contra a Ucrânia deste ano, atingindo a capital Kiev e outras cidades estratégicas. A ofensiva militar ocorreu simultaneamente ao encerramento da segunda rodada de negociações trilaterais entre Moscou, Kiev e Washington, em Abu Dhabi. Apesar da movimentação diplomática inédita, o encontro terminou sem uma resolução concreta para o fim do conflito, que se aproxima do quarto ano.

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A operação russa contou com mais de 370 drones e 21 mísseis, concentrando o fogo contra o setor energético ucraniano. Em Kiev, a destruição de infraestruturas deixou cerca de 6.000 apartamentos sem aquecimento em uma manhã de temperaturas negativas, que chegaram a -12°C.

Seus mísseis atingem não apenas o nosso povo, mas também a mesa de negociações“, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticando a postura de Vladimir Putin durante o processo de paz.

O impasse territorial e a mediação de Trump

O principal obstáculo para um acordo definitivo continua sendo o controle da região de Donbas. O Kremlin exige a retirada total das tropas ucranianas de Donetsk e Luhansk, condição que o governo de Volodymyr Zelensky rejeita por considerar essas áreas vitais para a defesa do leste do país. Atualmente, a Rússia ocupa aproximadamente 20% do território ucraniano reconhecido internacionalmente.

A mediação conduzida pelos Estados Unidos, representada pelo enviado Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro de Donald Trump, tenta costurar um documento que preveja garantias de segurança para Kiev em troca de concessões territoriais. Embora Zelensky tenha classificado o diálogo como “construtivo“, ele adotou um tom cauteloso, afirmando ser cedo para conclusões definitivas.

Crise humanitária e próximos passos

Enquanto os diplomatas discutiam termos em hotéis de luxo nos Emirados Árabes Unidos, o impacto humano da guerra se agravou em solo ucraniano. Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, uma maternidade e um dormitório para deslocados foram danificados, deixando 19 feridos. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou uma morte e o comprometimento do abastecimento de água em partes da capital.

A expectativa agora se volta para a próxima semana, quando uma nova rodada de conversas poderá ser iniciada. Representantes militares das três nações já identificaram uma lista de temas técnicos para avançar no diálogo, mas a desconfiança mútua permanece elevada diante da escalada de ataques russos em pleno inverno.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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