O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta quarta-feira (21) que o país está disposto a destinar US$ 1 bilhão ao chamado “Conselho da Paz”, iniciativa proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Putin, o valor poderia ser retirado de ativos russos atualmente congelados em território norte-americano e seria aplicado em ações humanitárias e na reconstrução da Faixa de Gaza.
A afirmação foi feita durante uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia, em Moscou. De acordo com o líder do Kremlin, a contribuição poderia ocorrer de forma imediata, mesmo antes de uma decisão formal sobre a participação russa no novo órgão internacional.
“Antes de decidirmos sobre nossa participação no Conselho de Paz e seus trabalhos, dada a relação especial da Rússia com o povo palestino, acredito que poderíamos contribuir com US$ 1 bilhão para o Conselho de Paz, provenientes de ativos russos congelados durante o governo anterior dos EUA”, afirmou Putin.
O Conselho da Paz em Gaza prevê a criação de um organismo internacional responsável por coordenar financiamento, segurança e articulação política no território palestino durante um período de transição após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas. A proposta foi apresentada por Trump depois de os Estados Unidos mediarem a trégua no conflito no ano passado.
Segundo informações divulgadas por Washington, os países interessados podem participar da iniciativa sem custos por três anos. Para obter uma cadeira permanente, no entanto, será exigida uma contribuição de US$ 1 bilhão, valor equivalente ao montante mencionado por Putin.
Apesar de agradecer o convite feito por Trump, o presidente russo destacou que Moscou ainda analisará a proposta com cautela. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia foi orientado a examinar os documentos recebidos e a consultar parceiros estratégicos antes de apresentar uma posição definitiva.
Putin ressaltou que qualquer iniciativa internacional deve contribuir para uma solução duradoura do conflito palestino-israelense, respeitar as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) e atender às “necessidades e aspirações fundamentais do povo palestino”. Entre as prioridades, ele citou a reconstrução de infraestrutura básica em Gaza, como hospitais, sistemas de abastecimento de água e o fornecimento contínuo de alimentos.
O presidente russo afirmou ainda que, no futuro, eventuais recursos remanescentes poderiam ser utilizados na reconstrução de áreas afetadas pela guerra na Ucrânia, após um possível acordo de paz entre Moscou e Kiev.
Por fim, Putin informou que pretende discutir o tema com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em conversa prevista para esta quinta-feira (22), além de manter o diálogo com representantes dos Estados Unidos sobre o conflito na Ucrânia.
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