A ampliação da presença militar dos Estados Unidos na América do Sul ganha novo capítulo em 2026, com o aprofundamento da cooperação estratégica com o Equador. Após recentes movimentações no Paraguai, Washington passa a reforçar sua atuação no território equatoriano por meio de operações conjuntas, uso de tecnologia avançada e atenção especial à fronteira norte com a Colômbia e à rota do Pacífico.
O movimento ocorre em um contexto de crescente interesse internacional pela região, marcado por crises de segurança interna, reposicionamento diplomático e alianças militares que reacendem debates históricos sobre soberania, influência externa e militarização da segurança pública no continente.
Segundo o portal Brasil de Fato, o subsecretário de Guerra dos Estados Unidos para as Américas, Joseph Humire, reuniu-se no domingo (25), em Quito, com autoridades centrais da área de segurança do Equador. Participaram do encontro o ministro do Interior, John Reimberg; o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo; o comandante do Comando Conjunto das Forças Armadas, Henry Delgado; e a chanceler Gabriela Sommerfeld.
Após a reunião, Reimberg classificou o encontro como “importante” e confirmou que os dois países realizarão operações estratégicas conjuntas ainda em 2026. Os planos, segundo ele, já estão definidos, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre cronogramas, efetivos ou áreas específicas de atuação. “Vamos atacar e destruir aqueles que atacam os equatorianos e sustentam a economia criminal”, afirmou o ministro.
Tecnologia e áreas estratégicas
De acordo com o Ministério da Defesa do Equador, o acordo reforça o papel do país como um dos principais parceiros de segurança dos Estados Unidos na região andina e no corredor do Pacífico. O comandante Henry Delgado informou que a cooperação prevê a incorporação de tecnologia norte-americana voltada à vigilância, inteligência e controle territorial.
As operações conjuntas deverão se concentrar principalmente na fronteira com a Colômbia e nas rotas marítimas do Pacífico, consideradas estratégicas no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e a outras atividades ilícitas transnacionais.
Tensões regionais e contexto diplomático
O avanço da cooperação militar ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Equador e Colômbia. Dias antes do anúncio, o governo do presidente Daniel Noboa impôs tarifas de 30% sobre produtos colombianos, alegando déficit comercial e falhas de Bogotá no controle da segurança fronteiriça.
A decisão ampliou o desgaste entre os dois países e passou a coexistir com a crise de segurança interna equatoriana e com o fortalecimento das alianças militares com os Estados Unidos.
Violência recorde e militarização
O governo equatoriano sustenta que o aprofundamento da parceria com Washington é uma resposta direta ao avanço do crime organizado. Nos últimos anos, o país deixou de figurar entre os mais seguros da América Latina e passou a registrar níveis recordes de violência.
Dados oficiais indicam que 2025 terminou com 9.216 homicídios intencionais, alta de 30,48% em relação a 2024, tornando-se o ano mais violento da história do Equador. Em janeiro de 2024, pouco após assumir a presidência, Daniel Noboa declarou a existência de um “conflito armado interno”, autorizando a militarização da segurança pública e decretando estado de exceção. A medida suspendeu garantias constitucionais e permanece em vigor em nove das 24 províncias do país.
Críticas e questionamentos internacionais
Desde então, o uso das Forças Armadas também se estendeu à repressão de mobilizações sociais. Durante a Greve Nacional Indígena, entre setembro e novembro de 2025, protestos contra o aumento do diesel e contra políticas econômicas do governo foram reprimidos com violência. O Executivo classificou os manifestantes como “terroristas”.
Organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), denunciaram violações de direitos humanos e o enfraquecimento do direito ao protesto no país.
Bases militares e resistência popular
A aproximação entre Equador e Estados Unidos se intensificou após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Em setembro de 2025, o senador Marco Rubio visitou Quito e anunciou US$ 13,5 milhões para o combate ao narcotráfico, além de US$ 6 milhões para a compra de drones destinados à Marinha equatoriana. Rubio também afirmou que Washington estaria disposto a reabrir uma base militar no país, caso houvesse solicitação formal.
A proposta, no entanto, esbarrou na Constituição equatoriana. Em referendo realizado em novembro de 2025, 61% dos eleitores rejeitaram a possibilidade de bases militares estrangeiras, mantendo a proibição em vigor desde 2008, quando a base americana de Manta foi desativada.
Apesar do resultado, a Embaixada dos Estados Unidos informou que, em dezembro de 2025, militares da Força Aérea norte-americana participaram de operações conjuntas temporárias em Manta, voltadas ao treinamento e à coleta de informações de inteligência.
Atuação também no Paraguai
Além do Equador, os Estados Unidos ampliaram recentemente sua atuação militar no Paraguai. Segundo o jornal La Nación, militares norte-americanos desembarcaram no país para treinamentos conjuntos autorizados pelo Congresso paraguaio, no âmbito do Programa de Respostas a Crises e Contingências.
A operação envolve o 7º Grupo de Forças Especiais dos EUA e inclui capacitação em medicina de combate, primeiros socorros e resposta a emergências. O governo paraguaio afirmou que a presença é temporária e não envolve a instalação de bases militares permanentes.
Especialistas avaliam que os movimentos reforçam uma estratégia regional mais ampla de Washington, com impactos que extrapolam fronteiras nacionais e influenciam o equilíbrio geopolítico da América do Sul.
*Com informações da Revista Sociedade Militar.
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Rui Ribeiro
28 de janeiro de 2026 8:04 am“Rubio diz que Delcy Rodríguez pode sofrer o mesmo destino de Maduro”
Rússia e China precisam reagir à prepotência desses Trogloditas. Então, Putin e Jinping? Ou vocês vão permitir que os Falcões-Galinhas massacrem a América Latina apenas para justificar a defesa da Rússia contra os nazistas do Batalhão de Azov e a reconquista de Taiwan pela China? Ora, Senhores, vocês não precisam de mais justificativas para fazer isso.
Putin, atualiza o sistema de defesa da Venezuela e envia-lhes alguns mísseis manobráveis e hipersônicos para estraçalhar aquele porta-aviãozinho de merda antes que o Irã o faça sozinho.
Que direito esses Ratos do Norte têm sobre a América Latina?