Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques articulam no STF a transferência de Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. Nos bastidores, ambos já teriam manifestado ao relator Alexandre de Moraes apoio à mudança de regime, sob o argumento de risco à saúde do ex-presidente. As informações são do jornal O Globo.
Gilmar chegou a atuar diretamente na mediação que levou Michelle Bolsonaro ao gabinete de Moraes no último dia 15. Kassio Nunes, indicado por Bolsonaro ao Supremo, também comunicou formalmente sua posição favorável à prisão domiciliar.
Os dois ministros integram a Segunda Turma e não participaram do julgamento que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por articular uma tentativa de golpe de Estado.
Ainda de acordo com a coluna, o discurso público é sanitário, mas o cálculo é político-institucional. Interlocutores admitem preocupação com o desgaste para o STF em caso de agravamento do estado de saúde de Bolsonaro no cárcere e com o risco de o episódio ser convertido em novo fato de mobilização política.
O temor de que se repita o caso de Cleriston Pereira da Cunha, morto na Papuda em 2023 após sofrer um mal súbito, também pesa nas avaliações internas e reforça a pressão por uma solução que reduza o impacto simbólico e político do encarceramento.
Nesse cenário, os laudos médicos passam a dar lastro técnico a esse temor. Uma junta de três peritos da Polícia Federal já realizou nova avaliação clínica de Bolsonaro no 19º Batalhão da PM, a “Papudinha”, por determinação de Moraes, que também ordenou atendimento médico integral em regime de plantão 24 horas. O laudo ainda não foi concluído, mas aliados do ex-presidente já o tratam como o principal fundamento técnico para sustentar o pedido de prisão domiciliar.
STF já vinha segurando a prisão, diz jurista
A TV GGN já havia antecipado esse debate em novembro, ao tratar do tema no programa “Jair Bolsonaro não aguenta sequer prisão domiciliar”, com o jurista Ruy Espíndola. A movimentação atual no STF retoma exatamente o diagnóstico feito pelo GGN, de que a condução do caso Bolsonaro vem sendo marcada por uma estratégia de contenção institucional, voltada a evitar que decisões judiciais sejam convertidas em narrativa de perseguição política.
À época, ele disse que “Qualquer outro juiz de comarca já teria posto Bolsonaro na cadeia há muito tempo”, ao avaliar a atuação do Supremo Tribunal Federal na decisão que converteu a prisão domiciliar do ex-presidente em preventiva.
Segundo Espíndola, o ministro Alexandre de Moraes esticou a corda ao máximo, tentando evitar que o episódio se transformasse em narrativa de perseguição política em meio à polarização extrema do país.
Ou seja, Bolsonaro só não foi preso antes por cautela institucional do STF. “Em qualquer operação de Gaeco, em qualquer caso de organização criminosa, Bolsonaro já estaria na penitenciária desde o primeiro ato. Moraes foi extremamente cuidadoso porque sabia do impacto político e social da medida”, afirmou em entrevista ao jornalista Luis Nassif, no TVGGN 20 Horas.
Para o jurista, o próprio ex-presidente provocou o limite da paciência do tribunal. “O ponto de ruptura foi a tentativa de romper a tornozeleira, a mobilização de apoiadores e a proximidade de embaixadas estrangeiras. Qualquer juiz comum já teria decretado a prisão. Moraes segurou até onde deu”.
Espíndola também destaca que Bolsonaro sempre viveu sob discursos de força e violência, mas, na prática, não teria estrutura emocional nem física para suportar qualquer forma de encarceramento, “nem prisão domiciliar”.
Ao comparar Bolsonaro com Lula, o jurista aponta um contraste. Enquanto Lula se entregou, respeitou o Judiciário e enfrentou o processo dentro da Justiça, Bolsonaro optou pela confrontação institucional e pelo estímulo à ilegalidade.
Para Espíndola, a prisão não configura perseguição, mas consequência inevitável de um padrão reiterado de desrespeito à lei. “No caso de Lula, o Judiciário conteve abusos do Estado. No caso de Bolsonaro, o Judiciário precisa conter abusos contra o Estado”.
Relembre o programa abaixo:
Carlos
30 de janeiro de 2026 5:16 pmDe que tem medo? De bandido morrer na cadeia? Mal súbito ocorre em qualquer lugar. E daí, os senhores são coveiros?
Foram crimes gravíssimos deste pulha que chefiou uma ocrim perigosíssima.
Ele bateu palmas e recebeu madame ustra, esposa de torturador covarde que rindo encaminhou muita gente para morrer na cadeia.
E este ora condenado, hoje despachando de um covil eleitoral na cadeia, precisa se enquadrar na vida da cadeia, lugar adequado ao criminoso que é.
Agora, com todo respeito aos nobres juízes: marcaram bobeira.
Para fazer o que pretendem fazer deveriam deixar que o covarde fugisse. Hoje seria a mesma coisa que o filho nos eua; um mané.
Lá faria marola. Aqui, com este monte de cagões da direita, o marginal vem tirando onda e crescendo. Mas pior, colocando a famiglia no poder