21 de maio de 2026

Argentina discute volta do crédito em dólar para famílias e empresas

Governo argentino quer liberar crédito em dólar para quem não recebe na moeda e reacende debate sobre riscos cambiais
Foto de olia danilevich via pexels.com

Governo argentino debate fim da proibição de empréstimos em dólar para quem não tem renda na moeda.
Ministro Luis Caputo defende mais empréstimos em dólar para impulsionar crescimento econômico tímido.
Banco central planeja regras para limitar acesso e riscos cambiais dos empréstimos em dólar no país.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo da Argentina colocou em debate o fim da proibição de empréstimos em dólar para pessoas e empresas que não recebem renda na moeda norte-americana, tema que era uma espécie de tabu no país após a crise de 2001.

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Em entrevista, o ministro da Economia argentino Luis Caputo chegou a declarar que o país precisa de mais empréstimos atrelados ao dólar para impulsionar o crescimento da economia, ainda considerado tímido.

A estratégia faz parte de um esforço mais amplo do governo para mobilizar cerca de US$ 170 bilhões mantidos pelos argentinos fora do sistema, segundo estimativas do banco central.

Segundo informações da Bloomberg, o plano é objetivo: dar aos bancos uma forma lucrativa de utilizar os dólares atualmente parados, direcionando-os a tomadores “de alto perfil” — indivíduos e empresas com forte histórico de crédito, incluindo incorporadoras imobiliárias — que possam usar os recursos para investir no país. Incorporadoras, empresas com bom histórico de crédito e, eventualmente, mutuários individuais seriam os principais beneficiários.

O risco central, porém, permanece o mesmo que levou à proibição original: a vulnerabilidade cambial. O peso argentino perdeu cerca de 99% de seu valor frente ao dólar na última década, e uma nova rodada de desvalorização poderia transformar empréstimos hoje baratos em dívidas impagáveis, sobretudo para famílias sem proteção cambial.

Economistas alertam que, enquanto grandes empresas tendem a ter instrumentos para administrar riscos em moeda estrangeira, tomadores individuais podem subestimar os impactos de uma crise cambial. Por isso, o banco central planeja impor regras prudenciais que limitem quem pode acessar o crédito, as garantias exigidas e a proporção dos depósitos que poderá ser emprestada.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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