O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), não pretende pautar uma revisão da autonomia do Banco Central (BC) enquanto ele estiver à frente da liderança do Legislativo.
Em evento promovido pelo banco BTG Pactual, Motta destacou que a autonomia conferida ao Banco Central nos últimos anos foi uma conquista relevante do Congresso e trouxe “segurança, previsibilidade e confiança nas instituições do país”.
Segundo ele, esse modelo tem permitido que o BC atue com base em critérios técnicos e sem interferência política, inclusive em situações recentes que geraram debates públicos sobre a atuação da autoridade monetária.
Motta descartou a possibilidade de novos aumentos de impostos em 2026, afirmando que o orçamento aprovado pactuou cortes de gasto tributário e que não vê “janela” para medidas tributárias adicionais.
Além disso, comentou que o projeto de aprovação de reestruturação de plano de carreira dos servidores da própria Câmara segue a lógica de outros poderes e está dentro do orçamento da Casa.
O presidente da Câmara também explicou que pedidos de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), como a proposta para investigar o caso Banco Master, terão sua tramitação observando o ordenamento regimental da Câmara, que limita o número de CPIs em funcionamento simultâneo.
Segundo a Agência Câmara, a declaração de Motta surge em meio a pressões de alguns setores políticos por um debate sobre a atuação do Banco Central, especialmente após casos como o do Banco Master e diante das taxas de juros elevadas.
Líderes da oposição, como o deputado Pedro Uczai (PT), defendem a necessidade de discutir a autonomia da instituição, argumentando que a política monetária atual teria efeitos negativos para a economia e para a população.
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