10 de junho de 2026

Câmara descarta revisão da autonomia do Banco Central em 2026

Presidente da Câmara afirma que não há intenção de pautar revisão da autonomia do BC, destacando ganhos de estabilidade institucional
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara, não pretende pautar revisão da autonomia do Banco Central durante sua gestão.
Motta defende autonomia do BC como conquista do Congresso que garante atuação técnica e sem interferência política.
Pedidos de CPIs, como a do Banco Master, serão analisados conforme regras que limitam número de investigações simultâneas.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), não pretende pautar uma revisão da autonomia do Banco Central (BC) enquanto ele estiver à frente da liderança do Legislativo.

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Em evento promovido pelo banco BTG Pactual, Motta destacou que a autonomia conferida ao Banco Central nos últimos anos foi uma conquista relevante do Congresso e trouxe “segurança, previsibilidade e confiança nas instituições do país”.

Segundo ele, esse modelo tem permitido que o BC atue com base em critérios técnicos e sem interferência política, inclusive em situações recentes que geraram debates públicos sobre a atuação da autoridade monetária.

Motta descartou a possibilidade de novos aumentos de impostos em 2026, afirmando que o orçamento aprovado pactuou cortes de gasto tributário e que não vê “janela” para medidas tributárias adicionais.

Além disso, comentou que o projeto de aprovação de reestruturação de plano de carreira dos servidores da própria Câmara segue a lógica de outros poderes e está dentro do orçamento da Casa.

O presidente da Câmara também explicou que pedidos de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), como a proposta para investigar o caso Banco Master, terão sua tramitação observando o ordenamento regimental da Câmara, que limita o número de CPIs em funcionamento simultâneo.

Segundo a Agência Câmara, a declaração de Motta surge em meio a pressões de alguns setores políticos por um debate sobre a atuação do Banco Central, especialmente após casos como o do Banco Master e diante das taxas de juros elevadas.

Líderes da oposição, como o deputado Pedro Uczai (PT), defendem a necessidade de discutir a autonomia da instituição, argumentando que a política monetária atual teria efeitos negativos para a economia e para a população.

Redação

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