4 de junho de 2026

Brasil perde 111 mil escolas rurais em 24 anos

Críticos afirmam que muitas decisões de encerramento ocorrem sem consulta real às comunidades e enfraquecem o direito à educação.
Escola rural fechada no município de Mojuí dos Campos, no Pará | Crédito: Vitor Shimomura/Brasil de Fato

Brasil perdeu 110.758 escolas rurais entre 2000 e 2024, conforme levantamento do Fonec com dados do Inep.
Fechamento de escolas rurais força deslocamento de alunos e desestimula jovens a permanecer no campo.
Expansão do agronegócio e grandes empreendimentos contribuem para o fechamento e desaparecimento de comunidades rurais.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Entre 2000 e 2024, o Brasil perdeu 110.758 escolas rurais ou do campo, segundo levantamento do Fórum Nacional de Educação do Campo (Fonec) com dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) — parte de um total de 163.854 escolas públicas extintas no mesmo período no país. A matéria é de Carolina Bataier no Brasil de Fato.

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O fechamento de unidades, muitas centenárias e que funcionavam como centros de convivência comunitária, tem forçado estudantes a se deslocarem para escolas mais distantes, gerando dificuldades de acesso, desgaste no cotidiano das famílias e desestímulo dos jovens a permanecer no meio rural.

Em várias regiões, como no Marajó (PA) e no Paraná, pais, alunos e ex-alunos relatam tristeza, deslocamentos longos e perigosos e perda de um importante espaço social e educativo.

Especialistas apontam que a expansão do agronegócio e grandes empreendimentos — como soja e usinas eólicas — acentuou o processo de fechamento de escolas, acompanhado pelo desaparecimento de comunidades rurais em alguns municípios.

Críticos afirmam que muitas decisões de encerramento ocorrem sem consulta real às comunidades, ferindo normas que deveriam exigir consulta prévia, e que o fechamento de escolas do campo representa um enfraquecimento do direito à educação e da permanência dos jovens no campo.

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  1. José de Almeida Bispo

    16 de fevereiro de 2026 1:49 pm

    Ao menos nos casos relativos ao meu município não tinha jeito. Seria dar murros em ponta de faca.
    Para ilustrar, um povoado onde em 1975, um levantamento de campo da SUCAM/MS encontrou 175 residencias, com 410 pessoas, em 2004, o órgão municipal substituto encontrou 4; três vazias e uma com cinco pessoas. Melhoria econômica das famílias; defasagem em serviços, e relativa proximidade da cidade levou todo mundo embora. Sem alunos, a escola rural, municipalizada teve de fechar.
    Êxodo rural.

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