A Justiça de São Paulo condenou o humorista Cassius Matheus dos Santos Soares, conhecido como Cassius Ogro, por divulgar acusações falsas de crimes sexuais contra o padre Júlio Lancellotti. A sentença concluiu que não houve qualquer comprovação das alegações publicadas nas redes sociais e que as declarações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão.
A decisão foi divulgada inicialmente em coluna do jornalista Rogério Gentile no portal UOL. Segundo a reportagem, o juiz responsável pelo caso entendeu que as postagens atribuíram ao sacerdote supostos crimes sem respaldo factual, configurando ataque à honra e à reputação.
De acordo com o processo, as publicações tiveram ampla repercussão nas plataformas digitais. Na sentença, o magistrado destacou que o direito à crítica e à manifestação de opinião não autoriza a disseminação de informações falsas, especialmente quando envolvem imputações criminais capazes de gerar danos morais e sociais.
Como consequência, o humorista foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais e à remoção dos conteúdos considerados ofensivos. O valor da reparação não foi informado na decisão citada.
Reconhecido nacionalmente pelo trabalho social junto à população em situação de rua na capital paulista, Lancellotti tem sido alvo recorrente de ataques e campanhas de desinformação nos últimos anos, muitas delas questionadas judicialmente.
Especialistas em direito digital avaliam que a decisão reforça o entendimento de que a liberdade de expressão não protege acusações infundadas e que autores de conteúdos publicados na internet podem ser responsabilizados civilmente quando causam prejuízos à imagem de terceiros. A defesa do humorista ainda pode recorrer.
*Com informações do UOL e Brasil 247.
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