O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor designado para assumir o posto de líder supremo do Irã será considerado um alvo militar para assassinato. A declaração ocorre em um momento de extrema volatilidade no Oriente Médio, após a morte do aiatolá Ali Khamenei em um bombardeio conjunto realizado por forças de Israel e dos Estados Unidos no último sábado (28).
“Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano será um alvo inequívoco para eliminação“, declarou Katz em comunicado oficial. O ministro reforçou que as forças armadas israelenses já possuem ordens para agir por todos os meios necessários para cumprir a missão. Segundo ele, a ameaça se estende a qualquer dirigente que mantenha os planos de confronto contra Israel e o Ocidente.
Sucessão em cenário de conflito
Enquanto Israel sobe o tom das ameaças, o regime iraniano tenta organizar a transição de poder sob pressão militar. A Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos e responsável pela escolha do líder supremo, trabalha para definir um nome “o mais rápido possível“. Atualmente, o aiatolá Alireza Arafi ocupa o posto de forma interina.
Contudo, o processo enfrenta obstáculos logísticos e de segurança. Na terça-feira (3), o Exército de Israel atacou o prédio da Assembleia em Teerã. Embora o jornal The Jerusalem Post tenha informado que os membros do colegiado estavam presentes no momento da ofensiva, não há confirmação sobre vítimas entre os clérigos.
Ahmad Khatami, membro da Assembleia, admitiu a complexidade do momento à televisão estatal: “Se Deus quiser, o líder será nomeado o mais rápido possível. Estamos próximos de uma decisão, mas a situação é de guerra“.
Adiamento de cerimônias e reações internacionais
O funeral de Estado de Khamenei, que estava previsto para começar na noite desta quarta-feira (4), foi adiado por tempo indeterminado. A versão oficial do governo iraniano atribui a mudança à previsão de uma “participação sem precedentes“, mas o anúncio ocorre simultaneamente ao endurecimento das ameaças israelenses e ao rastro de destruição deixado pelos bombardeios.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a morte do líder iraniano, classificando-o como “uma das pessoas mais malignas da história“. Em contrapartida, o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chamou a operação de “crime religioso” e acusou Washington de trair a diplomacia ao atacar o país durante negociações sobre o programa nuclear.
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