21 de maio de 2026

Arma de fogo matou 47% das mulheres vítimas de homicídio no Brasil em 2024

Levantamento do Instituto Sou da Paz mostra que 3.642 mulheres foram assassinadas no ano passado; feminicídios respondem por 40% dos casos
Crédito: Depositphotos

Em 2024, 47% dos homicídios de mulheres no Brasil foram cometidos com arma de fogo, segundo o Instituto Sou da Paz.
Dos 3.642 homicídios femininos, 1.492 foram feminicídios, majoritariamente em casa, com mulheres negras como principais vítimas.
O Nordeste registrou 38% dos casos e a maior taxa proporcional de homicídios femininos por 100 mil mulheres no país.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Quase metade das mulheres mortas por homicídio no Brasil em 2024 foi assassinada com arma de fogo. Os dados são do levantamento “Pela Vida das Mulheres: o Papel da Arma de Fogo na Violência de Gênero”, divulgado neste domingo (8) pelo Instituto Sou da Paz.

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Segundo a pesquisa, 47% dos 3.642 homicídios femininos registrados no ano passado foram cometidos com arma, o meio mais letal e o mais utilizado nos crimes contra mulheres. Os dados têm como base o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e incluem mortes por agressão, feminicídio e casos decorrentes de intervenção policial.

Os feminicídios somaram 1.492 casos, representando cerca de 40% do total. A maioria dos crimes ocorreu dentro de casa, e mulheres negras foram as principais vítimas. O Nordeste concentrou 38% dos homicídios femininos e registrou a maior taxa proporcional do país, por 100 mil mulheres.

Entre 2020 e 2024, os homicídios de mulheres recuaram 5%, ritmo bem mais lento do que a redução registrada entre os homens, que foi de 15% no mesmo período. As mortes de mulheres por arma de fogo caíram 12%, mas o instrumento segue como o principal vetor de violência letal contra elas.

Para a pesquisadora em segurança pública do Instituto Sou da Paz, Malu Pinheiro, isso não é por acaso. “Nos casos de feminicídio em que foram utilizadas armas de fogo, há até 85% mais chances de a vítima morrer do que quando outros meios de agressão são utilizados”, afirma.

A combinação entre alta letalidade, facilidade de uso e o contexto doméstico em que a maioria dos crimes ocorre faz da arma de fogo um fator determinante na transformação de agressões em mortes, e um elemento central no debate sobre políticas de controle de armas e proteção às mulheres no país.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. Ak47

    9 de março de 2026 10:19 pm

    Os outros 53% morreram assassinadas com o que?

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