21 de maio de 2026

Lula cobra fim da violência contra mulher em pronunciamento

O presidente anunciou um mutirão do Ministério da Justiça, em conjunto com estados, para prender mais de 2 mil agressores que estão em liberdade
Crédito: Ricardo Stuckert/ PR

Lula fez pronunciamento em cadeia nacional focado na violência contra a mulher, citando dados alarmantes no Brasil.
Anunciou mutirão para prender mais de 2 mil agressores em liberdade, parte do Pacto Nacional contra o Feminicídio.
Defendeu fim da escala 6×1, citou programas sociais e lembrou do Estatuto Digital para proteção de menores online.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a véspera do Dia Internacional da Mulher para fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste sábado (7), com foco na violência contra a mulher, problema que, segundo o governo, atingiu níveis alarmantes no país.

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“A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil”, afirmou o presidente, citando dados que apontam para uma média de quatro feminicídios por dia em 2025, o maior índice já registrado. Lula ressaltou que a maioria das agressões ocorre dentro de casa e que, mesmo com penas de até 40 anos de prisão para os agressores, os crimes não diminuíram. “Não podemos nos conformar”, declarou.

O presidente anunciou um mutirão do Ministério da Justiça, em conjunto com estados, para prender mais de 2 mil agressores que estão em liberdade. A iniciativa faz parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que reúne os três poderes. Lula deixou um recado direto: “E estou avisando: outras operações virão. Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher.”

Além do combate à violência, Lula citou programas sociais voltados às mulheres, como o Pé-de-Meia, o Gás do Povo, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a distribuição gratuita de absorventes.

O presidente também voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1, que considera especialmente prejudicial às mulheres, muitas vezes sobrecarregadas com dupla jornada. “Está na hora de acabar com isso”, disse, reiterando o apoio do governo à proposta em tramitação no Congresso.

Lula lembrou ainda que o Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes entra em vigor no dia 17 de março, obrigando plataformas digitais a adotarem medidas de proteção a menores contra conteúdos ilegais, assédio, exploração sexual e publicidade predatória. Novas ações contra o assédio online devem ser anunciadas ainda neste mês.

“O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar”, concluiu o presidente.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    9 de março de 2026 2:45 pm

    Por falar em feminicídio, o que aconteceu com o cartucho do projétil que abateu Gisele Alves, que era esposa do tenente‑coronel da PM Geraldo Neto? Será que o tal cartucho volatilizou? Porque o primeiro telefonema do esposo da vítima foi para um desembargador amigo e não para quem pudesse tentar salvar a Moça?
    Há muitas inconsistências. Sei lá

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