O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a véspera do Dia Internacional da Mulher para fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste sábado (7), com foco na violência contra a mulher, problema que, segundo o governo, atingiu níveis alarmantes no país.
“A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil”, afirmou o presidente, citando dados que apontam para uma média de quatro feminicídios por dia em 2025, o maior índice já registrado. Lula ressaltou que a maioria das agressões ocorre dentro de casa e que, mesmo com penas de até 40 anos de prisão para os agressores, os crimes não diminuíram. “Não podemos nos conformar”, declarou.
O presidente anunciou um mutirão do Ministério da Justiça, em conjunto com estados, para prender mais de 2 mil agressores que estão em liberdade. A iniciativa faz parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que reúne os três poderes. Lula deixou um recado direto: “E estou avisando: outras operações virão. Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher.”
Além do combate à violência, Lula citou programas sociais voltados às mulheres, como o Pé-de-Meia, o Gás do Povo, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a distribuição gratuita de absorventes.
O presidente também voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1, que considera especialmente prejudicial às mulheres, muitas vezes sobrecarregadas com dupla jornada. “Está na hora de acabar com isso”, disse, reiterando o apoio do governo à proposta em tramitação no Congresso.
Lula lembrou ainda que o Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes entra em vigor no dia 17 de março, obrigando plataformas digitais a adotarem medidas de proteção a menores contra conteúdos ilegais, assédio, exploração sexual e publicidade predatória. Novas ações contra o assédio online devem ser anunciadas ainda neste mês.
“O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar”, concluiu o presidente.
*Com informações da Agência Brasil.
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Rui Ribeiro
9 de março de 2026 2:45 pmPor falar em feminicídio, o que aconteceu com o cartucho do projétil que abateu Gisele Alves, que era esposa do tenente‑coronel da PM Geraldo Neto? Será que o tal cartucho volatilizou? Porque o primeiro telefonema do esposo da vítima foi para um desembargador amigo e não para quem pudesse tentar salvar a Moça?
Há muitas inconsistências. Sei lá