O Brasil encerrou 2025 com 29.818 empresas exportadoras, o maior número desde o início da série histórica, segundo dados do Relatório Anual de Comércio Exterior por Porte de Empresas, divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa crescimento de 3,4% em relação a 2024, com a entrada de 971 novas empresas no mercado exportador.
A ampliação da base exportadora é considerada um indicador relevante da capacidade de inserção internacional da economia, já que revela não apenas aumento do volume exportado, mas também maior número de empresas aptas a competir em mercados externos.
De acordo com o levantamento do MDIC, a maior parte da expansão registrada em 2025 ocorreu entre empresas médias e grandes, responsáveis por 592 das novas exportadoras, o equivalente a quase 60% do crescimento observado no período. Com isso, esse grupo passou a reunir 17.764 empresas exportadoras.
As micro e pequenas empresas também ampliaram sua participação, ainda que em ritmo mais moderado. O número de exportadoras nesse segmento — que inclui microempresas, pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) — aumentou em 390 unidades, alcançando 11.822 empresas.
Dentro desse grupo, o destaque foi o crescimento das microempresas exportadoras, que somaram cerca de 242 novas firmas, aproximando o total desse segmento de 6 mil empresas atuando no comércio exterior.
Indústria concentra maior parte das empresas exportadoras
A análise setorial mostra que a indústria de transformação permanece como principal base da atividade exportadora brasileira em número de empresas. Em 2025, o setor registrou 27.013 empresas exportadoras, aumento de 838 em relação ao ano anterior.
O crescimento ocorreu tanto entre empresas de maior porte quanto entre negócios menores. As médias e grandes indústrias tiveram aumento de 517 exportadoras, enquanto 321 novas empresas de menor porte passaram a vender produtos ao exterior.
O aumento no número de empresas exportadoras também foi registrado em todas as regiões do país: em números absolutos, os maiores avanços ocorreram no Sudeste, que registrou 549 novas empresas exportadoras, e no Sul, com 394 novas firmas.
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