Cabeça fria e coração quente para encarar e vencer os desafios de 2026
por Celso Pansera
Este ano será especial, repleto de desafios e disputas políticas cruciais. Na eleição, estarão em jogo, por exemplo, a consolidação do regime democrático e a ampliação das políticas sociais que estão melhorando de forma significativa a vida das pessoas.
Caberá ao eleitor decidir se quer a continuidade do projeto que vem colocando o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda, com o Brasil trilhando o caminho da tão protelada justiça tributária, onerando mais a renda dos privilegiados e aliviando o peso dos impostos dos que podem menos.
Mas não podemos baixar a guarda, abrindo espaço para ilusões. Teremos uma disputa duríssima, tanto para a reeleição do presidente Lula como para mudarmos a feição do Congresso Nacional, com a eleição de bancadas de deputados e senadores mais comprometidas com os anseios e reivindicações populares e com sólidas convicções democráticas.
A artilharia pesada da mídia contra o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou a bela trajetória de vida de Lula, os ataques ao Lulinha, filho do presidente Lula, e o noticiário incessante em torno da crise do Banco Master, que desvia a atenção dos ótimos resultados econômicos e dos avanços sociais, já se refletem nas pesquisas, que apresentam pequena oscilação para baixo do presidente Lula nas intenções de voto.
Entretanto, mesmo vivendo um período turbulento, marcado por investidas contra o governo, Lula mostra sua força e segue liderando a corrida presidencial.
Vamos lembrar que dispomos de trunfos importantes, como a comparação entre as inúmeras realizações do governo Lula e o vazio de entregas do governo Bolsonaro em termos de políticas públicas que beneficiam a população.
Temos tudo para ganhar esse debate, uma vez que a campanha eleitoral será um espaço privilegiado para a confronto entre quem fez muito e quem passou quatro anos priorizando ataques à democracia.
Contudo, em tempos de avanço extraordinário da inteligência artificial, a atuação rigorosa da justiça eleitoral será de suma importância para coibir o festival de fake news, distorções e desinformações de todo tipo, que certamente a extrema direita lançará mão durante a campanha.
Outro fator a ser observado com atenção pelas forças progressistas é que no Brasil de hoje a direita e a extrema direita têm força e iniciativa política, apoiadas pelo antipetismo dos grupos de mídia, pela capilaridade do fundamentalismo religioso e pelas milícias que se multiplicam nas periferias dos grandes centros urbanos.
Mas, se é prudente manter os pés no chão, com plena consciência das dificuldades a serem enfrentadas, por outro lado não há motivos para pessimismo. Nosso candidato a presidente é o maior líder popular da história e a nossa militância é boa de briga política nas ruas e nas redes.
Argumentos para levar para as ruas temos de sobra: menor índice de desemprego da história, maior número de pessoas ocupadas de todos os tempos, renda do trabalhador na máxima, menor inflação acumulada em quatro anos, crescimento do PIB entre os maiores do mundo, isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, reforma tributária (quebrando um tabu de mais de 30 anos), aumento real do salário mínimo, queda do preços dos alimentos, saída do Brasil, mais uma vez, do Mapa da Fome, Gás do Povo e Pé de Meia, entre tantas outras conquistas. E ainda vem aí o fim da desumana jornada 6×1.
Com cabeça fria e coração aquecido, venceremos.
Celso Pansera é ex-ministro da Ciência e Tecnologia e foi deputado federal. Presidiu a Finep e atualmente é presidente da Codemar, a companhia de desenvolvimento de Maricá.
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