A jornalista Daniela Lima revelou durante entrevista ao canal Flow Podcast que extremistas enviaram ácido dentro de uma embalagem de perfume para uma ministra do Supremo Tribunal Federal. Sem citar nomes, a ex-apresentadora da GloboNews fez referência à “ministra que saiu”, em possível alusão a Rosa Weber, aposentada em setembro de 2023. Weber foi presidente do Supremo Tribunal Federal quando uma horda bolsonarista invadiu Brasília destruindo as sedes dos Três Poderes, numa tentativa frustrada de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro no poder e impedir a posse de Lula.
A menção à tentativa de atentar ou intimidar uma ministra do Supremo usando ácido ocorreu enquanto Daniela Lima explicava, durante a entrevista aos apresentadores do canal Flow, os detalhes do Caso Master e o grau de envolvimento de ministros do STF no escândalo. A jornalista fez um parênteses para destacar o papel da Corte na defesa da democracia em um País ultra polarizado, e comentou sobre a necessidade de criação de uma secretaria de segurança interna pelo STF para, entre outras funções, inspecionar as entregas feitas aos ministros.
“O Supremo está vindo de um período que foi muito custoso para todos os integrantes da Corte. Vou falar da ministra que já saiu. Para se ter uma ideia, o Supremo foi obrigado, nesse espaço de tempo, de 2019 até hoje, a criar uma secretaria de segurança interna. Basicamente, a segurança da Corte só fazia crachá para as pessoas entrarem, e passou a ter um delegado, que foi levado pelo [ministro Luiz] Fux, que está no cargo até hoje, chefiando uma equipe que deve ter uns 80 [agentes] talvez. Eles têm uma sala para implodir artefatos. Envio de cocô, para falar o português claro, é bobagem. Chegaram a enviar um vidro de perfume cheio de ácido para uma ministra”, contou Dani Lima.
“A vida dos ministros ao longo desse período de muita radicalização ideológica virou um inferno. Não só para eles, mas para mulher, filhos, mãe. Então, neste período, eles se agruparam. Esse período em que eles tiveram de se agrupar, se fechar, deixou uma lição ruim. Porque é como se [dissessem] ‘o histórico fala por mim’, ‘os votos falam por mim’. E, na real, não é. A chave virou. O personagem dessa história [Daniel Vorcaro] é sui generis. Já teve banqueiro que quebrou no Brasil, mas não que fizesse essa exposição toda da República. E não basta a mulher de César ser honesta: ela tem que parecer honesta”, disse Daniela, numa crítica à demora de ministros do STF em prestar esclarecimentos sobre o Caso Master.
Assista a entrevista completa:
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